sábado, 24 de julho de 2021

SAÚDE DE FOCO O PODER MORTAL DA “POLITICAGEM” E DA PANDEMIA

  O PODER MORTAL DA “POLITICAGEM” E DA PANDEMIA




         Ao longo da história estamos sofrendo perdas humanas e tragédias, marcadas pela ação de homens, políticos e ditadores que se mancharam pela busca do poder. Mas, no fundo e entre as causas, estão as negociatas políticas, ou melhor, a politicagem, quando exercida de maneira cega, mesquinha, invejosa, mentirosa e cruel.

       Isso vem se repetindo até hoje e atingindo todas as sociedades, onde partidos e facções buscam sua afirmação pela atuação política e pela manipulação das massas. Oligarquias e ditaduras persistem. Nas democracias temos alternância de poder. Mas, mesmo assim, temos grupos que se perpetuam apenas alternando membros de famílias tradicionais, como o vírus, que se altera com mutações e variantes.

       Assim também são as epidemias, doenças que se transmite rapidamente, atingindo muitas pessoas, causando desgraças, mortes, e depois “estacionam”, ficando encubadas nas células de animais e plantas.  Assim é na política interesseira. Voltam apenas em época de eleição, prometendo “mundos e fundos”, alguns de maneira forte e virulenta, encobrindo seu passado doentio.  

          Como um vírus, que se espalha rapidamente, gerando epidemias e pandemias, a política suja e imoral contamina as mentes, os corações, os propósitos. Engana os estúpidos, causa cegueira, surdez e mudez nos menos esclarecidos.  Causa sangria nos cofres públicos e desgraças na sociedade.  Os manipuladores (cabos eleitorais) são capazes de influenciar e sugestionar outros a cometer erros e falcatruas.

          Lembremos alguns líderes políticos que ensanguentaram a humanidade. Adolf Ritle, com o Nazismo na Alemanha, causador da 2ª Guerra; Napoleão Bonaparte, na França, que saqueou países para ampliar seu império; Benito Mussolini, na Itália, com o Fascismo; Osama Bin Laden, com o terrorismo antiamericano; o imperador psicopata Nero, que incendiou Roma para matar e incriminar os cristãos.

           Personalidades e mentes doentias como essas voltam a existir, hoje, como as pandemias.  A gripe espanhola (1918-1919) foi a mais avassaladora, que causou mais de 20 milhões de mortes. A peste bubônica (negra), que atingiu a Idade Média (1333-1351) e matou 50 milhões de pessoas, transmitida pelos ratos que infestavam as cidades medievais sem saneamento.

          A varíola levou à morte de 300 milhões, que com a vacina (1796)  só foi erradicada em 1980. A AIDS, descoberta em 1981, cujo vírus (HIV) é sexualmente transmitido ,  já matou + 22 milhões, ainda sem vacina. Os antirretrovirais apenas inibem a multiplicação dos vírus (Fonte: OMS e Fundação Oswaldo Cruz).

          Há 7 anos tivemos a epidemia do vírus Ebola, que surgiu no Zaire em 1976, mas, agora, alastrou-se pelos países africanos. No continente africano o vírus encontrou o ambiente adequado para sua sobrevivência: seres humanos miseráveis e famintos, ditaduras sanguinárias, segregação racial  e guerras civis, gerando fome e péssimas condições sanitárias.

          Hoje, novamente um vírus (SARS-COV-2) mortal se dissemina no mundo, tirando vidas pela COVID-19  ,  assim como a política suja e perversa que se aproveita da desinformação para atingir os seus objetivos.

          Os vírus da “politicoepidemia” se alimenta dessas situações para se perpetuar no poder. Se alimenta da saúde frágil, do analfabetismo, da falta de emprego e renda, dos excrementos, fezes e esgotos a céu aberto, ou melhor, da pobreza material e moral do povo, que a cada 4 anos se deixa enganar por pequenos favores ou por discursos falaciosos.  

          Para evitar o retorno de doenças infectocontagiosas e doenças já erradicadas, com dinheiro público bem investido e criação de cidades saudáveis, os eleitores devem distinguir a “virulência” embutida nos candidatos que se dizem “salvadores da pátria”, mas esquecem depois da execução das políticas públicas. Mas para criar essas condições, devemos saber distinguir as falas, os discursos, os exemplos e as propostas viáveis, para não sermos iludidos e enganados mais uma vez pelo “vírus da politicoedipemia”. Fonte: Artigo do TA, “O vírus da Policoepidemia” de 22.09.2014.

 

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