sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

SINDSEP

SINDSEP
Pode perder sede construída em área de marinha





Um grupo de servidores descontentes com o quadro atual de irregularidades no SINDSEP (Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amapá) procurou nossa equipe de reportagem, para relatar a preocupação da categoria com relação à construção da sede campestre da entidade, erguida no Distrito de Fazendinha.
Segundo a categoria, o secretário geral do SINDSEP, Hedoelson Uchoa, o Doca, vem enfrentando grandes dificuldades para legalizar o terreno onde foi construída a sede por se tratar de área de marinha. De acordo com a classe, essa é apenas uma das irregularidades.

A sede campestre do SINDSEP foi construída em um terreno que pertence a Associação dos Servidores do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Em troca à construção, o SINDSEP construiu uma pequena sede para a Associação do INCRA no mesmo espaço, sendo que agora a confusão na legalização do terreno esta formada. Se não bastasse tudo isso, existe ainda o fato de a sede erguida pelo SINDSEP estar localizada em área de marinha que só agora chegou ao conhecimento dos associados.

Os sindicalizados do SINDSEP disseram que todo o processo de negociação com a Associação dos Servidores do INCRA, não contou com o aval da categoria, que deveria ser consultada mediante a realização de uma Assembléia Geral. Além disso, a categoria considera a obra muito suspeita.
Avaliada em mais de R$ 3 milhões, os associados do SINDSEP não sabem se a obra foi licitada e muito menos quem foi à empresa que construiu, uma vez que o secretário geral da entidade, Hedoelson Uchoa, o Doca, sonega informações de sua gestão requeridas por associados. Existe a suspeita da categoria de que uma empresa "laranja" teria sido usada na construção do empreendimento, que não contou com nenhuma placa com informações sobre a obra.
A sede campestre do SINDSEP foi construída do dinheiro que mensalmente é descontado do salário de seus associados e repassado ao sindicato. Com a dificuldade em legalizar o terreno, a categoria teme que tudo o que foi investido possa ser perdido. O caso esta na Justiça.

Há mais de 12 anos, o SINDSEP, vem sendo administrado por um grupo colegiado de diretores que tem como presidente Hedoelson Uchoa, o Doca. A gestão do sindicalista é alvo de acusação pela categoria de várias irregularidades na entidade, entre elas ausência de prestação de contas, fraude eleitoral, uso de recursos do sindicato em benefício próprio, além de outras irregularidades. 
Segundo servidores, apesar de toda essa situação, a categoria tem informações de que Doca tem revelado a interlocutores próximos que pretende lançar o seu nome como candidato a deputado federal nas eleições do ano que vem, com o apoio de sua diretoria.

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