Hospital Metropolitano
Audiência discute mudança para PS
| Prefeito Clécio Luiz e Dep. Est. Furlan (PTB) |
Audiência pública
Na última quinta-feira (19), mais um capítulo foi escrito sobre o hospital que deveria desafogar o pronto atendimento e facilitar a vida dos mais de 150 mil moradores da zona Norte da capital. Uma audiência pública encabeçada pelo deputado estadual Antônio Furlan (PTB) discutiu a transformação. Para o parlamentar, esta seria a maneira de desafogar o Hospital de Emergências, e conseguir atender, além da área Norte, municípios e distritos mais próximos. "Pelos longos anos que tenho atuado na medicina, entendo que o mais viável seria transformar o Metropolitano em Pronto Socorro. Podemos decidir isso durante os debates, pois só com apoio e diálogo podemos contribuir para que o hospital possa ser concluído e inaugurado. A saúde não tem cor, todos precisam trabalhar juntos", disse Furlan.
Continuidade da obra
A atual estrutura é de um hospital de médio porte com 83 leitos, UTI adulta de seis leitos, UTI infantil de quatro leitos, enfermarias masculina, feminina e infantil e uma área de pronto socorro e laboratório, além de uma para diagnóstico com tomografia.
De acordo com Élder Fábio, Secretário de Obras do Município, a construção do hospital foi retomada em 2012, mas erros no levantamento de custos da obra fizeram a empresa responsável pelo serviço desistir da licitação. Atualmente o município dispõe de R$ 5,4 milhões em verbas federais destinadas à conclusão da obra.
A empresa que tocava a serviço entrou em desacordo com o preço estabelecido por ela mesma e resolveu entregar a obra. O prefeito Clécio Luiz, que participou da audiência pública explicou que a empresa quebrou o contrato. "Esse destrato foi feito amigavelmente e será feito novo orçamento e uma licitação que deverá acontecer até o fim do ano. Iremos fazer uma série de discussões sobre a funcionalidade e a finalidade do hospital", disse o prefeito.
Ele reforçou que o hospital fará parte do sistema de saúde do município. "No município temos a rede das UBS, atendimento da Família e o terceiro viés, seria a média e alta complexidade, atendidas no Metropolitano. Eu defendo que ele não seja um Pronto Socorro que recebe demandas, mas que possa eleger sua prioridade e atender os traumas de forma eletiva. No estado, 90% dos atendimentos são traumas. Não é possível que Macapá, com o seu orçamento, tenha condições de ter um pronto socorro na zona Norte. Isso é ilusão porque teríamos um prédio faltando equipamentos, insumos e até setor de pessoal", explicou. (Reinaldo Coelho / Da Reportagem)

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