| Lohanne almeja uma vaga na Seleção Brasileira, o que pode abrir portas para os Jogos Olímpicos de 2016 |
O ouro no Brasileiro conquistado no último mês para Lohanne teve um valor especial já que era a única mulher que integrou a delegação amapaense. A competição reuniu 500 atletas de 20 estados, num total de 60 associações. Os resultados valeram pontos para o ranking nacional, no total para o Amapá foram duas medalhas de ouro, uma prata e duas de bronze.
Para a atleta o gosto pelo esporte vem desde a infância, logo aos seis anos começou a treinar, mas passou a competir com 12 anos. E o Taekwondo é de família, seu pai é mestre na modalidade, seu irmão também luta e sua mãe parou de competir após engravidar. Mas nem tudo é fácil, Lohanne hoje depende de patrocínio para competir e encontra uma maior dificuldade por morar no Amapá.
"O fato de lutar aqui limita muito, pois só podemos sair daqui de barco ou avião, o que torna a viagem ou mais lenta ou mais cara, e acabo perdendo competições por causa disso, na viagem para Manaus, a passagem custou R$ 900 e isso porque é aqui na Região Norte. E para o sul fica mais complicado, nas próximas semanas tem um torneio no Rio Grande do Sul, eu não vou poder competir, já que a passagem custa R$ 1500", afirma Lohanne.
O que pode amenizar a situação da atleta seria conseguir a bolsa atleta do Governo Federal, que é um auxílio para continuar no esporte. E o que credenciaria para conseguir o benefício seria se manter no ranking nacional, inicialmente o valor é de R$ 925, caso integre a seleção o valor aumentaria para R$ 1500.
Pensando em 2016, Lohanne sonha com integrar a Seleção Olímpica, e para alcançar seu objetivo, a lutadora pensa em todo o seu esforço e dedicação ao esporte ao longo dos anos. O que a deixou um pouco longe da família e da faculdade. Mas em nenhum momento irá deixar a carreira profissional e se lançar no esporte. E quando perguntada sobre sua motivação para treinar todos os dias, respondeu simplesmente: Eu gosto muito!
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