sexta-feira, 28 de março de 2014

DE TUDO UM POUCO

Juracy Freitas
j.freitas_mcp@hotmail.com

ESTADO DO AMAPÁ - um Estado quebrado


Fui interpelado por alguns leitores a respeito do assunto deste artigo, em razão de que, diziam eles, as informações são inverídicas e que o Governador do Estado não tem culpa pelos FATOS SOCIAIS em curso no Estado, e sim, os responsáveis são os Secretários e seus assessores que não cumprem as determinações do Governador. Pode parecer estranha essa afirmação do leitor, mas esquece ele ( o leitor ) que quem nomeia o Secretário de Estado é o Governador do Estado, segundo está escrito na Constituição do Estado. Pode procurar que lá está. E tem mais, os Secretários de Estado respondem, por solidariedade, aos crimes de responsabilidade imputados a Sua Excelência. Portanto, cuidado, senhores Secretários.
Mas não quero divergir deste rumo, já traçado por conta e responsabilidades próprias minha. O Estado do Amapá, desde 01 de janeiro de 2011, passou, passa e vai continuar passando até o final deste ano, os piores momentos de sua gloriosa História, que fora escrita por denodados e gloriosos pioneiros, e assim continuará, dentre os quais incluo-me há 60 anos. Portanto, devo deixar registrado nestes anais minha revolta como cidadão, agrilhoado pela impotência de não poder agir diretamente na solução desses arbítrios executados na Administração Pública amapaense, e também revoltado pela omissão das chamadas autoridades constituídas pelo POVO através do voto, única arma positiva e não letal, infelizmente, que fora dado aos Deputados e ao Governador do Estado do Amapá, aos Vereadores e Prefeito de Macapá. Nas Casas Legislativas amapaense são raríssimos os Deputados e Vereadores que honram a procuração passada pelo POVO.
Digo e afirmo que o Estado do Amapá está quebrado, porque os FATOS SOCIAIS que são do conhecimento da sociedade podem até ser enumerados, haja vista as constâncias, conseqüências, prejuízos, corrupções de toda espécie, tipo e forma, desvio de dinheiro público, má aplicação dos recursos públicos, privilégios em nomeações, dívidas não quitadas, postergação de responsabilidades, reinaugurações de inaugurações de obras inacabadas ou não iniciadas, incompetência administrativa, falta de comando e desconhecimento da formas de administração, desobediência às Leis, desrespeito e desobediência a decisões judiciais, perseguição á funcionários públicos e pessoas outras, inclusive empresários e empresas que não comungam da mesma hóstia ( com todo respeito à Santa Hóstia ), e muito mais.
Digo e afirmo que o Estado do Amapá está quebrado, literalmente é claro, porque seu POVO está abandonado à própria sorte e a cumprir seu desiderato de sacrifícios no calvário que não fez por merecer, porque acreditou no provérbio popular " nem todos os homus sapien são iguais " e não o são, porém podem ser diferentes quando instados a representar um POVO que acreditou nos discursos de comícios em praça pública, onde foram exploradas as mais variadas mazelas de administrações anteriores e, pasmem, o POVO ACREDITOU que era verdade, de que o NOVO substituiria o velho, e de que DINHEIRO TINHA, FALTAVA GESTÃO. Tudo balela. Tudo enganação. Os apregoadores das boas novas não estavam preparados para o exercício da FUNÇÃO EXECUTIVA PÚBLICA, que em verdade difere em muito da função legislativa, onde a voz, quando tanto, deixa transparecer incontidas frases de efeito em benefício do POVO.
Digo e afirmo que o Estado do Amapá está quebrado, literalmente, porque a população está largada à deriva num oceano de IRRESPONSABILIDADES cometidas por Agentes Públicos eleitos legitimamente na função de representantes do POVO, e que, nas mais diversas formas vilipendiaram essa Procuração Pública, enodando-a com sangue humano dos feridos e mortos nos corredores do único Hospital Público ou abandonados às portas fechadas nos Postos de Saúde espalhados pelas Cidades do Estado.
Digo e afirmo que o Estado do Amapá está quebrado, literalmente, porque o POVO AMAPAENSE está mais inseguro que antes, e pior, está entregue, literalmente, nas mãos dos bandidos, dos agressores, dos assaltantes, dos criminosos armados ou desarmados, que geram violência às pessoas, agridem as Leis de regência do bom comportamento, destroem o patrimônio público e particular, estupram crianças, jovens, adultos e idosos. São pessoas más que a própria sociedade relegou às mais variadas formas de necessidades básicas de saúde, educação, trabalho, etc... e que hoje acham-se no direito de vingarem-se dessa mesma sociedade, ficando impunes quando da prática de seus crimes, ou inimputáveis quando menores de 18 anos, mas já caracterizados como bandidos perigosos e cruéis. Até quando POVO AMAPAENSE? Até outubro, pode ser?
Para reflexão semanal : " O sofrimento do ser humano não está na alma, mas no corpo físico. Da alma cuida DEUS, do corpo cuidam os Homens ". J. Freitas.

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