OS CAIRN DA SAÚDE: BUSCA DO EQUILÍBRIO CORPO-MENTE-ESPIRITO
Poe Jarbas de Ataíde
A palavra cairn, vem do escocês càrn.
É uma pilha de pedras artificial, dispostas em equilíbrio, encontradas em
terras altas, montanhas, trilhas, margens de rios e o do mar ou marcando locais
sagrados. Usei esse termo para designar a força e fragilidade simultâneas da
saúde.
No artigo anterior, falando de saúde e
felicidade, enfoquei que a “sensação
de sanidade é resultante de uma soma de fatores determinantes que vão se
solidificando e condicionando, tornando-se o sustentáculo de uma vivencia mais
longa, saudável e feliz”. Para
embasá-lo usei a experiencia de cura da autora Lissa Rankin (2016), que
chamou seu processo de “Cairn da Saúde Total”.
Esse processo, em primeiro lugar,
necessita que despertemos ou estimulemos o que a autora chama de “chama
interna”, ou seja, nossa força espiritual, eu superior, consciência cristã,
natureza budista, centelha divina ou alma, como é chamada nas diversas
culturas.
Em
segundo lugar precisamos estar atentos em relação ao nosso bem-estar, em
constante autoavaliação e autocrítica, fazendo exercício de revisão de vida e
reflexão da realidade. Quando não fazemos isso não despertamos nossa “chama
interna”. Se buscarmos apenas
avaliar o corpo e esquecer as emoções, nosso cairn fica desequilibrado.
O
organismo “é forte e resistente, mas também frágil, capaz de perder
facilmente o equilíbrio. Se a saúde é uma pilha de pedras equilibradas, o corpo
é a pedra que está no topo”. É a primeira que cai se as outras sacodem.
A
terceira coisa a fazer é a busca da autenticidade, das nossas verdades, crenças
e valores, que vão fortalecer e acender o brilho de nossas motivações, emoções
e pensamentos. Se atribuirmos nossa saúde apenas às circunstancias traumáticas
da vida vamos desprezar nossa força interior e resiliência. A ativação da reação ao estresse
comandará o desequilíbrio e as doenças, distúrbios e dores físicas e
emocionais.
Por
isso, a recomendação é não se deixar abalar ou evitar chegar “ao fundo do poço”
ou no “buraco negro” da desilusão e do auto-abandono. Aproveitar o “furacão”, a
“tempestade”, para agir o quanto antes. Ou seja, buscar forças no seu íntimo,
naquilo que lhe causa satisfação, prazer, emoção e pensamentos edificantes, a
fim de perceber onde está a causa do mal ou da decepção.
A
pedra fundamental que ativa a reação de relaxamento é, justamente, a “ nossa
chama interna, o nosso conhecimento interior, a sabedoria curativa do nosso
corpo e da nossa alma”. A autora, L. Rankin, lista uma ´serie de
aspectos que precisou fazer para despertar sua consciência interior: buscou
guias espirituais , mudou a alimentação, explorou seu lado erótico-sensual,
praticou atividades físicas e despertou sua criatividade, escreveu blog para
grupos com as mesmas motivações, fez
meditação e mudou para um lugar mais
calmo, em contato com a natureza.
Tudo
isso exigiu alterar os relacionamentos, mudar comportamentos, avaliar relações
no trabalho, a satisfação na prática profissional, tomar decisões, reacender e
inovar sua criatividade. Assim, ela mudando e resolvendo seus traumas internos,
consegui mudar a bioquímica do corpo. Vieram as mudanças em seu corpo, mente e
emoções.
Quando
você está satisfeito e “feliz, relaxado e livre de estresse, o corpo pode
operar fantásticas e até mesmo milagrosas autorreparações”. No estado de
relaxamento (equilíbrio emocional) “os erros do DNA se consertam, as enzimas
catalisam processos de cura, as células imunes... lutam contra [invasões], os
radicais livres morrem e as células de reparação surgem em nosso resgate”.
Acima
da pedra da “chama interna” estão equilibrados os fatores que contribuem e
afetam a nossa saúde, envolvida por uma “bolha de cura”, formada por “amor,
gratidão, apoio e prazer, que são a cola que mantém tudo em equilíbrio”.
Fonte: Lissa Rankin, 2016. Jarbas Ataíde, 16.08.2021.

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