Compra de Material
Escolar
VOCÊ PODE ESTAR SENDO ENGANADO
A compra de material
escolar é um dos itens necessários para o início do ano letivo e traz sempre a
preocupação dos pais na escolha, que deve unir o útil ao preço e a qualidade.
Pesquisar é essencial. Marcas são futilidades, preço baixo com qualidade alta é
o que vai importar para o aluno e pro bolso dos pais.
Reinaldo Coelho
Para
quem tem crianças em idade escolar, o mês de janeiro costuma ser marcado pela
busca pelo material escolar que será utilizado ao longo do ano letivo. Com uma
lista extensa em mãos, o que resta a muitos pais é pesquisar o melhor preço. As
variações nos valores cobrados são observadas não apenas de uma loja para
outra, mas até mesmo entre marcas de um mesmo produto. Mas dar uma boa pesquisada
vale a pena e suaviza a dor no bolso.
De
acordo com informações colidas junto a consumidores que estão partindo para as
compras do material escolar, muitos fizeram uma pesquisa básica entre lojas
especializadas, com índice popular e outras mais estilizadas, e ao final houve
uma diferença de 40% entre a papelaria mais cara e a mais barata, levando em
consideração, em todas, os produtos mais em conta.
Uma
dessas consumidoras, ouvida, foi a doutora em biomedicina, Jacqueline Amoras,
que explicou a reportagem ter sentido uma diferença muito grande nos preços, e
principalmente na qualidade dos produtos oferecidos. “Mas como prioritariamente
não é uma marca que interessa na aquisição do material básico, que minha filha
vai utilizar na escola, porém a qualidade desses produtos é essencial, pois a
durabilidade é importante. Porém mesmo assim o material básico que existe nas
duas lojas tem seus preços diferenciados. Um caderno custa R$ 14,50, enquanto
na outra custa R$ 19,50, uma diferença de mais de 40% entre a papelaria mais
barata e a mais cara. São R$ 5,00 a mais e no final essa diferença pode ser
revertida em outras compras, temos de pesquisar, analisar a qualidade, e chegar
a conclusão se o custo/benefício é compensador”.
Jaqueline
Amoras explica que a estratégia para economizar fica mesmo com a comparação
entre as marcas. “Os que têm desenhos de personagens são sempre mais caros,
então eu procuro comprar apenas um caderno do personagem que ela gosta e os
demais eu compro dos comuns mesmo”, disse.
Outro
detalhe que está chamando atenção dos lojistas é que os pais estão comprando os
materiais escolares sem a presença dos filhos, diferente de outros anos quando
as crianças ajudavam na escolha. Em muitos casos os filhos não entendem a
recessão econômica e querem os cadernos e mochilas mais caros, com os
personagens da moda. Assim a solução que os pais estão encontrando é deixar os
pequenos em casa e escolher com mais tranquilidade o que comprar.
A
média de preços pode chegar a R$ 200, se focar apenas nos cadernos, lápis,
canetas e demais materiais, se entrar na área de mochilas esse preço médio pode
chegar a R$ 250/300,00.
Vamos as dicas ...
Não
dá para fugir da tarefa de comprar o material, mas especialistas afirmam que
com um pouco de organização, pesquisas e conversas com outros pais é possível
economizar.
Confira as dicas do que fazer:
1) Veja o que dá para reaproveitar.
Um
conjunto de lápis de cor do ano passado, um caderno que não foi todo preenchido
e a mochila que está em bom estado podem ser reutilizados no novo ano escolar.
“Antes de comprar o material é preciso verificar o que já tem e o que pode ser
reutilizado. Dicionário, tesoura, régua e até alguns materiais didáticos podem
ser aproveitados", explica a especialista em educação.
2) Pesquise os preços. Não deixe de fazer pesquisas de preços em
papelarias, bazares, lojas de departamentos e pela internet. Levantamento do
Procon-SP na cidade de São Paulo mostrou que os preços de material escolar
chegam a variar 260% para um mesmo produto. Recomendo que os pais pesquisem,
pois a variação de preço costuma ser grande. Um produto caro em um lugar pode
estar barato em outro.
3) Converse com os filhos antes das compras.
Os
pais precisam conversar com os filhos antes das compras para explicar a
situação financeira da família e quanto poderão gastar com o material escolar.
"É importante que a família tenha o hábito de discutir quais os limites
financeiros. A prática mais saudável é conversar antes, planejar com a criança
e mostrar o que eles vão comprar", diz Fátima Lemos.
4) Não compre além da lista.
As listas
de materiais escolares costumam ser grandes. A dica é ter em mãos uma relação
dos produtos de que realmente precisa para não comprar itens a mais ou adquirir
algo que já tinha em casa.
5) Faça compras coletivas.
É
possível fazer uma compra coletiva com outros pais em loja que vendem por atacado,
por exemplo. Alguns estabelecimentos oferecem descontos para produtos comprados
em grandes quantidades. Na compra de livros, os pais podem tentar negociar
diretamente com as editoras. Dá para perguntar quanto ficariam os livros se
comprasse 20 ou 30 unidades. Além disso, quem vai comprar o material na loja
física pode tentar uma negociação e pedir descontos, principalmente se o
pagamento for à vista.
6) Cuidado com as marcas.
Em
geral, materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados apresentam
preços mais elevados. Se os pais precisam economizar, devem explicar para a
criança que será necessário comprar itens mais básicos.
7) Veja se outros pais querem trocar material.
É
possível conversar com pais que têm filhos em idade escolar diferente para
saber se há algum livro didático que possa ser doado ou comprado por um preço
mais em conta. Hoje, algumas escolas estimulam a troca promovendo feiras, por
exemplo. Mas, os próprios pais podem perguntar para vizinhos, em grupos de
WhatsApp e em redes sociais se há alguém interessado na troca.
8) Não deixe para a última hora.
Quem
deixa para fazer as compras na véspera da volta às aulas pode pagar mais pelo
material ou ficar sem ele. Pode acontecer de os estoques se esgotarem e o preço
mudar em função do aumento da procura. É melhor evitar deixar para a última
hora para não pagar mais e não correr o risco de ficar sem o material.
9) Compre por partes.
Se
não tiver dinheiro para comprar tudo de uma vez, os pais podem conversar com os
responsáveis da escola para saber quais materiais serão utilizados no começo do
ano e o que pode ficar para depois. Normalmente a escola já tem um planejamento
e já sabe o que vai ser utilizado em cada semestre. Os pais não precisam
comprar tudo de uma vez se não puderem.
10) Lembre-se do que não pode estar na lista.
A
escola não pode solicitar a compra de materiais de uso coletivo, como detergente
e papel higiênico, por exemplo. Também não pode cobrar taxas para despesas com
água, luz e telefone. A escola não pode exigir a compra de produtos de uma
marca específica ou determinar a loja onde o material deve ser comprado. Salvo
se foi a escola que produziu o material e se o item não está disponível no
comércio.
E se
houver cobrança indevida os pais devem questionar a escola. Se não houver
solução para a questão a orientação é procurar um órgão de defesa do
consumidor.
PROCON Amapá fiscaliza lojas e cria tabela mais em conta de preços de materiais
escolares
A
partir desta segunda-feira (14), os consumidores de Macapá e Santana terão
acesso a uma tabela contendo valores mais em conta de materiais escolares em
2019. O levantamento é feito pelo Instituto de Defesa do Consumidor (PROCON),
como forma de auxiliar pais e responsáveis nas compras e será disponibilizado
no site do órgão.
A
ação é parte do trabalho de fiscalização iniciado na última segunda-feira (7)
pelo órgão e que finalizará nesse sábado (12). Os alvos são papelarias e
importadoras que fornecem esses materiais. Além de avaliar os preços
praticados, o Procon também observa se os produtos têm a certificação do
Inmetro e se o estabelecimento emite nota fiscal no ato da compra.
De
acordo com a chefe de fiscalização do PROCON/AP, Lana Silva, a fiscalização é
constante. A equipe avalia também se os preços dos itens estão visíveis ao
comprador, quais as formas de pagamento disponíveis e se o local possui
exemplar do Código de Defesa do Consumidor (CDC) para consulta na loja.
"Fazemos
constantes fiscalizações no comércio, para que esteja tudo regular, dentro das
leis consumeristas, tanto quanto as informações que eles têm que disponibilizar
ao consumidores. Além de ter um Código de Defesa do Consumidor disponível para
consulta", destacou.
Outro
alerta do Instituto é quanto a retenção de documentos dos alunos por parte das
escolas, no intuito de obrigar o responsável a quitar a dívida pendente.
"Esse
fornecedor tem outros meios para fazer essa cobrança. As escolas não podem
reter os documentos dos alunos. Essa documentação tem que estar disponível
quando solicitada", ressaltou Lana.
A
fiscalização começou em dezembro, quando as listas disponibilizadas aos pais de
alunos foram verificadas e atentando para os materiais que não podem ser
pedidos pela escolas, como itens de uso coletivo.


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