sábado, 12 de janeiro de 2019

ARTIGO DO GATO








Um ouvido, excelente remédio para a solidão

Tem algum idoso na sua casa ou alguém que vive isolado, pensativo, sempre com aquele ar contemplativo? Tem! Então, meu amigo, tire um pouco do seu tempo e se aproxime dessa pessoa, e insira ela na vida social do seu lar ou da sua família. Se não já-já vais ter alguém triste e a beira da depressão. Não discorro sobre depressão pelo viés da medicina, absolutamente, pois sei que é um caminho extremamente técnico, então deixa isso para os psicólogos e psiquiatras.
Minha abordagem aqui é da solidão em que vivem muitos idosos e que a falta de companhia deixa a vida dessas pessoas cada vez sem graça, triste. Eu sei que idoso quando conversa tem como assunto principal o passado, lógico. Contar sua história enfatizando as lutas estabelecidas com a vida e suas vitórias, ‘nossa’, é extasiante para os idosos, mas... meu amigo... seu ouvido tem um poder rejuvenescedor para aquele ancião. Creia nisso!
Segundo a OMS-Organização Mundial de Saúde no mundo, dados de 2017, existem 320 milhões de pessoas com depressão, com certeza as causas são as mais diversas, porém o abandono do idoso deve ter uma contribuição significativa nesse contexto.
E com o aumento da expectativa de vida do brasileiro que chegou em 2018 aos 76 anos, a maior da história, o mundo observa a formação de um exército de solitários. Nessa fase da vida o idoso solitário se depara com situações delicadas, como a perda ou o afastamento de pessoas queridas, doenças, aposentadoria, perda do corpo jovem e da independência, entre outros, porém a sensação de abandono, da inutilidade, contribui muito para isso. Aí o elixir é o ouvido do familiar ou amigo.
A solidão tende a ser vista como um fato isolado, passageiro, sendo até mesmo mal interpretada como ‘frescura’ ou excesso de sensibilidade, quando na verdade pode estar atrelado a outras condições e pode evoluir para um quadro mais grave, como o da depressão, levando até ao suicídio.
Na condição de radialista/jornalista faço um programa de radiojornalismo. A regra geral é abrir com a escala de manchetes, previsão do tempo, ronda policial... Notícia e notícia e notícia... Entrevista sisuda, nem uma linha fora do tema. Graças a Deus não vejo assim o troço. Leio um salmo e avanço e me lambuço nos abraços de bom dia. Falo de amor ao próximo e quando um ouvinte liga para falar um pouco de seus problemas ouço com todo carinho.
As notícias, os comentários e as entrevistas vão sendo repassadas com tranquilidade. Já optei, faz tempo, por um jornalismo com ênfase as notícias positivas e agora chamo o ouvinte para tomar café. Chega! O mundo já está demasiadamente embrutecido, o jornal que apresento não iria contribuir em nada fazendo o modelo de todo mundo. Fazemos a diferença exatamente por sermos diferentes. Alguém vai dizer: isso não é jornal! Então não é, mas enquanto eu estiver a frente, vai continuar exatamente assim.
Portanto, ouça seus avós, seus tios, seus velhos. O cabelo quando pinta é três vezes trinta. Porém a experiência e a sabedoria são divinas. Beijos!

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