De goleiro a zagueiro foram pouco mais de 15 anos dedicados ao futebol amapaense
por Dalton John
Esse ex-craque tem uma peculiaridade especial, iniciou a carreira na posição mais
ingrata do futebol, que é a de goleiro. Mas após três anos debaixo das traves,
em um teste acabou indo para outra posição, porém continuou dentro da grande área,
agora como zagueiro, sendo o responsável por conter o ímpeto de goleador, dos
grandes jogadores do nosso futebol na década de 1980.
Foram pouco mais
de 15 anos dedicados aos gramados, numa época, que por unanimidade foi lembrada
por todos os jogadores que passaram por esta editoria, como os melhores tempos
do futebol amapaense, em que se entrava em campo somente pelo amor à camisa, e
sem pensar em remuneração. Álvaro cita que o ex-governador Anníbal Barcellos
foi o grande incentivador do futebol na época, por que em sua gestão as praças
do Barão do Rio Branco, o Campo América (atual Chico Noé) e o campo da UNA que
serviam como arenas de pelada foram reformadas.
Nas praças de
Macapá, antes de iniciar na carreira, Álvaro jogou com alguns amigos que também
se tornaram jogadores de destaque como Samir, que chegou a fazer um teste no Flamengo,
mas desistiu da carreira por causa de seu casamento, também jogou com Amaral e
Valério, que jogaram no futebol do Pará, no Clube do Remo e Tuna Luso,
respectivamente.
Começou no
futebol como juvenil no E. C. Macapá, e ainda como goleiro foi campeão amador
da categoria em 1983. A transição para zagueiro ocorreu em 1986, durante testes
no clube. “Geralmente quem joga de zagueiro ou cabeça de área, tem mais
facilidade para jogar na zaga, e comigo foi assim, durante os treinamentos fui
dar uma de zagueiro e deu tão certo que no mesmo ano fomos campeões”, diz
Álvaro.
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| Seleção Amapaense de 1989 |
Como zagueiro,
foi convidado, em 1989, para integrar a seleção amapaense que disputou o
Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, sendo a única equipe da região que
avançou a segunda fase da competição. Na primeira fase vitórias sobre as
seleções de Roraima (5x1), Acre (2x1) e Rondônia (1x0), garantiram a viagem
para Porto Alegre, onde seria realizada a segunda fase. Mas aí a seleção
amapaense não foi bem, três derrotas, para Rio Grande do Sul (4x1), Minas
Gerais (2x1) e Pernambuco (3x1) eliminaram o estado do torneio.
Alguns meses
depois, Álvaro foi convidado para trabalhar no município de Laranjal do Jarí e
aceitou, mas não deixou o futebol, por lá foi tricampeão, nos anos de 1990,
1991 e 1992. Retornou a Macapá recentemente, e de vez em quando sempre joga uma
pelada com os amigos da época de clube.

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