Perigo
Quem vai capinar a rotatória da morte?
Reinaldo Coelho
As reportagens do Tribuna Amapaense, impresso e na TV, estiveram no local, onde constataram a situação calamitosa descrita por um dos moradores de Santana, que passa todos por ali. Ele indagou: "De quem é a responsabilidade pela limpeza desse lugar? Do prefeito Clécio Luiz? Do prefeito Robson Rocha? Ou do prefeito Dilsom Borges?".
Competência à parte, a verdade é que o mato já camuflou as placas de sinalização. Por isso, a limpeza é uma medida urgente, do contrário, acidentes de graves proporções podem acontecer a qualquer momento. O local é corredor de tráfego de veículos de carga pesada, carretas, caminhões, além de motociclistas e ciclistas, que correm o risco de vida.
Um dos motoristas que trafega todos os dias pelo local considera o problema muito serio, "Essa situação é preocupante, pois pode causar acidentes envolvendo os caminhões que passam por aqui", enfatiza. Ele acrescenta que "quem vem de Mazagão em direção a Macapá não consegue visualizar os veículos que trafegam no sentido de Santana para Macapá. Infelizmente, os motoristas que vêem de Santana não dão prioridade para quem está esperando a vez".
Se considerarmos que a rotatória está situada no município de Santana, então a responsabilidade pela limpeza do matagal é do prefeito Robson Rocha. Não custa nada o prefeito tomar a iniciativa. Antes que uma tragédia aconteça.
Caos urbano transtorna moradores
Em 2012, Robson Rocha (PTB) derrotou Marcivânia Flexa (PT) sob o slogan de mudanças. Porém, passados um ano e quase três meses, os moradores de Santana já demonstram sinais de impaciência. As promessas do atual prefeito se transformaram em pesadelos. Tanto que o cartão postal da cidade portuária não são os pórticos que ainda serão inaugurados. Mas os incontáveis buracos que transtornam o cotidiano da população.Para se ter uma idéia do drama, há dois anos vários buracos evoluiu para uma verdadeira “lagoa” na Travessa Nelciana Vasques, no bairro Nova Brasília. É um sofrimento sem fim para os moradores locais e para os motoristas que trafegam pela via.
A dona de casa Fátima Teles, que mora em frente à “lagoa”, afirma que para sair de sua residência precisa passar pelo quintal de um vizinho. Outros relatam que quando chove, a água empoçada transborda causando alagamentos nas residências que ficam próximas do trecho.
Diante do problema, os moradores já encaminharam várias solicitações e até um abaixo-assinado à Prefeitura de Santana pedindo melhorias para a travessa. Mas nenhum serviço foi realizado no local.

Segundo os moradores, a travessa Nelciana Vasques foi asfaltada na década de 1990. Desde então, nunca recebeu serviços de manutenção, como tapa-buracos ou drenagem para o escoamento da água durante as chuvas. A consequencia foi o surgimento da “lagoa” no meio à pista.
Como areia movediça, o caos em Santana não é privilégio dos moradores do Nova Brasília. Sem exceção, os bairros santanenses ganharam do prefeito Robson Rocha sua cota de esquecimento em troca do voto depositado nas urnas.
Se fosse apenas pelo transtorno, o drama poderia ser resolvido por um psicólogo. Mas as “lagoas” de Santana já começam a pesar no bolso dos moradores. Sem calçamento na maioria das vias, os pedestres são obrigados a caminhar pelas ruas. Não raro, são atropelados pelos automóveis, cujos motoristas se vêem forçados a desviar dos buracos.
Os inúmeros acidentes, além dos danos físicos, causam prejuízos financeiros com a quebra e necessidade de conserto dos veículos. Por vezes, o problema é semelhante ao que acontece com dona Tereza Assunção. Moradora da Rua Salvador Diniz, ela já acumula prejuízos por conta dos buracos em frente à sua casa, onde montou uma venda de comida para os trabalhadores da Feira do Mete a Mão.
“Os carros passam em frente, caem nos buracos e espirram água da lama aqui pra dentro da vendinha molhando tudo e os clientes. Assim, eles sumiram daqui”, lamenta.
Além de multiplicar os buracos, o inverno acelerou o crescimento do mato pela cidade. Os entulhos jogados nas margens dos logradouros podem ser encontrados por toda a cidade, até mesmo em frente à sede da Prefeitura.
O prefeito Robson Rocha que teve um 2013 de inércia na sua administração, começou 2014 com os mesmos problemas e não está conseguindo a três meses a solucioná-los. “Se nós fizermos agora, durante o inverno, a situação pode ficar pior por causa da lama que vai aumentar com o transito de tratores e caminhões”, justificou. Essa era a mesma fala do ex-prefeito Nogueira.






Nenhum comentário:
Postar um comentário