sexta-feira, 4 de abril de 2014

esporte

ESPORTE


Camilo desrespeita o futebol amapaense

Da EDITORIA
Presidente do Santos Futebol Clube (Amapá) Luciano Marba

Oficio da FAF a CBF

O futebol amapaense, de gloriosas lembranças, vive mais um dia do calvário que atravessa desde que Camilo Capiberibe assumiu o governo do estado do Amapá. Avesso ao desporto, o governador amapaense não tem apoiado nenhuma modalidade esportiva. Atletas e dirigentes que necessitam de patrocínio para participar de competições nacionais reclamam do tratamento frio e distante que recebem
Oficio da CBF para a FAF
do Estado. Para muitos, a saída é sair de sacola na mão apelando para os empresários que gostam de esporte ou apelando para os pais. Mas, quando logram êxito com as conquistas que elevam o nome do Amapá no cenário do desporto brasileiro, aí o governador se aproxima para tirar dividendos políticos dos feitos dos atletas.

No início deste ano, as vítimas do governo foram o futebol profissional, amador e as ligas interioranas. Camilo gastou R$ 15 milhões na reforma do Estádio Milton de Souza Corrêa e na reinauguração. Queria um evento esportivo que pudesse atrair o público para a festa. Vislumbrou a vinda da seleção brasileira sub-21. Após fracassar na tentativa de trazer o selecionado canarinho via ministro dos Esportes, pediu ajuda ao presidente da Federação Amapaense de Futebol (FAF), Roberto Góes. Aceita a solicitação do governo, o presidente da FAF fez uma contraproposta ao governador: que o dinheiro que seria pago à seleção fosse investido no futebol, no total de R$ 1 milhão. Camilo concordou, mas, como de práxis,não cumpriu. Após ter a festa realizada com a presença da seleção brasileira sub-21 e mais de cinco mil pessoas no estádio, ele mudou o tom da conversa.
Após um sepulcral silêncio sobre o tema, um release da Agência Amapá, do governo do estado, informa que razões legais impedem o governador Camilo Capiberibe de cumprir com o que havia acordado junto ao presidente da FAF, Roberto Góes. No comunicado, é dito aos amapaenses que a Associação dos Quarentões de Santana, que celebrou convênio em 2013 no valor de R$ 600 mil, apresentou falhas em sua prestação de contas e que em virtude disso, o Estado não poderia renovar o convênio.
Segundo a nota, as falhas foram detectadas pela Unidade de Contratos e Convênios da Secretaria de Desporto e Lazer. 
O empresário Luciano Marba, presidente do Santos Futebol Clube, vê a atitude como uma descortesia com o futebol e afirma que o clube recebeu recentemente recursos da Caixa Econômica Federal e da própria Confederação Brasileira de Futebol e estaria adimplente para conveniar com o Estado.
O governador Camilo Capiberibe não trata o futebol com o devido respeito. À época, o problema relativo à forma irregular de convênio foi noticiado fartamente na imprensa. O governador não deu a menor bola para o fato e permitiu que o então secretário Mário Brandão fizesse o convênio com uma entidade totalmente deslincada da federação de futebol e, depois, por razões de caráter pessoal, deixou de fazer o convênio com o Santos Futebol Clube.
 Se o governo tivesse boa vontade com o futebol, conveniaria com o Santos e cobrava responsabilidade da entidade inadimplente.

Marba afirma que tem feito investimento do próprio bolso para colocar seu time nas competições nacionais e que o governador não consegue vislumbrar a importância de uma equipe amapaense ir bem numa competição da envergadura do campeonato brasileiro série "C", por exemplo. "Aqui há dinheiro até para jogo de queimada, menos para o futebol. É lamentável", disse Marba.

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