sábado, 19 de janeiro de 2019

SAÚDE EM FOCO


                
  SAÚDE ACIMA DAS CAMPANHAS E DAS PROMESSAS
         Em sua obra “Politicas de Saúde Pública: interação dos Atores  Sociais”, Mario Lopes (2017)  enfoca o papel do  governo, dos Conselhos de Medicina e dos usuários como protagonistas na execução das politicas de saúde. Mesmo com a “democratização” do país, a participação dos usuários na politica se resumiu às eleições. Os políticos se serviram do desinteresse para se perpetuar no poder e ludibriar os eleitores. A politica partidária se desmoralizou e desmobilizou a sociedade.
        Da mesma forma os Conselhos em sua função normativa de fiscalização e denuncias, passaram a serem olhados não como coparticipantes e colaboradores, mas como empecilhos aos governantes.
Uma das melhores formas de participação no cenário politico é com propostas, mobilização da sociedade e argumentos comprovados com fatos, ficando atentos às promessas e compromissos dos candidatos eleitos e que assumiram o governo em 2019. 
Para fundamentar este artigo tomamos a síntese feita pelo portal G1 Amapá, baseado nas entrevistas, debates e no plano de governo de Waldez Góes em  seu 4º mandato. No bojo das propostas nos atemos ao setor saúde.
No inicio do 3º mandato de WG foi pedido ao Ministério da Saúde- MS a deflagração de emergência federal na saúde, devido a desestruturação e situação critica da assistência estadual, responsável pelo atendimento mais especializado. Acontece que foi negado pelo MS, alegando que a situação não era apenas crise financeira, mas sim incapacidade de gestão dos recursos e falta de melhor operacionalização dos serviços. Elencou os vários problemas encontrados.
Passaram-se 4 anos e poucos desses gargalos foram resolvidos. Em data recente o CRM-AP e o CFM novamente fizeram uma fiscalização nas unidades de saúde de Macapá, como HCAL e HE, e encontraram as mesmas deficiencias antes constatadas pelo MS, comprovando a permanecia da falta de gestão do setor.
Nas entrevistas e no plano de governo atual, constatamos 9(nove) propostas que visam amenizar essa crise, que ao longo de 16 anos (Lula, Dilma e Temer) foi marcada pelo subfinanciamento e contingenciamento de recursos federais para a saúde, em especial a atenção básica, amplamente divulgada e comprovada pelo CFM.  Vamos às propostas.
Aquisição de aeronave para o Grupo Tático Aéreo, especialmente para a saúde (1); implantar o Hospital de Emergência da Zona Norte, já com recursos (280 milhões), projeto e terreno disponível (2); implantar  o Centro de Diagnóstico e Laudos(3); fazer 1,5 mil cirurgias oftalmológicas (4); implantar Residência Multiprofissional e ampliar os profissionais mais qualificados (5); construção  da nova sede do Centro de hemoterapia e hematologia –HEMOAP( 6); Inaugurar o Complexo Oncológico próximo ao H. Barretos, com atendimentos de radioterapia e alta complexidade da UNACOM (7); ampliar o Centro de Reabilitação –CREAP com 3 andares (8); Criar o Programa Saúde Itinerante, com apoio aos municípios e garantindo uma politica de práticas integrativas e complementares (as 5 últimas são de seu plano de governo).
Destacamos as propostas 2 e 8. Em relação à emergência, achamos que deveria se iniciar o processo de municipalização, passando a parte clinica para a PMM, ficando o Estado com a parte mais especializada de traumas e causas de violências externas. Acontece que a PMM não assume nem atenção básica, passando 4 anos para reformar suas unidades, como a UBS Lélio Silva.
No caso do apoio aos munícipios, as Unidades Mistas deveriam ser transformadas em Hospitais de Médio Porte. O avanço é a inclusão da politica das terapias complementares, cuja proposta foi motivo de audiência publica e foi enviada pela gestão do CRTN (atual CERPIS) ainda em 2011, mas que somente no ano passado (2018) foi acatada e sugerida aos municípios. 14.01.2019.
  



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