Empreendedor Popular
Feirão temporário vira permanente
Reinaldo
Coelho
A atividade exercida pelo camelô nos logradouros
públicos remonta ao século XIX, quando o vendedor ambulante passou a ser um
trabalhador comum na cidade do Rio de Janeiro, constituindo uma das mais
antigas estratégias de sobrevivência para a população pauperizada.
E de lá para cá nada mudou, a necessidade da
sobrevivência com dignidade leva os “vendedores ambulantes”, oriundos do
desemprego formal em que foram “lançados” ao mercado de trabalho, sem qualquer
política de integração à sociedade, visto que os gestores estaduais e
municipais não se preocupam em produzir politicas públicas sérias e fixas que
atenda essa camada da população que gera emprego e renda para o município.
Inicialmente esses microempreendedores, denominação
dada pelo então vereador pesolista e hoje prefeito de Macapá, Clécio Luiz,
atuavam com a venda de verduras, leite e outros insumos, no século passado,
hoje as mercadorias mudaram, porém o objetivo continua o mesmo.
As ações emitidas pelos gestores municipais, são
somente as de retirar os vendedores ambulantes das ruas e calçadas da capital
amapaense em contrapartida oferecem locais insalubres para que eles exerçam
suas atividades laborais sem a minha condições de acesso da população, forçando
retornas aos pontos mais produtivos, que é a logica de qualquer negocio,
vender.
Na década de 90 foi criado na Avenida Professora
Cora de Carvalho, o primeiro Camelódromo fixo do Amapá, era governador o hoje
senador João Alberto Capiberibe. Porém os ambulantes continuam crescendo e com
a abertura da Área de Livre Comercio de Macapá e Santana, a demanda foi maior,
pois as mercadorias importadas tinham mais facilidade de chegar ao consumidor e
através delas predominou o conturbando e a pirataria.
Mais uma vez veio a ideia de reorganizar o
catastrófico sistema de atividade ambulante e na gestão do Roberto Góes foi pensado na implantação do Shopping
Popular, já experimentado em grande cidades e capitais brasileira. Porém, a
barreira politica se introduziu e tudo ficou paralisado. Para compensar foi
construído provisoriamente o Camelódromo da Avenida Antônio Coelho de Carvalho.
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De provisório e permanente
Porém, o que tivemos a surpresa de verificar foi a
realização da revitalização do Camelódromo que foi transformado em Feirão
Popular, ou seja, vai ser fixo. Em 2009, com a promessa de que ficaria no Feirão
por oito meses, até a conclusão da obra do Shopping Popular, um local
apropriado para os trabalhadores. A promessa não foi cumprida e os oito meses
se multiplicaram em quatro anos e aparentemente a atual gestão municipais não
pretende acionar o atual governo estadual para executar a obra que chamou para
si a responsabilidade em 2012.
Cerca de 90 microempreendedores
atuam no novo Feirão Popular
De acordo com informações institucionais, um novo
projeto foi elaborado de acordo com o que recomenda o IPHAN e abraçando outras
medidas em beneficio do entorno. Com o projeto pronto e o recurso disponível,
proveniente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o
governo iniciará o processo licitatório para retomada das obras. Todo trâmite é
acompanhado por técnicos do município.
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Como tudo
começa
Infelizmente, entra prefeito
e sai prefeito, não há fiscalização preventiva para evitar a
"germinação" dos amontoados de ambulantes na via pública.
Tudo começa com uma "inocente" banquinha de bombons ou de lanche, que estaciona em uma calçada.
E vai ficando.
Na semana seguinte, já tem a companhia do carrinho de cocos verdes.
E vão ficando.
A seguir, chega o famoso isopor de bebidas geladas logo ao lado.
Pronto! Aconteceu a "germinação"!
Mais um "arraial" de ambulantes se instala na via pública, atravancando a passagem de pessoas. E com eles, a geração de sujeira tipo restos de alimentos, cocos jogados na vala, lenços de papéis usados, plásticos e demais porcarias adorados pelos ratos.
Daí em diante, ai de quem se atreva a pensar em retira-los!
Já tem “direito adquirido”; já tem vereador defensor (contanto que não seja na calçada da casa dele, vereador).
E assim se vai mais um espaço público, tomado da comunidade pela ausência da autoridade constituída.
Essa é a realidade da outrora cidade joia da Amazônia, transformada em camelódromo municipal.
Prefeito? Fiscalização Preventiva? Leis aplicadas? Nada, nada...
Tudo começa com uma "inocente" banquinha de bombons ou de lanche, que estaciona em uma calçada.
E vai ficando.
Na semana seguinte, já tem a companhia do carrinho de cocos verdes.
E vão ficando.
A seguir, chega o famoso isopor de bebidas geladas logo ao lado.
Pronto! Aconteceu a "germinação"!
Mais um "arraial" de ambulantes se instala na via pública, atravancando a passagem de pessoas. E com eles, a geração de sujeira tipo restos de alimentos, cocos jogados na vala, lenços de papéis usados, plásticos e demais porcarias adorados pelos ratos.
Daí em diante, ai de quem se atreva a pensar em retira-los!
Já tem “direito adquirido”; já tem vereador defensor (contanto que não seja na calçada da casa dele, vereador).
E assim se vai mais um espaço público, tomado da comunidade pela ausência da autoridade constituída.
Essa é a realidade da outrora cidade joia da Amazônia, transformada em camelódromo municipal.
Prefeito? Fiscalização Preventiva? Leis aplicadas? Nada, nada...
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Feirantes
reclamam que espaço é pequeno
Em 2009,
o GEA e a PMM firmaram o convênio nº 050/2009-Seinf, visando o repasse de
recursos do governo para a construção do Shopping Popular. Mas devido a uma
série de irregularidades, entre elas a não prestação de contas parcial da
prefeitura junto à Secretaria de Estado da Infra Estrutura (Seinf) e a
paralisação da obra por quase um ano, o convênio foi cancelado. De acordo com o
secretário de Infra Estrutura do Estado, Amilton Coutinho, será realizado um
novo processo licitatório para que a construção do Shopping Popular seja
concluída. A obra será financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), com execução direta do governo.
Porém os
ambulantes rebateram que não terão espaço para atender 20% dos que necessitam
dentro do Shopping Popular e que não há como abrigar mais vendedores,
principalmente agora que o prédio está dentro do processo de tombamento histórico
do entorno da Fortaleza de Macapá e foi diminuída sua capacidade.

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