sexta-feira, 20 de agosto de 2021

SAÚDE EM FOCO OS CAIRN DA SAÚDE: BUSCA DO EQUILÍBRIO CORPO-MENTE-ESPIRITO

 OS CAIRN DA SAÚDE: BUSCA DO EQUILÍBRIO CORPO-MENTE-ESPIRITO



Poe Jarbas de Ataíde

        A palavra cairn, vem do escocês càrn. É uma pilha de pedras artificial, dispostas em equilíbrio, encontradas em terras altas, montanhas, trilhas, margens de rios e o do mar ou marcando locais sagrados. Usei esse termo para designar a força e fragilidade simultâneas da saúde.

       No artigo anterior, falando de saúde e felicidade, enfoquei que a        sensação de sanidade é resultante de uma soma de fatores determinantes que vão se solidificando e condicionando, tornando-se o sustentáculo de uma vivencia mais longa, saudável e feliz”.  Para embasá-lo usei a experiencia de cura da autora Lissa Rankin (2016), que chamou seu processo de “Cairn da Saúde Total”.

      Esse processo, em primeiro lugar, necessita que despertemos ou estimulemos o que a autora chama de “chama interna”, ou seja, nossa força espiritual, eu superior, consciência cristã, natureza budista, centelha divina ou alma, como é chamada nas diversas culturas.

Em segundo lugar precisamos estar atentos em relação ao nosso bem-estar, em constante autoavaliação e autocrítica, fazendo exercício de revisão de vida e reflexão da realidade. Quando não fazemos isso não despertamos nossa “chama interna”.  Se buscarmos apenas avaliar o corpo e esquecer as emoções, nosso cairn fica desequilibrado.

O organismo “é forte e resistente, mas também frágil, capaz de perder facilmente o equilíbrio. Se a saúde é uma pilha de pedras equilibradas, o corpo é a pedra que está no topo”. É a primeira que cai se as outras sacodem.

A terceira coisa a fazer é a busca da autenticidade, das nossas verdades, crenças e valores, que vão fortalecer e acender o brilho de nossas motivações, emoções e pensamentos. Se atribuirmos nossa saúde apenas às circunstancias traumáticas da vida vamos desprezar nossa força interior e resiliência.  A ativação da reação ao estresse comandará o desequilíbrio e as doenças, distúrbios e dores físicas e emocionais.

Por isso, a recomendação é não se deixar abalar ou evitar chegar “ao fundo do poço” ou no “buraco negro” da desilusão e do auto-abandono. Aproveitar o “furacão”, a “tempestade”, para agir o quanto antes. Ou seja, buscar forças no seu íntimo, naquilo que lhe causa satisfação, prazer, emoção e pensamentos edificantes, a fim de perceber onde está a causa do mal ou da decepção.  

A pedra fundamental que ativa a reação de relaxamento é, justamente, a “ nossa chama interna, o nosso conhecimento interior, a sabedoria curativa do nosso corpo e da nossa alma”. A autora, L. Rankin, lista uma ´serie de aspectos que precisou fazer para despertar sua consciência interior: buscou guias espirituais , mudou a alimentação, explorou seu lado erótico-sensual, praticou atividades físicas e despertou sua criatividade, escreveu blog para grupos com as mesmas motivações,  fez meditação e mudou para um  lugar mais calmo, em contato com a  natureza.

Tudo isso exigiu alterar os relacionamentos, mudar comportamentos, avaliar relações no trabalho, a satisfação na prática profissional, tomar decisões, reacender e inovar sua criatividade. Assim, ela mudando e resolvendo seus traumas internos, consegui mudar a bioquímica do corpo. Vieram as mudanças em seu corpo, mente e emoções. 

Quando você está satisfeito e “feliz, relaxado e livre de estresse, o corpo pode operar fantásticas e até mesmo milagrosas autorreparações”. No estado de relaxamento (equilíbrio emocional) “os erros do DNA se consertam, as enzimas catalisam processos de cura, as células imunes... lutam contra [invasões], os radicais livres morrem e as células de reparação surgem em nosso resgate”.

Acima da pedra da “chama interna” estão equilibrados os fatores que contribuem e afetam a nossa saúde, envolvida por uma “bolha de cura”, formada por “amor, gratidão, apoio e prazer, que são a cola que mantém tudo em equilíbrio”. Fonte: Lissa Rankin, 2016. Jarbas Ataíde, 16.08.2021.

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