sábado, 12 de janeiro de 2019

VOCÊ PODE ESTAR SENDO ENGANADO


Compra de Material Escolar
VOCÊ PODE ESTAR SENDO ENGANADO


A compra de material escolar é um dos itens necessários para o início do ano letivo e traz sempre a preocupação dos pais na escolha, que deve unir o útil ao preço e a qualidade. Pesquisar é essencial. Marcas são futilidades, preço baixo com qualidade alta é o que vai importar para o aluno e pro bolso dos pais.

Reinaldo Coelho

Para quem tem crianças em idade escolar, o mês de janeiro costuma ser marcado pela busca pelo material escolar que será utilizado ao longo do ano letivo. Com uma lista extensa em mãos, o que resta a muitos pais é pesquisar o melhor preço. As variações nos valores cobrados são observadas não apenas de uma loja para outra, mas até mesmo entre marcas de um mesmo produto. Mas dar uma boa pesquisada vale a pena e suaviza a dor no bolso.
De acordo com informações colidas junto a consumidores que estão partindo para as compras do material escolar, muitos fizeram uma pesquisa básica entre lojas especializadas, com índice popular e outras mais estilizadas, e ao final houve uma diferença de 40% entre a papelaria mais cara e a mais barata, levando em consideração, em todas, os produtos mais em conta.
Uma dessas consumidoras, ouvida, foi a doutora em biomedicina, Jacqueline Amoras, que explicou a reportagem ter sentido uma diferença muito grande nos preços, e principalmente na qualidade dos produtos oferecidos. “Mas como prioritariamente não é uma marca que interessa na aquisição do material básico, que minha filha vai utilizar na escola, porém a qualidade desses produtos é essencial, pois a durabilidade é importante. Porém mesmo assim o material básico que existe nas duas lojas tem seus preços diferenciados. Um caderno custa R$ 14,50, enquanto na outra custa R$ 19,50, uma diferença de mais de 40% entre a papelaria mais barata e a mais cara. São R$ 5,00 a mais e no final essa diferença pode ser revertida em outras compras, temos de pesquisar, analisar a qualidade, e chegar a conclusão se o custo/benefício é compensador”.
Jaqueline Amoras explica que a estratégia para economizar fica mesmo com a comparação entre as marcas. “Os que têm desenhos de personagens são sempre mais caros, então eu procuro comprar apenas um caderno do personagem que ela gosta e os demais eu compro dos comuns mesmo”, disse.
Outro detalhe que está chamando atenção dos lojistas é que os pais estão comprando os materiais escolares sem a presença dos filhos, diferente de outros anos quando as crianças ajudavam na escolha. Em muitos casos os filhos não entendem a recessão econômica e querem os cadernos e mochilas mais caros, com os personagens da moda. Assim a solução que os pais estão encontrando é deixar os pequenos em casa e escolher com mais tranquilidade o que comprar.
A média de preços pode chegar a R$ 200, se focar apenas nos cadernos, lápis, canetas e demais materiais, se entrar na área de mochilas esse preço médio pode chegar a R$ 250/300,00.

Vamos as dicas ...

Não dá para fugir da tarefa de comprar o material, mas especialistas afirmam que com um pouco de organização, pesquisas e conversas com outros pais é possível economizar.

Confira as dicas do que fazer:

1) Veja o que dá para reaproveitar.
Um conjunto de lápis de cor do ano passado, um caderno que não foi todo preenchido e a mochila que está em bom estado podem ser reutilizados no novo ano escolar. “Antes de comprar o material é preciso verificar o que já tem e o que pode ser reutilizado. Dicionário, tesoura, régua e até alguns materiais didáticos podem ser aproveitados", explica a especialista em educação.

2) Pesquise os preços. Não deixe de fazer pesquisas de preços em papelarias, bazares, lojas de departamentos e pela internet. Levantamento do Procon-SP na cidade de São Paulo mostrou que os preços de material escolar chegam a variar 260% para um mesmo produto. Recomendo que os pais pesquisem, pois a variação de preço costuma ser grande. Um produto caro em um lugar pode estar barato em outro.

3) Converse com os filhos antes das compras.
Os pais precisam conversar com os filhos antes das compras para explicar a situação financeira da família e quanto poderão gastar com o material escolar. "É importante que a família tenha o hábito de discutir quais os limites financeiros. A prática mais saudável é conversar antes, planejar com a criança e mostrar o que eles vão comprar", diz Fátima Lemos.

4) Não compre além da lista.
As listas de materiais escolares costumam ser grandes. A dica é ter em mãos uma relação dos produtos de que realmente precisa para não comprar itens a mais ou adquirir algo que já tinha em casa.

5) Faça compras coletivas.
É possível fazer uma compra coletiva com outros pais em loja que vendem por atacado, por exemplo. Alguns estabelecimentos oferecem descontos para produtos comprados em grandes quantidades. Na compra de livros, os pais podem tentar negociar diretamente com as editoras. Dá para perguntar quanto ficariam os livros se comprasse 20 ou 30 unidades. Além disso, quem vai comprar o material na loja física pode tentar uma negociação e pedir descontos, principalmente se o pagamento for à vista.

6) Cuidado com as marcas.
Em geral, materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados apresentam preços mais elevados. Se os pais precisam economizar, devem explicar para a criança que será necessário comprar itens mais básicos.

7) Veja se outros pais querem trocar material.
É possível conversar com pais que têm filhos em idade escolar diferente para saber se há algum livro didático que possa ser doado ou comprado por um preço mais em conta. Hoje, algumas escolas estimulam a troca promovendo feiras, por exemplo. Mas, os próprios pais podem perguntar para vizinhos, em grupos de WhatsApp e em redes sociais se há alguém interessado na troca.

8) Não deixe para a última hora.
Quem deixa para fazer as compras na véspera da volta às aulas pode pagar mais pelo material ou ficar sem ele. Pode acontecer de os estoques se esgotarem e o preço mudar em função do aumento da procura. É melhor evitar deixar para a última hora para não pagar mais e não correr o risco de ficar sem o material.

9) Compre por partes.
Se não tiver dinheiro para comprar tudo de uma vez, os pais podem conversar com os responsáveis da escola para saber quais materiais serão utilizados no começo do ano e o que pode ficar para depois. Normalmente a escola já tem um planejamento e já sabe o que vai ser utilizado em cada semestre. Os pais não precisam comprar tudo de uma vez se não puderem.

10) Lembre-se do que não pode estar na lista.
A escola não pode solicitar a compra de materiais de uso coletivo, como detergente e papel higiênico, por exemplo. Também não pode cobrar taxas para despesas com água, luz e telefone. A escola não pode exigir a compra de produtos de uma marca específica ou determinar a loja onde o material deve ser comprado. Salvo se foi a escola que produziu o material e se o item não está disponível no comércio.

E se houver cobrança indevida os pais devem questionar a escola. Se não houver solução para a questão a orientação é procurar um órgão de defesa do consumidor.


PROCON Amapá fiscaliza lojas e cria tabela mais em conta de preços de materiais escolares



A partir desta segunda-feira (14), os consumidores de Macapá e Santana terão acesso a uma tabela contendo valores mais em conta de materiais escolares em 2019. O levantamento é feito pelo Instituto de Defesa do Consumidor (PROCON), como forma de auxiliar pais e responsáveis nas compras e será disponibilizado no site do órgão.
A ação é parte do trabalho de fiscalização iniciado na última segunda-feira (7) pelo órgão e que finalizará nesse sábado (12). Os alvos são papelarias e importadoras que fornecem esses materiais. Além de avaliar os preços praticados, o Procon também observa se os produtos têm a certificação do Inmetro e se o estabelecimento emite nota fiscal no ato da compra.
De acordo com a chefe de fiscalização do PROCON/AP, Lana Silva, a fiscalização é constante. A equipe avalia também se os preços dos itens estão visíveis ao comprador, quais as formas de pagamento disponíveis e se o local possui exemplar do Código de Defesa do Consumidor (CDC) para consulta na loja.
"Fazemos constantes fiscalizações no comércio, para que esteja tudo regular, dentro das leis consumeristas, tanto quanto as informações que eles têm que disponibilizar ao consumidores. Além de ter um Código de Defesa do Consumidor disponível para consulta", destacou.
Outro alerta do Instituto é quanto a retenção de documentos dos alunos por parte das escolas, no intuito de obrigar o responsável a quitar a dívida pendente.
"Esse fornecedor tem outros meios para fazer essa cobrança. As escolas não podem reter os documentos dos alunos. Essa documentação tem que estar disponível quando solicitada", ressaltou Lana.
A fiscalização começou em dezembro, quando as listas disponibilizadas aos pais de alunos foram verificadas e atentando para os materiais que não podem ser pedidos pela escolas, como itens de uso coletivo.

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