CAPIM-MARINHO: REMÉDIO COMUM PARA DOENÇAS GRAVES.
Por Jarbas de Ataíde
É fato comprovado pela ciência de que a Fitoterapia e as plantas medicinais tradicionais estão sendo um apoio e alternativa benéfica e promissora para auxiliar no tratamento de doenças, nesse momento crítico da humanidade, em que impera dúvidas e incertezas diante da segurança de remédios sintéticos e vacinas.
É urgente a necessidade de encontrar meios naturais para tratar e cuidar das pessoas. Ter um diagnóstico exato para poder tratar é o primeiro passo. Investir na Telemedicina e nas mídias sociais é um perigo, onde o saber é substituído por celular, um computador e um protocolo pré-determinado.
Ao contrário, a Fitoterapia e Aromaterapia, trata as pessoa e exige que você sinta o cheiro sutil, o aroma refrescante, o gosto, o toque da massagem, da energia, do afeto, do cuidar e da escuta de sua subjetividade. As terapias tradicionais avançaram e a Medicina regrediu.
Felizmente, apesar de pouca divulgação e deturpação social, as terapias naturais estão despontando como mecanismos auxiliares e complementares de vários distúrbios e doenças, como as alérgicas, degenerativas e incapacitantes.
Muitas pessoas, hoje, não estão morrendo de COVID-19, e sim de complicações pulmonares, cardiológicas e neurológicas de doenças preexistentes (comorbidades) não adequadamente tratadas e da iatrogenia (efeito adversos) dos medicamentos. Por isso, nunca é tarde buscar apoio nas terapias naturais.
Afastando as crendices, hoje, se compreende que as plantas e óleos essenciais agem por ação de substancias e moléculas, produzidas no metabolismo secundários dos vegetais para se proteger e defender. É justamente essas substancias que estão nos fitoterápicos e óleos essenciais (OEs).
A sugestão é usar produtos que apoiem os diversos sistemas e aparelhos, inclusive a parte mental e emocional, como o capim-marinho ( Cymbopogon citratus), muito comum nos quintais, embora de origem asiática (Índia) e promissor nas doenças neurodegenerativas, devido a riqueza em β-cariofileno e mirceno, presentes no OEs.
Entre os benefícios do mirceno está o alívio da dor crônica, efeito sedativo, relaxante, neuroprotetor, anti-inflamatório, antioxidante e imunoestimulante. Está presente no lúpulo (da cerveja), tomilho (T. vulgaris), manjericão (O. basilicum), capim-marinho ( C. citratus ), alecrim (R. officinalis ). A copaíba (C. langsdorffii), originaria da Amazônia, é rica em sesquiterpeno, como β-cariofileno.
A hiperinflamação e o congestionamento dos tecidos e órgãos encontra no capim-limão um poderoso e eficaz remédio capaz de neutralizar a inflamação e ter a capacidade de proteger e regenerar as células, inclusive os neurônios, diante de lesões e traumas. Essa ação do capim-santo, se deve ao citral e ao mirceno, capazes de atravessar a barreira hematoencefálica.
Em relação à regeneração celular e inibição da inflamação os estudos confirmam que são “capazes de responder a informações moleculares do meio extracelular que instruem o processo de maturação, induzindo a regeneração neurológica em situações patológicas, tais como traumas e doenças neurodegenerativas”.
O capim-marinho também é rico em flavonóides (luteonina), alcaloides, saponinas e taninos, tendo várias propriedades: hipotensora, baixa do colesterol, hipoglicemiante, sedativa (linalol), calmante e espasmolítica (citral), analgésica (mirceno) nas dores crônicas (lombalgias e neuralgias).
Em relação à doença do momento—a COVID-19 --, além dos sintomas físicos, prevalecem as alterações psicossociais e psicossomáticas, que provocam alterações emocionais que desregulam a função digestiva. O capim-santo além da ação antisséptica, expectorante e descongestionante das vias respiratórias, possui ação carminativa, regulando as enzimas digestivas e a contratilidade da musculatura gastrointestinal.
Quando em sinergia com as outras plantas citadas, ou seus OEs, potencializa seus efeitos, conferindo melhora emocional, respiratória e digestiva. Deve se evitar o uso excessivo na gravidez e lactação e seu chá em infusão ( 1-3g ou 1 colher de chá em 150/200 ml de água fervente; esfriar, coar e tomar 2/3 x dia) deve ser bem filtrado. Fontes: Panizza, S; Veiga, R;Almeida, M, 2012; Saad et al, 2009). 17.05.2021.

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