sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Atleta de Ponta












 Leylianne Ramos – Karateca

Esporte e Superação: quebra de limites esportivos, físicos e sociais - Thiago Seixas*

Reinaldo Coelho

O esporte sempre se apresenta como reabilitador e de superação de quaisquer dificuldades físicas ou psicológicas  do ser humanos. Uma das qualidades do esporte reflete-se no termo superação, onde o esporte pode ser visto em diversas áreas do cotidiano do ser social.
Logo, pode-se perceber que esses envolvidos precisam apenas de mais um incentivo, mais uma palavra de apoio, para que possa se concretizar o poder de reação de um indivíduo, que momentaneamente estava perdido e de repente supera-se, sejam suas dificuldades físicas ou mentais, quer seja dentro do esporte em busca pela vitória, ou no seu cotidiano em situações problemáticas.

 Compreender melhor a influência do esporte na vida das pessoas e até que ponto o esporte é capaz de motivar um indivíduo a superar seus limites (esportivos, físicos, psicológicos, sociais), e os fatores e influências que moldam os hábitos dos indivíduos presentes nesse âmbito.
Para a nossa atleta de ponta da semana, Leylianne Ramos, que nasceu com apenas uma das mãos em virtude da possível incompatibilidade sanguínea dos pais, tinha vergonha ainda quando criança, mas também demonstrava se adaptar as dificuldades com certa facilidade.
Porém o olhar técnico do sensei Leyliel Santos, pai e mestre de Caratê e que ministrava aulas em um projeto social que lhe deu o que faltava, o incentivo.
 E somente há dois anos ele viu a filha com o quimono e iniciando os treinamentos. E não parou mais e vem colecionado vitórias e medalhas, no Karatê e na vida. A mãe, Elinalva Cardoso uma das maiores torcedoras da filha conta que da facilidade da atleta em se adaptar e superar os obstáculos com facilidade. “Sempre foi muito obstinada e quando queria alguma coisa só sossegava quando conseguia. A gente, de certa forma, se surpreendia muito com ela, até porque tínhamos uma preocupação. Mas com o tempo ela provou que não tinha obstáculo para ela”.
Leyliane já concluiu o ensino médio e pensa um dia cursar administração de empresas, já que também ajuda a família nos negócios da academia. Faixa verde de caratê, a menina afirma que pega pesado nos treinamentos e não teme as adversárias. Recentemente, ela conquistou o primeiro lugar na Copa Nakayama de Karatê na modalidade kata. A velocidade na aplicação dos golpes impressiona até mesmo o pai, que também é o técnico da jovem.
A Karateca já se prepara para disputar em maio de 2015 o campeonato regional, que vai ser realizado no Amazonas: “Acredito que no regional, vou ter adversária. Por enquanto, vou me recuperar de uma pequena lesão no tornozelo e até lá vou estar cem por cento. Acho que conseguirei ter uma boa participação lá”, acredita.   
Bolsa atleta
Em outubro, a menina pretende disputar o Campeonato Brasileiro, em Brasília (DF), onde irá buscar ficar entre as três melhores colocadas para pleitear o benefício bolsa-atleta, concedidas pelo Governo Federal para ajudar atletas em treinamento.
Ainda tímida e com poucas palavras, “Lelê” conta que sonha, quem sabe, disputar um mundial da modalidade. Para isso, ela diz já terá receita. “ Treinar, treinar e treinar. Sei que seria algo muito difícil, mas quem sabe consigo. Por enquanto, vou dando os Gyaku Tsuki nos campeonatos para melhorar cada vez mais. Espero um dia, conseguir meu sonho”



Em outubro, a menina pretende disputar o Campeonato
Brasileiro, em Brasília (DF), onde irá buscar ficar entre as três melhores colocadas
para pleitear o benefício bolsa-atleta, concedido pelo Governo Federal para ajudar atletas em treinamento. Geyso
Ramos, presidente da Federação Amapaense de Karatê (FAK), afirma que a jovem
promessa está no caminho certo.
- Acredito que se ela continuar conquistando os resultados
positivos, não vai demorar para conseguir o bolsa-atleta – afirmou.
Ainda tímida e com poucas palavras, “Lelê” conta que sonha,
quem sabe, disputar um mundial da modalidade. Para isso, ela diz já ter
a receita.
- Treinar, treinar e treinar. Sei que seria algo muito difícil,
mas quem sabe consigo. Por enquanto, vou dando os Gyaku Tsuki nos campeonatos
para melhorar cada vez mais. Espero um dia, conseguir meu sonho – finalizou a
atleta.

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