DE SS. PAPA JOÃO PAULO I À SS. PAPA FRANCISCO.
A
linha do tempo, inexorável inimiga do ser humano, no que tange à indução de
prognósticos, especulações, planejamento e até vidência, leva este Ser finito
buscar entender e compreender as mutações, transformações, mudanças, que
ocorrem na sua trajetória infinita. Sim, essa linha do tempo é infinita porque
não está diretamente relacionada à condição humana, mas, sim, à Eternidade,
morada de DEUS.
Porém,
e isto é relativamente compreensível, vivemos em constantes viagens imaginárias
à procura de respostas para as nossas necessidades materiais ou espirituais.
Aquelas são respondidas no plano material porque são de sobrevivência do ser
humano. Estas, pertencem ao plano
espiritual porque são buscadas e respondidas segundo a Fé de cada cristão.
Assim
é que desejei hoje voltar à linha imaginária do passado até encontrar Sua
Santidade ( título honorífico consagrado aos Papas ), o Papa JOÃO PAULO I, o
Papa cujo sorriso contagiou o mundo,
emprestando a sua face um esplender de Caridade. Infelizmente e por desígnio de
Deus, seu pontificado durou poucos meses, mas deixou sua marca de ternura
angelical impregnada de esperanças de dias melhores para o mundo cristão. Tenho
sua imagem sorridente guardada em meu computador cerebral e no altar do meu
coração.
Sucede
João Paulo I, o Papa PAULO VI, de face austera, mas sem demonstrar dureza,
iniciando seu mandato pautado nas transformações exigidas pelo mundo em constantes
transformações, onde seu papado se pontificou no ordenamento das linhas mestras
e dogmas da Santa Igreja, embasados na Teologia da Libertação, cuja mensagem de
busca constante era a aproximação da Igreja com o Povo, isto é, Igreja e Povo
deveriam caminhar juntos, onde evangelizadores e evangelizados pudessem
comungar dos mesmos anseios de liberdade e comunhão com Deus. Ao final de seu
mandato, obedecendo ao chamado do Criador, parte Paulo VI ao encontro com o Pai,
deixando sua marca papal – a volta do Cristão Católico em comunhão universal
com as outras Religiões e, também, o fortalecimento dos Dogmas da Igreja
Universal.
Como
as transformações no mundo nos reservam surpresas, eis que sucede Paulo VI, um
Vigário de Cristo de fora da órbita do Vaticano, da Itália ( especificamente )
e da Europa. É eleito pelo Colégio Cardinalício da Igreja Católica, um Cardeal
polonês – Karol Wotjika, que adotou o nome papal de JOÃO PAULO II, não sei se
em homenagem a seus antecessores.
Eis
que deslumbra para o mundo uma nova mensagem – o mundo em ebulição deverá ser
restaurado na crença em Deus pela Fé, pela comunhão entre os povos da terra,
pelo ecumenismo, pela solidariedade, pelo fortalecimento do Amor. JP II, como
eu o chamava, dedicou-se a missão de reunir o rebanho disperso, empregando os
mesmos recursos de Jesus – a paciência, a humildade, a perseverança. Sabia o
Santo Padre que sua missão exigia sua ausência do Vaticano para estar presente
no Mundo, evangelizando os povos pelo
exemplo de sua própria vivência material e espiritual. JP II figura
carismática e de uma simpatia extraordinariamente agradável, transmitia
coragem, segurança e levava a todos a compreender os mistérios da Igreja pela
Fé em Deus e em Jesus. Foi um papado longevo, posto que assumiu aos 67 anos.
Foi um mandato corajoso e desafiador. Tomou tiros de rivais ideológicos ao qual,
anos depois perdoou, num gesto nobre de caridade e humildade. Levou tombos,
fraturou ossos, mas permaneceu de pé, amparado pelo cajado ou pela bengala,
caminhando lentamente, como a prolongar seu tempo finito. Trouxe esperanças às
famílias e à juventude ( lembro-me de sua visita a Belo Horizonte, no encontro
com os jovens, quando saudou-os dizendo –
“Oh! belo horizonte “, numa alusão a juventude que fora ao seu encontro.
O
Grande Arquiteto do Universo chamou JP II para reinar na Eternidade, junto a
Ele e agradecer por suas obras aqui na terra. Sua marca angelical, segura,
paterna e fraterna consagrou-o junto aos povos, e hoje, seu nome encontra-se em
processo de beatificação. Aqui está, JP II, um devoto de seu nome.
Como
a Santa Igreja não pode ficar sem seu Pastor maior, o Papa, eis que emerge do
Colégio de Cardeais, eleito em caráter provisório e de transição ( mesmo crendo
que essa afirmativa é improvável, pois só a morte do Papa ensejaria nova
escolha ), SS. BENTO XVI, o Papa teológico, eminentemente espiritualista,
setentão de idade, de compleição física
frágil, face simpática, austero no trato dos mistérios da Igreja. Visitou
nações e povos pregando a humildade e a renovação da Fé nos postulados e dogmas
da Igreja, harmonizando diferenças estruturais na administração da Santa Sé,
procurando diminuir as necessidades materiais e espirituais dos povos mais
sofridos, dos humildes e desprovidos, pregando a Paz entre os povos e entre as
Nações em guerra. Paz, paz, clamava Bento XVI. Sua idade já não lhe propiciava
“ trabalhar mais intensamente na seara do Senhor “. Suas condições físicas não
lhe permitiam o alinhamento com sua cultura intelectual, pois é Doutor em
Teologia, fala vários idiomas, tem livros publicados, etc... Sua fraqueza
física leva-o a renunciar ao Trono de Pedro. Foi surpresa no mundo católico e
no geral, as demais religiões, pois havia séculos que fato dessa espécie não
acontecia. A mim, foi sábia sua decisão, pois o Papa também é Ser humano.
Frágil, quebrável e finito. Pergunta-se em tom de comparação, é justo que a
Igreja exija de seu Pontífice que somente a morte física encerre seu mandato? A
agonia física que passava JP II era justa?
Enfim,
a linha do tempo interrompe-se mais uma vez. O Colégio Cardinalício elege um
Papa fora dos padrões costumeiros. Eis que temos Papa. Chama-se SS. Papa
FRANCISCO, latino americano, argentino de nascimento e de origem italiana, da
ordem dos Jesuítas. Inicia seu pontificado com a mensagem de misericórdia, de
perdão, de humildade e despojamento de bens materiais. Que Deus te abençoe
FRANCISCO e glorifique teu mandato papal.
Reflexão
da semana: “Rezem por mim”, pediu SS. o Papa FRAANCISCO. Rezemos por ele.
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