Meio Ambiente
Empresa adapta e corrige carregador poluente de farelos de
soja em Santana
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| Novo sistema de embarque elimina a grande nuvem de pó |
Os moradores do Distrito de Santana denunciaram a existência de uma nuvem
de pó de soja, todas as vezes que acontecia o embarque do produtos na Doca de
Santana, publicado a matéria e escutado as partes pela editoria do Tribuna
Amapaense, a empresa responsável pelo embarque no Amapá, Caramuru Alimentos
S/A, fez as correções que amenizaram a situação e deverá fazer melhorias que elimine
a problemática. Melhor para o meio ambiente e para a comunidade.
Reinaldo Coelho
Essa semana, mas precisamente no
dia 23 de janeiro de 2019, recebemos do representante da Caramuru Alimentos
S/A, um vídeo onde destaca-se o embarque de farelo de grãos de soja em navio no
Porto de Santana, onde está sendo utilizado um novo tipo de shiploader
(carregador) que promove a queda das cargas em cascata e, com isso, impede a
emissão de partículas durante o carregamento, evitando a dispersão do pó em formato de nuvens, que prejudica o ambiente no entorno da Doca de Santana..
Esse carregador, diminui em muito a
dispersão de pó em direção ao Distrito Ilha de Santana, que vinha sofrendo com
um nuvem de pó, quando os embarques ocorriam justamente no horário da ação da
natureza com ventos fortes.
O representante da Caramarú Alimentos
S/A, comunicou a editoria do Tribuna Amapaense, que outros mecanismos estarão
sendo implantados para superar essa problemática. A empresa responsável pelos embarques de soja no Amapá, demonstrou assim responsabilidade ambiental e que está conectada com as necessidades dos moradores do entorno onde realiza seus serviços, cumprindo a legislação ambiental e dando soluções as problemáticas que surgem.
Encaminhamos o vídeo aos moradores
da Ilha de Santana através do Agente Comunitário de Saúde e Arquiteto Marcelo Cardoso
Lima, cuja família é residente a décadas na localidade que a preocupação não é
só por causa da sujeira, bem como problemas respiratórios, principalmente em
crianças e idosos que são os que apresentam maior suscetibilidade a esses
agravo.
“Que bom! Nossa população agradece
pois as tecnologias e os investimentos para minimizar os impactos que podem
causar danos no meio ambiente e nos seres humanos são bem vindos e o
investimento é válido. Obrigado ao Tribuna Amapaense por ter sido a ferramenta principal
comunicativa entre nossa comunidade e a empresa Caramuru Alimentos S/A. Os
resultados são ótimos tanto para nossa comunidade quanto pra empresa que
estará cada vez mais primando em desempenhar suas atividades em conformidade
para não gerar transtorno ao meio ambiente e a população”.
Entenda o caso
Na edição 623 do Tribuna Amapaense,
de setembro de 2018, a matéria de capa apresentava a denúncia dos moradores da
ilha de Santana quanto a poeira de farelo que caia sobre suas residências e
problemas de saúde que poderia ocasionar aos moradores, fato comprovado
cientificamente, uma das mais comum seria a asma.
Os moradores da Ilha de Santana na ocasião enviaram um vídeo e áudios a editoria do Tribuna Amapaense onde se queixavam da existência de uma poeira oriunda do porto da Companhia Docas de Santana
(CDSA), quando do embarque de grãos ou farelos de soja e se estavam preocupados com o
problema de saúde, visto que já estavam tendo problemas respiratórios devida uma
camada permanente de pó nas residências.
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| Nuvem de pó vindo na direção da comunidade de Ilha de Santana - Município de Santana (AP) |
De acordo com informação dada por
alguns residentes na comunidade o fato aconteceu na última sexta-feira (17),
quando estava sendo despejada no porão de um dos navios ancorado no porto da
CDSA, começou a levantar uma nuvem de pó de soja que devido ao clima seco e com
bastante vento chegou até a Vila do Distrito Ilha de Santana, localizada em
frente ao sistema portuário e juntamente com ela a sujeira nas residências e
quintais e de acordo com Marcelo Cardoso Lima, cuja família é residente a
décadas na localidade que a preocupação
não é só por causa da sujeira, bem como problemas respiratórios, principalmente
em crianças e idosos que são os que apresentam maior suscetibilidade a esses
agravos.
“Minha resistência encontra-se
aproximadamente há dois quilômetros do porto das Docas no município de Santana
onde é feito o embarque desses grãos, o mecanismo de proteção para que esse pó
não se espalhe no meio ambiente e não prejudique a população não está tendo
eficácia. Pois como preconiza a legislação ambiental. Uma vez que o processo de
embarque desse produto está causando danos ao ar e respectivamente a população.
Assim venho pedir aos nossos representantes que fiscalizem e que a empresa se
assegure que seus padrões de segurança tenham a eficácia que a lei preconiza
para não vim causar danos muitas vezes irreversíveis. Não somos contra o
serviço que traz benefícios do crescimento econômico do município e do Estado,
porém o cuidado ambiental é essencial”, detalhou Marcelo Cardoso.
Os moradores da comunidade alertam
que essa situação trouxe um agravante, pois na frente da Ilha de Santana
funciona um anexo da escola municipal que atende nos dois períodos crianças que
está alocado próximo as margens do rio, sendo que esse pó vem silencioso e pode
causar problemas pulmonares e de pele, alergias, e na visão das crianças.
Na ocasião a reportagem procurou a
empresa responsável pelo embarque dos grãos e a presidência da CDS, questionado
a veracidade da denúncia de que a operação de embarque de farelos na CDSA
liberou, acidentalmente, partículas de farelo de soja na atmosfera atingindo a
vila do Distrito de Ilha de Santana, assustando seus moradores. A empresa
Caramuru Alimentos, responsável pelo embarque e a administração da CDSA,
garantem que foi um fato isolado e que o produto é alimentício e não é toxico.
Garantindo que não voltará acontecer, pois o investimento no Estado é atrelado
a garantia ambiental.
De acordo com informações de
especialistas é necessário a implantação de ferramentas adequadas e a adoção de
novas tecnologias pode reduzir a poluição gerada pelo embarque de grãos nos
porões dos navios que operam no Porto de Santos. Essa é uma das conclusões do
artigo científico elaborado pelo tecnólogo em Logística Eduardo Chirico Machado
Holms. Esse trabalho foi realizado em novembro de 2017.
Em sua pesquisa o estudante apontou
a utilização de um tipo shiploader (carregador) que promove a queda das cargas
em cascata e, com isso, impede a emissão de partículas durante o carregamento.
Holms elaborou o artigo como uma
das atividades de seu curso de MBA Internacional em Gestão Portuária, realizado
na Faculdade SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) de Santos.
Com base nessas informações
cientificas, questionamos o presidente da CDSA, se o equipamento utilizado pela
empresa exportadora estava adequado.
“Aqui ainda é muito cedo para
falarmos qualquer coisa. O que eu posso afirmar é que a CDSA está sempre atenta
a tudo que está acontecendo. Tanto que a empresa Caramuru Alimentos foi
notificada duas vezes a respeito disso. Exatamente parta minorar ou melhorar a
parte de carregamento. E é isso que esperamos. Se outros portos são carregados
assim, aqui também para o desenvolvimento do Estado, está tudo claro, contando
com as preocupações ambientais que tem que ser tomadas”.
Paulo Roberto Couto destacou-se
preocupado com esse ‘pozinho’ pela tromba ficar distante do fundo do navio, foi
colocado uma lona para segurar esse pó, mas em vez de beneficiar ela tornou um
corredor da poeira que fez chegar onde não devia ter chegado, pois nos outros
embarques isso não ocorreu.




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