MAL DE PARKINSON: ABORDAGEM NATURAL DOS ÓLEOS ESSENCIAIS
Jarbas de Ataíde
Entre as doenças degenerativas mais incapacitantes o Mal de Parkinson (descrita em 1817, por James Parkinson) se caracteriza por afetar o SNC e a cognição, levando a sintomas progressivos que afetam a qualidade de vida, como perda de movimentos intencionais (involuntários) e comprometimento motor. Com isso, o principal sintoma é a incoordenação motora e os movimentos involuntários (tremores) nos membros superiores.
A incoordenação motora, a contratura muscular e os tremores vão afetar uma série de aspectos da vida social e de relação: equilíbrio deficiente, perda dos movimentos naturais e leves, execução de tarefas habituais (segurar colher, vestir, escovar dentes, pentear, subir escada, conduzir veículo ), engolir, caminhar sozinho e dormir.
Enfim, o Parkinson vai reduzir a autonomia, a independência e a empatia do portador, o que acarretará mudanças drásticas em sua vida pessoal, familiar e nos relacionamentos sociais.
Os estudos revelam que a origem e a fisiologia da patologia são decorrentes de:
FATORES ENDÓGENOS: que reduzem a produção e ação do neurotransmissor Dopamina no cérebro, levando a redução da motivação e do humor; diminuição do aprendizado e prejuízo da coordenação dos movimentos;
FATORES EXÓGENOS: que desencadeiam o processo de inflamação do tecido neural e morte dos neurônios, como a má alimentação e deficiências nutricionais (que começam no ventre materno), alergias alimentares e hábitos (exagero de álcool, tabagismo e drogas ilícitas).
Em função dessas limitações ocorre comportamento inquieto, ansioso e estressante, o que exige uma intervenção visando relaxar, acalmar e manter a empatia nos relacionamentos, evitando isolamento e até depressão.
O tratamento convencional visa a redução da incoordenação, mas com pouco efeito na esfera emocional e na cognição. Os remédios sintéticos visam aumentar a captação da dopamina no SNC. Neste caso, a proposta da abordagem natural dos óleos essenciais (OEs) torna-se importante, pois eles atuam nos sistemas orgânicos, tanto nos fatores endógenos (neurotransmissores), quanto nos exógenos (inflamação).
Os OEs têm uma aplicação sobre os diversos sistemas orgânicos, mas também nos aspectos gerais e emocionais, com poucos efeitos colaterais.
NO RELAXAMENTO FÍSICO E MENTAL: LAVANDA e VETIVER. Usamos os óleos essenciais calmantes e relaxantes, que vão agir na tensão física, mas também na ansiedade, estresse, concentração e atenção. Modo de uso: Inalação, colocar 1-2 gotas de cada na mão em concha e inalar 5 x, de 6/6 h; uso tópico: colocar 1-2 gotas e passar ,puro, nos pés, punho, nuca, atrás da orelha e ao longo da coluna.
NA INFLAMAÇÃO. FRANKINCENSE (Olibano) e COPAIBA. Visam desinflamar os órgãos internos e os músculos, com ação neuroprotetora, neuroregeneradora e antioxidante do SNC e periférico. Modo de uso: Oral: 2 gotas de cada em 200 ml de água ou em baixo da língua, 2 x dia; uso tópico: 2-3 gotas de cada e passar puro ou diluído na sola dos pés, nuca, atrás da orelha e coluna, punhos e braços; Inalação : colocar 1-2 gotas de cada na mão em concha e inalar 5 x, de 6/6 h.
NA CONTRATURA E ESPASMO MUSCULAR. MANJERIÇÃO (Basil) e MANJERONA (Marjoran). São revigorantes e energizantes, retirando a fadiga crônica, as dores e espasmos musculares, atuando no estresse físico e mental. Modo de uso: Inalação: 3 gotas de cada na mão em concha e aspirar 5 x, 4x dia; uso tópico: 3 gotas de cada + 5 gotas óleo de coco, massagear os pés, nuca, orelhas, coluna, braços e pulsos.
Como vemos, tratar um portador de Parkinson exige uma gama de atuações de profissionais e do uso de medicamentos diversos que podem conduzir a efeitos adversos. No entanto, a Aromaterapia torna-se uma terapia complementar

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