Precisamos superar a velha Politica eleitoral.
A politica nacional é, e sempre foi
um joguete de barganhas e troca de favores. Lamentavelmente ainda carregamos
esse fardo sujo e pesado que nos tormenta desde o período colonial, assim como
as praticas da republica velha que de forma rasteira e mascarada ainda fazem do
nosso sistema representativo um balcão de negócios. É impressionante como as
praticas eleitorais daquela época ainda funcionam nos dias de hoje. O curral
eleitoral, o voto de cabresto e a compra de sufrágio são apenas algumas das
praticas corruptas que hoje ainda são muito eficazes e nos fazem pensar que
paramos no tempo.
Tudo isso são formas de se
aproveitar da carência da grande maioria dos eleitores que vivem na miséria
passando fome com suas famílias em uma situação deplorável. De fato não podemos
culpa-los por ver naquele ato uma chance de ter o que comer no outro dia.
Existe uma carência gigante de conscientização das comunidades e isso favorece
muito a velha politica, já que se aproveitam da pobreza das pessoas carentes
para adquirir votos por troca favores, bens ou mesmo dinheiro.
No cenário local o ministério
publico eleitoral tem ajuizado ações contra suspeitos de capitação ilícita de
sufrágio e fornecimento ilegal de transporte a eleitores por parte de
parlamentares eleitos. Entre os principais estão as deputadas Aline Gurgel e
Aldilene Souza, que teriam praticado as ilicitudes por intermédio de seus cabos
eleitorais que ofereciam vantagens aos eleitores em troca de votos. A policia
federal interceptou conversas e áudios que indicam a consumação dos crimes.
O caso supracitado é apenas um de
milhões de outros que podemos utilizar como exemplo para descrever a sujeira na
velha politica que subsiste em nosso país. O estado do Amapá, por ainda ser
muito provinciano possui grandes dificuldades de superar o escambo de votos, e
sustenta velhas dinastias politicas que se perpetuam no poder.
A renovação é difícil,
principalmente pra nós amapaenses que ainda temos uma cultura atrasada, com
praticas do coronelismo. Porém, não podemos desistir, devemos acreditar sim na
mudança, na conscientização e na função social de cada cidadão. Então vamos
levar a mensagem para frente e seguir reivindicando um país cada vez melhor.

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