sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Hospital Metropolitano

Hospital Metropolitano 
Audiência discute mudança para PS

Uma obra em construção há 13 anos na Zona Norte de Macapá, já tem um histórico que poderia ser cômico se não fosse trágico. Sua execução já passou pelas mãos de três gestores: João Henrique (PR), Roberto Góes (PDT) e atualmente Clécio Luiz (PSOL). Na estrutura deveria funcionar inicialmente o Hospital do Câncer, que começou a ser construído em 2001, mas a obra foi paralisada em 2004 quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Pororoca, que encontrou indícios de superfaturamento na construção. Em 2010, o Ministério da Saúde autorizou a mudança de Hospital do Câncer para Hospital Clínico, ou Metropolitano. Agora, a ideia é de um Pronto Socorro.
 
Prefeito Clécio Luiz e Dep. Est. Furlan (PTB)

Audiência pública
Na última quinta-feira (19), mais um capítulo foi escrito sobre o hospital que deveria desafogar o pronto atendimento e facilitar a vida dos mais de 150 mil moradores da zona Norte da capital.  Uma audiência pública encabeçada pelo deputado estadual Antônio Furlan (PTB) discutiu a transformação. Para o parlamentar, esta seria a maneira de desafogar o Hospital de Emergências, e conseguir atender, além da área Norte, municípios e distritos mais próximos. "Pelos longos anos que tenho atuado na medicina, entendo que o mais viável seria transformar o Metropolitano em Pronto Socorro. Podemos decidir isso durante os debates, pois só com apoio e diálogo podemos contribuir para que o hospital possa ser concluído e inaugurado. A saúde não tem cor, todos precisam trabalhar juntos", disse Furlan.

Continuidade da obra
A atual estrutura é de um hospital de médio porte com 83 leitos, UTI adulta de seis leitos, UTI infantil de quatro leitos, enfermarias masculina, feminina e infantil e uma área de pronto socorro e laboratório, além de uma para diagnóstico com tomografia. 
De acordo com Élder Fábio, Secretário de Obras do Município, a construção do hospital foi retomada em 2012, mas erros no levantamento de custos da obra fizeram a empresa responsável pelo serviço desistir da licitação. Atualmente o município dispõe de R$ 5,4 milhões em verbas federais destinadas à conclusão da obra.
A empresa que tocava a serviço entrou em desacordo com o preço estabelecido por ela mesma e resolveu entregar a obra. O prefeito Clécio Luiz, que participou da audiência pública explicou que a empresa quebrou o contrato. "Esse destrato foi feito amigavelmente e será feito novo orçamento e uma licitação que deverá acontecer até o fim do ano. Iremos fazer uma série de discussões sobre a funcionalidade e a finalidade do hospital", disse o prefeito.

Ele reforçou que o hospital fará parte do sistema de saúde do município. "No município temos a rede das UBS, atendimento da Família e o terceiro viés, seria a média e alta complexidade, atendidas no Metropolitano. Eu defendo que ele não seja um Pronto Socorro que recebe demandas, mas que possa eleger sua prioridade e atender os traumas de forma eletiva. No estado, 90% dos atendimentos são traumas. Não é possível que Macapá, com o seu orçamento, tenha condições de ter um pronto socorro na zona Norte. Isso é ilusão porque teríamos um prédio faltando equipamentos, insumos e até setor de pessoal", explicou. (Reinaldo Coelho / Da Reportagem)

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