sexta-feira, 21 de maio de 2021

Artigo da semana – Direito & Cidadania – O Senado da República, a escolha de ministro do STF e as eleições 2022

  – Direito & Cidadania –  

O Senado da República, a escolha de ministro do STF e as eleições 2022 

 


Dr. Besaliel Rodrigues 

 

Até 05 de julho deste ano de 2021, o ministro do STF Marco Aurélio de Mello estará oficialmente aposentado e boa parte do eleitorado brasileiro estará voltado ao Senado Federal que aprovará o nome de seu substituto. 

Fato é que o Presidente da República prometeu à Nação indicar à referida vaga, o nome de um evangélico, pois, nunca na história do Brasil, o STF teve um membro deste emergente seguimento social. 

Apesar de o clima político em Brasília não ser dos melhores e mesmo com a “CPI da Covid”, em andamento, por meio da qual autoridades diversas fazem lobbies semanais junto aos senadores a fim de serem erguidos à Suprema Corte, tudo mostra que mesmo diante das dificuldades e circunstâncias do momento, o presidente Bolsonaro honrará com a palavra empenhada ante a classe evangélica brasileira.  

Vale ressaltar que esta indicação presidencial será a segunda e última do presente mandato, pois, somente na próxima gestão presidencial duas outras novas vagas surgirão. Por tratar-se de uma promessa presidencial feita ao povo evangélico, que muito contribui com a Nação, o Presidente tem apenas esta oportunidade de escolher o prometido ministro de fé evangélica que, por óbvio, preencherá, por determinação constitucional, os demais critérios exigidos. 

Como se sabe, o eleitorado evangélico tem sido ultimamente o “fiel da balança” nas últimas eleições, tanto gerais, como estaduais e até algumas municipais. Além do caso do próprio Presidente Bolsonaro, outro exemplo recente apenas para uma breve ilustração, foi o da reeleição do recém-falecido Bruno Covas, prefeito de São Paulo, que não fosse a mobilização ostensiva da Assembleia de Deus paulistana e demais igrejas evangélicas daquela Capital, o candidato Boulos (de esquerda), teria ganhado no 2º turno. 

Assim, os que não apoiam a indicação evangélica do Presidente ao STF – os políticos – com certeza absoluta, não estarão afrontando o Presidente e sim todo o eleitorado evangélico nacional. Neste caso, os políticos que, com certeza, terão os maiores prejuízos, serão aqueles que irão participar das eleições do ano que vem – 2022. Sem dúvidas, terão seus projetos políticos comprometidos junto aos votantes evangélicos, pois os mesmos irão protestar contra a falta de empatia destes políticos em face do anseio de se ter, pela primeira vez, na história nacional, um ministro alinhado com as bandeiras tão caras ao povo cristão.  

Na maioria das Unidades Federativas do país, quase todas as lideranças evangélicas estão se reunindo para não eleger políticos contrários às demandas do eleitorado protestante junto ao STF. A ideia é deixar candidatos de oposição sem mandato em 2022! 

No Estado do Amapá, apenas um senador é o mais próximo de todo o eleitorado evangélico, pois o mesmo é de origem judaica, fator dentre outros que promove a simpatia do povo cristão. Os demais, um é totalmente de esquerda e o outro ainda é tímido em suas relações políticas junto aos referidos cristãos. 

Destarte, aconteceu nesta semana um fato digno de ser registrado: As duas principais lideranças evangélicas do Estado do Amapá cumpriram uma agenda de natureza honorifica e amistosa, referente à entrega de uma Comenda protocolar institucional, de natureza social e coletiva, onde as Entidades representadas, em respeito à alta dignidade do Cargo de Presidente do Senado da República e do Congresso Nacional, entregaram ao Senador Davi Alcolumbre uma honraria excelsa e uma Bíblia Sagrada por ter ocupado tal cargo no biênio 2019-2021 e ter ostentado o nome de nosso Estado do Amapá em posição tão alta e importante no seio da República brasileira. Independentemente de coloração política e de posição ideológica, as Instituições homenageantes louvaram oportunidade tão elevada exercida por um Senador amapaense. 

   Na ocasião, as referidas lideranças eclesiásticas trataram junto ao Senador Davi Alcolumbre, assunto referente ao futuro ministro evangélico no STF e perguntaram ao mesmo se poderia acorrer com aquele projeto protestante nacional. O referido Senador fez um arrazoado sobre a complexidade do assunto, mas se colocou à disposição de verificar a matéria na próxima semana, tão logo retorne a Brasília. 

É de conhecimento de toda a sociedade amapaense a simpatia do eleitorado evangélico ao referido Senador, mas, a cada eleição que se passa, os eleitores estão mais exigentes quanto à postura de nossos representantes junto àqueles que verdadeiramente os elegem ao poder. Amém! 

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