O avião decolou do aeroporto internacional de Macapá na hora e dia determinados nos decretos já referenciados anteriormente. Pousou no aeroporto do Panamá e a comitiva de Secretários de Estado da Indústria, Comércio e Mineração, e de Transporte, iniciaram seu aprendizado de conhecimento sobre a construção de canais ou melhor, como foi que construíram o Canal do Panamá, tudo em detalhes, e também aprenderam tudo sobre logística de transporte portuário, tudo sobre a supervisão do Prefeito de Santana, que é o mais interessado em construir um porto nesse Município, pois as " otoridades " já decidiram que a alavancagem do desenvolvimento de Macapá ou do Estado do Amapá passa por Santana. Será, como afirmam, um entreposto entre a Região Centro Oeste, grande produtora de grãos, e a Europa ( ali, um pouquinho depois do Oiapoque).
O que está dito acima é uma realidade, pois vários técnicos dessas áreas já afirmaram isso, e mais, que um sistema intermodal de transporte aquaviário será a solução dos graves problemas econômicos que afligem nosso querido Amapá. Nossos rios ( estradas ou rodovias, dependendo do uso ) não têm buracos em seu leito e por isso as embarcações não quebram amortecedores, rodas, parafuzeta da gramelheira, não estouram pneus, etc... Quanta imaginação tem essas " otoridades " do Governo estadual e Municipal.
Não sei qual é a formação acadêmica dessas " otoridades ". Uma coisa posso afirmar. Faltou um técnico da área da engenharia civil, no mínimo, para a área portuária, e um engenheiro da área de transporte e logística, ou não? Na CTMac temos uma especialista nessa área. Por que não a levaram ao Panamá? Desculpem-me, pois essa técnica é do Poder Municipal e, logo, não pode fazer parte da comitiva, pois dois bicudos não se beijam.
Nesse diapasão, rasga-se a Constituição Federal e leis ordinárias pertinentes que norteiam essa modalidade de construção, haja vista que há uma inter-relação com outras ciências que completam a obra, tais como meio ambiente, urbanismo, economia, jurídica, administração pública no tocante a orçamento e sua execução, entre outras.
A pergunta é : 1 ) Será possível conhecer tanta tecnologia em 9 ( nove ) dias ? 2) Em se conhecendo, é possível construir-se uma obra desse porte em 3 ½ ( três e meio ) anos ? 3 ) Essa obra é de gestão ( Prefeito e Governador ) ou do Município e do Estado ( entes federados )?
Agora, um pouco sobre as outras comitivas - Educação, Saúde e Desporto.
Os jornais locais trazem manchetes sobre essas viagens. Entre algumas destaco : " erradicação total do analfabetismo no Estado do Amapá " ( Secretária de Educação ); " vamos celebrar acordo de intercâmbio sobre saúde, com Cuba, pois esse sistema tem reconhecimento internacional quanto aos resultados colhidos " ( Secretária de Saúde ); " o Amapá vai preparar atletas de ponta para as Olimpíadas de 2016 " ( Secretário de Desporto e Lazer ).
Três grandes utopias aberrantes. Lembrem-se " otoridades " divinas, que os sistemas usados naquele país, cuja presidência é feudo familiar, pois passa de pai para filho ou de irmão para irmão, de regime ditador/militar, onde o povo somente obedece para não sofrer represálias, haja vista que muitos fogem para outras plagas democráticas para viver com dignidade, é de forma peculiar e apropriado a sua estrutura territorial, pois Cuba é uma ilha.
Divinas " otoridades ".
O Brasil não precisa importar tecnologia de outro País. Nós as temos para qualquer área, basta valorizar os Conselhos específicos em cada área. O Amapá, em especial, não depende e nem dependerá nunca desses conhecimentos e técnicas panamenhas e cubanas. O que precisamos hoje e agora, é de uma Administração Pública voltada à execução dos projetos elencados no PPA, cujas verbas estão alocadas no Orçamento Público. O que precisamos é de um gestor público que conheça os Princípios que norteiam a Administração Pública; que obedeça as Leis Ordinárias e curve-se ás Constituições Estadual e Federal; que torne a Administração Pública impessoal; que oportunize às Secretarias de Educação, Saúde, Desporto, Segurança, as mínimas possibilidades financeiras para que seus abnegados servidores possam SERVIR AO PÚBLICO, com dignidade e respeito, minimizando sofrimentos e perdas de vidas e bens materiais; o Amapá precisa, sim, de um Governador que tenha consciência de que é representante de mais de 400.000 habitantes deste Estado, e não somente dos militantes do PSB.
Por fim, não precisamos de sistemas e de técnicos de outro País. Precisamos, sim, de GOVERNABILIDADE.
Para reflexão semanal : Senhores e Senhoras Secretários de Estado. Exercer uma função ou ocupar um cargo é fácil. O difícil é executar suas metas sem conhecer os Princípios que regem a Administração Pública.
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