domingo, 16 de dezembro de 2018

PAPO RETO - ROBERTO JUNIOR


Precisamos superar a velha Politica eleitoral.


A politica nacional é, e sempre foi um joguete de barganhas e troca de favores. Lamentavelmente ainda carregamos esse fardo sujo e pesado que nos tormenta desde o período colonial, assim como as praticas da republica velha que de forma rasteira e mascarada ainda fazem do nosso sistema representativo um balcão de negócios. É impressionante como as praticas eleitorais daquela época ainda funcionam nos dias de hoje. O curral eleitoral, o voto de cabresto e a compra de sufrágio são apenas algumas das praticas corruptas que hoje ainda são muito eficazes e nos fazem pensar que paramos no tempo.
Tudo isso são formas de se aproveitar da carência da grande maioria dos eleitores que vivem na miséria passando fome com suas famílias em uma situação deplorável. De fato não podemos culpa-los por ver naquele ato uma chance de ter o que comer no outro dia. Existe uma carência gigante de conscientização das comunidades e isso favorece muito a velha politica, já que se aproveitam da pobreza das pessoas carentes para adquirir votos por troca favores, bens ou mesmo dinheiro.
No cenário local o ministério publico eleitoral tem ajuizado ações contra suspeitos de capitação ilícita de sufrágio e fornecimento ilegal de transporte a eleitores por parte de parlamentares eleitos. Entre os principais estão as deputadas Aline Gurgel e Aldilene Souza, que teriam praticado as ilicitudes por intermédio de seus cabos eleitorais que ofereciam vantagens aos eleitores em troca de votos. A policia federal interceptou conversas e áudios que indicam a consumação dos crimes.
O caso supracitado é apenas um de milhões de outros que podemos utilizar como exemplo para descrever a sujeira na velha politica que subsiste em nosso país. O estado do Amapá, por ainda ser muito provinciano possui grandes dificuldades de superar o escambo de votos, e sustenta velhas dinastias politicas que se perpetuam no poder.
A renovação é difícil, principalmente pra nós amapaenses que ainda temos uma cultura atrasada, com praticas do coronelismo. Porém, não podemos desistir, devemos acreditar sim na mudança, na conscientização e na função social de cada cidadão. Então vamos levar a mensagem para frente e seguir reivindicando um país cada vez melhor.



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