sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

CIDADES

TUDO PARADO
Obras que custam milhões continuam sem andamento 

Reinaldo Coelho


As obras paradas em Macapá não são novidade para ninguém. O ano de 2013 terminou e as obras paradas em 2011 continuam do mesmo jeito. O governo socialista prometeu que daria continuidade aos trabalhos com novos projetos e adaptações as atual realidade administrativa. Pelo visto ainda não sabe qual a realidade.

São mais de cem obras paralisadas, de acordo com levantamento de especialistas. Uma cadeia perdida de benefícios sociais justificada pelo atraso de responsabilidade do Estado ou da prefeitura. Em um rápido passeio pela capital é possível observar pelo menos cinco grandes projetos emperrados pela falta de planejamento e interesse administrativo do poder público. São obras que poderiam gerar centenas de empregos e melhorar a qualidade de vida de milhares de moradores.


Shopping Popular

No centro da cidade, a obra de um Shopping Popular nunca saiu das planilhas. O canteiro abandonado está cercado por tapumes e feirantes que arriscam comercializar produtos em um local insalubre, além disso, serve de lixeira viciada, atrai animais nocivos à saúde e causa um aspecto negativo ao comércio.
Calculado em R$ 8 milhões, o Shopping Popular é resultado de um convênio entre GEA e a PMM em 2009, mas irregularidades na prestação de contas resultaram na paralisação da obra. Em julho de 2012, o Governo do Estado solicitou, sobre anuência de realizar uma nova licitação, mas passado quase cinco anos, a obra está continua paralisada.



Restaurante Popular 


Na zona Norte da capital, o Restaurante Popular orçado em R$ 1,5 milhão está entregue ao esquecimento. A obra que iniciou 2005 está concluída desde 2009, mas ainda aguarda a chegada de equipamentos para funcionar e mesmo sem estar inaugurado já recebeu alguns reparos.  A última promessa é que a Prefeitura de Macapá estaria finalizando o processo de licitação para aquisição dos equipamentos como câmeras frigoríficas, gás GLP e  exaustores. Caso venha funcionar, o local terá capacidade para ofertar mais de mil refeições diárias a baixo custo baixo. E com um detalhe não beneficiara os trabalhadores do centro comercial, pois fica distante do centro e fica proibitivo pagar barato pela refeição e caro pelo transporte.


Escola Gonçalves Dias

Desde 2010, a escola Gonçalves Dias, no bairro Buritizal, iniciou o processo de reforma, sendo até mesmo demolida. Entretanto no lugar da escola, apenas a implantação das fundações foram iniciadas.
Atualmente as crianças que estudam na escola estadual Gonçalves Dias, assistem aula em cima de um estabelecimento comercial, na Avenida Hildemar Maia, no mesmo bairro do colégio demolido, sem qualquer condição.







Pier do Santa Inês

Ainda no centro da cidade, outra obra que anda passos lentos é a construção do píer do bairro Santa Inês. As obras já duram três anos e a Secretaria de Infraestrutura do Estado prevê a conclusão ainda na metade de 2014.
O projeto estava orçado em R$ 8.033.702 milhões com investimentos do Estado e da União e já teve que passar por readequações. Havia sido suspensa pela demora na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal, acabou perdendo parte do recurso, o Governo do Amapá devolveu R$ 300 mil para a Caixa e precisou assumir o projeto, financiando com a ajuda do BNDES.
De acordo com informações da SEINF, a primeira parte da obra seria entregue até o final de 2013 com a construção do deck flutuante, que irá atender os transatlânticos, além da construção de restaurante, parque, quiosques, passarelas e estacionamentos. E até hoje nada

Rodovia Norte/ Sul

As obras da rodovia Norte/Sul, que interligará a zona Sul à zona Norte de Macapá, iniciaram em maio deste ano, o projeto segue, mas corre risco de demorar para se entregue, em função de processos burocráticos. A pavimentação está orçada em R$ 40 milhões, com investimento do Estado de R$ 5 milhões e deve melhorar o tráfego dos moradores da zona Norte que precisam atravessar a capital amapaense.
Temos ainda  o Canal da Mendonça Júnior, o Anexo da Assembleia Legislativa,  entre outros, principalmente aqueles que estão no interior do Estado e que não podemos vislumbrar.  


Hospital Metropolitano 


O canteiro de obras do Hospital Metropolitano chama atenção pelo abandono e revolta quem precisa se deslocar até o centro da capital em busca de atendimento médico.
A obra teve início em 2001, porém, a construção parou em 2005 em função de irregularidades encontradas durante a operação Pororoca, realizada pela Polícia Federal. O projeto só foi retomado no ano passado, mas erros no levantamento de custos na obra fizeram com que a empresa responsável pelo serviço desistisse da licitação.
Atualmente, R$ 6 milhões estão disponíveis na Caixa Econômica destinados pelo governo federal para a conclusão do Hospital Metropolitano, mas o recurso pode retornar para a União, em função da morosidade nos investimentos.

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