PARABÉNS PELOS 73 ANOS DO NOSSO PIONEIRO RADIALISTA JOÃO LAZARO, O JANJÃO
O TRIBUNA AMAPAENSE, SEMPRE PRESTA HOMENAGENS AOS PIONEIROS AMAPAENSES, EM 2013 A HONRA COUBE AO RADIALISTA JOÃO LAZARO, O JANJÃO - E AO COMPLETAR SEUS 73 ANOS (26/05/1948 - 2020) REPUBLICAMOS A MATÉRIA QUE NARRA A HISTÓRIA DESSE RESPEITÁVEL AMAPAENSE. QUE HOJE FORA DO ESTADO, CONTINUA PLUGADO AOA AMAPÁ ATRAVÉS DO SEU BLOG PORTA RETRATO E REDES SOCIAIS, ONDE MANTÉM VIVA AS RAÍZES DA HISTÓRIA DOS AMAPAENSES, CULTURAL, MUSICAL E ESPORTIVA VIVA. CONTRIBUINDO ASSIM PARA A MEMÓRIA TUCUJU PARABÉNS!
Pioneirismo
“Enquanto isso o poder público retrocede ou não avança em nada. Não valorizam as potencialidades que temos. Para divulgar a Pororoca amapaense, uma TV Chinesa, teve que trazer toda a sua estrutura do transmissor via satélite, como barcos, helicópteros e antenas de alta tecnologia, porque o Amapá não tinha esse suporte para dá”. João Lázaro da Conceição e Silva
Reinaldo Coelho
Da Reportagem
Essa semana a editoria do pioneirismo, teve a grata surpresa de ter em visita a Macapá, o Radialista João Lázaro, o Janjão, um dos pioneiros do radialismo amapaense. João Lázaro é paraense de nascimento, veio ao mundo no dia 26 de maio de 1948 (65 anos), filho de João Climaton José da Silva e Maria Raimunda da Conceição, eram dois Irmãos – Paulo Roberto da Conceição, que ainda reside em Barcarena, hoje aposentado.
Janjão veio para Macapá aos dois anos de idade, trazido pela prima. “Devido à situação financeira da minha família, a minha prima Professora Esther Virgolino pediu para me criar. Ela era recém-formada como Normalista, e foi convidada para lecionar no Amapá, isso em 1950. Se eu continuasse com meus pais biológicos teria dificuldades, como teve meu outro irmão”.
Então se verifica que João Lázaro é um legítimo macapaense, pois residiu na Avenida Presidente Vargas e teve sua vida toda estabelecida na capital amapaense. “Minha infância e juventude, assim como profissionalmente foi aqui no Amapá. Nesta terra amada estudei do primário ao curso superior, no antigo núcleo da Universidade Federal do Pará (UFPA) e me formei em Letras”.
A juventude de João Lázaro foi de muita PAZ. “Juventude tranquila e de Paz, vivenciei o movimento dos escoteiros, participei intensamente do Grupo de Jovens Católicos. O lazer era feito no Macapá Hotel, Cine Territorial, Macapá e João XXIII. Porém, eu assisti antes de serem criados esses cinemas, no barracão dos padres. Foi assim que formei meu caráter e personalidade”.
Profissional
E foi ainda criança que nasceu a paixão pelo rádio. “A Rádio Difusora de Macapá era a única rádio da cidade, na época tinha 13 anos de idade e eu era um assíduo ouvinte, eu ficava na janela da rádio.Alguns programas me despertou fascínio e curiosidade, e os colegas deste tempo ainda se lembram com nostalgia daquela época de ouro em Macapá, quando os programas atraiam o público para ver e ouvir os programas no rádio. As crianças tinham o seu espaço através do programa «Clube do Guri», com muitas brincadeiras infantis e distribuição de brindes. Eu ficava olhando os operadores trabalharem, e eles sempre me viam lá. Naquela época eles não mudavam os textos e eu decorei todas as falas comerciais e jingle da rádio”.
Em 1964, um dos operadores, o Raimundo Rayol, se dirigiu a mim e disse: ‘garoto, todos os dias está aqui, você não quer fazer um teste?’. Ele marcou uma data e eu fui. Quem gravou meu teste foi o Carlos Lins Côrtes, o nosso querido Baião Caçula.“O diretor da RDM escutou e disse ‘esse garoto é bom’".
Dia 23 de março de 1964, uma semana antes de estourar o movimento revolucionário de 64, João Lázaro entra para o radialismo. “Para minha surpresa fui contratado como ‘recibado’, pois era menor de idade. O Benedito Andrade era o exator das finanças da rádio”.
Os alto-falantes da Veiga Cabral
Para auxiliar na divulgação dos serviços realizados pelo governo veiculava programas através de um serviço de alto-falantes, instalados na Praça Veiga Cabral. Foi o embrião da RDM. Outro meio utilizado para comunicação radiofônica foi no Grupo Escoteiro Veiga Cabral, onde João Lázaro fazia parte e foi convidado pelo Chefe Clodoaldo Nascimento afazer o serviço de locução. “Esse serviço de alto falante dos escoteiros era chamado dePRH3 e esse o que eu considero o início do meu serviço de radio no movimento dos escoteiros”.
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Na RDM |
Em 1963 João Lázaro foi convidado pelo Getúlio Albuquerque que era presidente do Grêmio Barão do Rio Branco da Escola Normal, onde ele estudava, para fazer o programa “Voz Estudantil da Escola Normal”, que era transmitido na primeira Radio Equatorial – ZYD11 (Clandestina) que ficou dois anos no ar. Janjão ficou de 1964 a 1968 na RDM. “Fui convidado para ir para a Rádio Educadora que estava prestes a inaugurar. No dia 04 de agosto de 1968 a rádio entrou no ar e fui contratado. O fundador foi o Padre Gaetano Maiello”.
Em 1970 João Lázaro foi convidado pelo diretor da ICOMI, Michel Abraão para trabalhar na empresa de mineração.“Sai da Educadora e fiquei fazendo os programas nos fins de semana, foram 42 anos de Rádio no Amapá”. A RDM continuou na vida de João Lázaro, em 1972 ele retornou a rádio, no seu período de transição para o sistema RADIOBRAS. “Quando a RDM passou para o sistema RADIOBRAS em 1977, sai da ICOMI a pedido do governador do Território, parra assumir a direção da rádio, para prepará-la para transferência. Fui o último diretor da RDM e o primeiro da Rádio Nacional”.
Internet
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João Lazaro tem o Portal PORTA RETRATO |
João Lázaro acompanhou a evolução tecnológica das comunicações sociais, mesmo aposentado, observou uma grande lacuna, na história do Amapá, a falta de memória e resolveu montar um site que publica imagens e histórias do Amapá antigo, ele é o precursor do Museu da Imagem e do Som no Amapá (MIS). “Observei a grande carência de pesquisa no Amapá, comecei como uma brincadeira. Como recebi um grande acervo de meus leitores e vem demonstrando com sucesso do blog, se juntou outras informações. Coloquei mais de cinco mil músicas e pensei em entregar ao governo do Estado, no meu entender o embrião para os MIS, porém com uma determinação só entrego se tiver confiança e até agora não senti essa confiança”.
Família
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Festa de aniversário de 65 anos com a esposa e dois dos seis filhos Fabrício e Marcos Silva |
João Lázaro trabalhava na ICOMI, no trecho que percorria para ir ao serviço ele vislumbrava uma linda senhorinha, Marina Melo e Silva, professora e Orientadora Educacional,filha de dois grandes pioneiros amapaenses, o Maestro e professor Mario da Silva Melo e da professora Ercília Furtado de Melo. “Trocávamos cumprimentos, eu no ônibus e ela no pátio da sua residência. Um dia criei coragem peguei minha bicicleta e fui até ela e assim tivemos os primeiros contatos e começamos a namorar e casamos em 1973. Desse nosso relacionamento tivemos seis filhos, perdemos o mais velho em São José de Campos vítima de latrocínio e os cincos estão casados. Temos oito netos”.
O motivo que levou João Lázaro passar a residir fora do Amapá foi os estudosdos filhos. “Havia carência de opções do ensino superior no Amapá, enviamos em 1998 os dois primeiros para estudar em Taubaté, poistivemos conhecimento das qualidades da Universidade de Taubaté (UNITAU) e em 2001 minha esposa se aposentou no magistério, e foi dar suporte a eles. Tomou assim conhecimento das vantagens de residirmos lá. Estão todos formados”.
Mensagem
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Vovô e Vovó curtindo os netos |
O nosso pioneiro ficou longe do Amapá por cinco anos e ao retornar este ano para rever familiares e amigos. Esperava um Estado mais desenvolvido, ficou decepcionado. “Esperava que Macapá estivesse mais evoluída, porém os políticos amapaenses não dão prosseguimentos ao que de bom foi feito pelo seu antecessor. É triste termos uma cidade no século que estamos sem base de nada. Não temos uma banda larga decente para o amapaense usar, é muita falta de respeito com o cidadão. Hoje vejo que o setor privado se antecipa ao poder público, para oferecer o melhor”. A Rede Amazônica colocou o Amapá interligado ao mundo, através de seu Portal G1-Amapá. “Enquanto isso o poder público retrocede ou não avança em nada. Não valorizam as potencialidades que temos, para divulgar a Pororoca amapaense, uma TV Chinesa, teve que trazer toda a sua estrutura do transmissor via satélite, como barcos, helicópteros e antenas de alta tecnologia, porque o Amapá não tinha esse suporte para dá”. Não temos um sistema energético que favoreça a vinda das indústrias, que o desperdiço que tivemos na Hidroelétrica do Paredão está fazendo falta hoje. E que se dê incentivo a essas empresas.



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