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| EQUIPE DE PARATLETAS AMAPAENSE |
As disputas no evento Norte/Nordeste atendem aos índices classificatórios para as etapas nacionais do circuito, que serão realizadas no segundo semestre. A etapa regional também é uma boa chance para novos atletas mostrarem seus talentos para técnicos nacionais do Comitê Paralímpico Brasileiro, tendo em vista que treinadores das seleções e coordenadores das modalidades acompanham de perto as disputas no circuito.
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| Marcia Cristina, conquistou tres medalhas, dois ouro (arremesso do peso e disco) e bronze no 400 metros rasos |
De acordo com o treinador e chefe da delegação, Marlon Gomes, os paratletas que atingirem o índice estipulado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) estão credenciados para competir as etapas nacionais do circuito. É o caso de Igor Miranda. Ele conquistou três medalhas de ouro na corrida de 100 e 200 metros raso e arremesso de peso, conquistando vaga para o evento nacional.
"A estratégia para conquistarmos o pódio foi muito bem planejada e foi o que aconteceu. Dos 16 paratletas que levamos, todos conquistaram, no mínimo, uma medalha e eles têm reais condições de alcançar o índice para o campeonato brasileiro. A nossa paratleta Marcia Cristina, que conquistou três medalhas, sendo duas de ouro (arremesso de peso e disco) e uma de bronze no 400 metros rasos, ficou fora do nacional por 20 cm, mas em abril ela terá mais uma oportunidade de conquistar a vaga. Os demais fazem sua estreia em competições fora do estado", disse Marlon.
Destaque
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| Igor Miranda conquistou três medalhas de ouro, na corrida de 100, 200 metros raso e arremesso de peso |
Igor Miranda é uma das esperanças de medalha no evento nacional.
O esporte paraolímpico
No Amapá, o esporte surgiu em 2012 através da organização dos Jogos Escolares Paraolímpicos em parceria com a Sedel. "Levamos 17 alunos com pouca repercussão local, onde a paratleta Márcia Cristina se destacou. Verifiquei o potencial dessa atleta e em 2013, representando a ACAAP, ela conquistou uma medalha de ouro (arremesso do peso) e uma de prata (corrida)".
Naquele mesmo ano, no dia 9 de maio, o professor Marlon Gomes fundou a AAEPED, primeira entidade a desenvolver esportes paraolímpicos no estado. Nos 8 meses de existência da entidade, foram desenvolvidos, além do goalball, badminton, tiro prático, basquete e atletismo. O número de participantes também aumentou. De acordo com o professor, cerca de 100 pessoas passaram pelas aulas.
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| Professor Marlon Gomes |
Gomes conta que buscou apoio com as federações para que fornecessem técnicos capazes de preparar os paratletas. "Nesse pouco tempo de atuação tivemos um bom retorno e a nossa meta é desenvolver outros esportes", disse.
A falta de locais para os treinamentos, profissionais qualificados e apoio para as competições estaduais são as principais dificuldades enfrentadas pela associação. Para Marlon Gomes, o descaso com o esporte prejudica o rendimento dos paratletas e trabalhos voltados para a descoberta de talentos.
"Trabalho com pessoas das mais diferentes necessidades, vindas de todos os cantos da cidade. A grande maioria é de origem humilde e já houve casos em que muitos deles vinham para os treinos sem ter se alimentado. Esses jovens veem no esporte uma forma de fugir da depressão e da tristeza causadas pelo preconceito da sociedade. Quando eles entram na associação eles se sentem bem aceitos e conhecem pessoas com histórias semelhantes" contou.
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| Gilson Silva, conquistou, duas pratas (100 e 200 metros) e Ouro no 400 metros |
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| Romário Feio, conquistou dois brozes (100 E 200 metros) e ouro nos 400 metros rasos |
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| Weliton Silva, conquistou duas medalhas de bronze corrida 100 e 400 metros |
Voluntariado
Todo o trabalho desenvolvido na associação é voluntário. Acadêmicos e professores de educação física estão entre os que mais procuram o presidente para trabalhar na entidade.
"Na faculdade aprende-se pouco a respeito do esporte paraolímpico e na associação essas pessoas têm oportunidade de vivenciar na prática o aprendizado e desenvolver as atividades entre os paratletas", explica.
Planos para 2014
Em 2014, os paratletas deverão ter mais visibilidade com as atividades realizadas na associação. Estão programadas as primeiras competições locais de esportes adaptados, que ocorrerão a partir do fim do primeiro semestre.
"Nossa meta é promover inicialmente o torneio de goalball e depois dar prosseguimento com as competições de atletismo, badminton, tiro e arco e flecha. Queremos também prepará-los para as competições nacionais, pois achamos que o Amapá possui um bom elenco que pode representar uma seleção brasileira e, quem sabe, as Paralimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro", afirma, otimista, Marlon Gomes.


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