segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Dossiê - O mau exemplo de Oslo


Toda vez que se fala em algum país europeu logo vem a mente a idéia de riqueza e de liberdade, atributos poucas vezes incomodados nesses lugares, segundo o imaginário popular. Impossível conciliar a idéia de Europa com favela ou mendigo. No campo político também se imagina que as escolhas são feitas da melhor maneira possível, sem compra de votos, pressão do Estado e outros vícios que se pensa ocorrer somente aqui pras bandas da América Latina. Nada disso.

Em Oslo, na Noruega, segundo narrativa de um sociólogo local, atualmente o resultado das eleições é determinado pelo Judiciário ou pelo Departamento de Defesa, este, para se ter uma idéia, é uma espécie de Ministério Público junto com a Polícia. Um bate e o outro apara. Lá o judiciário pode livremente dizer e exercitar sua preferência política sem nenhum impedimento. O Departamento de Defesa, de igual modo, também tem liberdade para desfraldar a bandeira política que bem entender. O problema é que alguns membros do Judiciário e do Departamento de Defesa acharam que isso era pouco e passaram a abusar dessas prerrogativas. E o abuso torna o Estado opressor e detentor da vontade política constitucionalmente assegurada ao povo.

As análises das últimas eleições deixam esse absurdo muito claro. Nas eleições para o gestor das províncias alguns membros do Judiciário botaram na cadeia todos os desafetos de seus políticos prediletos e liberaram geral para os candidatos de sua preferência. Para tanto contaram com alguns membros do Departamento de Defesa que cuidaram de fazer a sua parte investigando somente os adversários de seus candidatos. Houve invasão de padaria, prédios públicos e emissoras de rádio, lógico, dos oponentes dos candidatos de alguns membros do Judiciário e do Departamento de Defesa. O resultado foi a vitória de quem o povo não queria, mas que era da conveniência dos donos do poder. O discurso que lastreia essa prática é risível, mas existe. Segundo o Judiciário e o Departamento de Defesa é preciso moralizar a administração pública tão corrompida pelos adversários de seus políticos preferidos. O problema é que tem político preferido desses órgãos que já teve até mandato cassado por corrupção. Lá, o "pau que dá em Chico não dá em Francisco".

Oslo é uma vergonha para o mundo. Sua imprensa fede, eis que a maioria é corrompida pelo poder e assume isso descaradamente. A prática nefasta do Departamento de Defesa e do judiciário desencoraja o povo e faz com esses poderes direcionem o resultado das eleições. É uma pena. Esse acontecimento deixa a Europa favelada, corrompida, parecendo até país latino-americano onde a corrupção corre solta. Não é fácil para os europeus engolirem esses adjetivos, mas a realidade lhes impõe esse fardo indesejável. 

Hobbes no seu Leviatã imaginou um Estado absoluto, irredimível, infenso ao erro, inatacável. Foi o teórico do Estado que tudo determina mediante um pacto dos homens que se sujeitam as suas ordens para sair do estado da natureza tão arredio a paz. O problema é que essa teoria dá azo a várias interpretações e práticas. Hoje todos alegam que vivemos numa democracia e o Estado funcionando dentro suas atribuições. Uma ova! De vez enquanto a gente se depara com Estados onde seu poder é tão ilimitado que muda a vontade popular, que asfixia adversários, condena inocentes, prende desafetos, invade prédios e casas, direciona eleições e o escambau da Bahia e ai de quem ouse reclamar. Oslo na Noruega é isso, um poço de desencontro do Estado com o povo, com a ordem, com a decência. Parece uma favela carioca onde até o gás quem escolhe é o traficante. Tenho nojo de Oslo. É um mau exemplo para o mundo!

Rabiscos
Minha experiência em Oslo está acabando. Pensei que aqui fosse difícil. É não. Em Oslo é tiro, bomba e  pau. Éguua!!!////Lá “pau que dá em Chico não dá em Francisco”. Só pegam de um lado, meu... eitcha..../////Em Oslo tem lourinho que é “moleque” e tem “lourinho” que é “garoto”. A diferença social impõe isso.///E o MP continua achando que não priorizar pagamento de banco é improbidade administrativa, peculato, etc., e por isso pede o afastamento do Prefeito. Eita, mundão!!!////E a Polícia Federal cumpriu mandados na SESA, segundo assessores do Governo tudo a ver com a gestão passada. Ta bom, coloca na conta..../////os bancos rindo de orelha a orelha. Devem e não pagam tributos e agora não pagam advogados!!/////E a transição continua sendo mote para alguns blogueiros, jornalistas, tuiteiros, ficarem com o palanque armado. Gente o Clécio assume em 1º. de janeiro e transição, repito, não é posse antecipada. Prefeito eleito sabe disso./////Segundo fontes “inidôneas”, claro, Clécio  estaria trazendo assessores de Belém para dar qualidade a gestão. Ta certo. Mas será? Sinceramente não acredito/////Secretaria de Cultura de Pernambuco recepciona equipe da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho. O Estado será enredo da escola no carnaval 2013/////Prefeito Roberto, sempre sereno, diz estar se desencarnando do poder. Vai tocar a vida e fazer política//////Roberto Góes ainda repete que sai purificado com a derrota. Uma eventual vitória, segundo ele, traria uma noite de alegria na Beira Rio e o resto só Deus sabe...com certeza, meu caro////Segundo ele mesmo derrotado ainda assim o pau ta cantando//// E não dão folga para Bob Góes, é consignado, recomendação, pressão e pressão.//// Estava em retiro poético em Oslo, mas lá a coisa ta feia. Deus me livre daquilo lá aqui. É terrorismo puro/////Converso com meu amigo não-moralista Silas Assis, que nunca foi em Oslo e nem fez contrato emergencial com os governos, sobre a situação de Oslo. E ele diz: ê mano, eu quero lá saber de Oslo. Sai dessa, mano. Égua!!! não entendi nadinha, sinceramente. Meu patrão eu quero é receber, o resto é radicalismo nojento. Ora  vão trabalhar, vagabundos!!!/////Roberto Góes me pergunta se quero morar em Oslo na Noruega. Ta doido, meu caro, lá “pau que dá em Chico não dá em Francisco”. Fico por aqui/////bye

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