Ciclo do
Marabaixo 2015
Mantendo a
tradição dos africanos antigos
“O
Ciclo do Marabaixo faz parte do calendário oficial de cultura do estado e é
seguido nos bairros de Macapá Favela e Laguinho, com início na Semana Santa e
encerramento no dia de Corpus Christi, com rodadas de toadas do Marabaixo,
missas, ladainhas e danças”.
Reinaldo Coelho
A sede da União dos
Negros do Amapá (UNA) estava em festa na última quinta-feira (2), pois sediou a
abertura oficial do Ciclo do Marabaixo deste ano que de acordo com os
coordenadores dos festejos terá uma vasta programação.
“Vamos chamar toda a comunidade.
Para esse ano, além da programação de abertura, vamos convocar os macapaenses
através de blitz e palestras, realizadas em escolas e esquinas da cidade”,
narrou Valdinete Costa, uma das coordenadoras do ciclo.
A maioria dos festejos acontece nos fins
de semana e teve inicio no fim da Quaresma que aconteceu no sábado de Aleluia
(4) e deverá encerrar no chamado “Domingo do Senhor” dia de Corpus Christi, em
4 de junho.
Os festejos em homenagem ao Divino
Espirito Santo e a Santíssima Trindade é uma tradição nas famílias descendentes
dos negros africanos e que mantem os costumes de povos africanos. As famílias
que promovem os festejos são conhecidas como “festeiros”. Cada família escolhe
um dos seus membros para ser “o festeiro” do ano.
Durante esse período são realizados a
parte religiosa com missas, ladainhas e os cortejos. Fazem parte da programação
cultural à ‘Dança do Marabaixo’, o ‘Marabaixo da Aleluia’ com a aceitação das
bandeiras entre os grupos, a Murta da Santíssima Trindade, Ceia dos Inocentes
(almoço) e a Derrubada do Mastro no Curiaú.
Inicio do ciclo
O Ciclo do Marabaixo 2015 em Macapá
iniciou no sábado (4), no grupo Berço das Tradições Amapaense, no bairro Santa
Rita, na residência de Natalina Costa. A tradicional festividade acontece
também em outros pontos, como grupos Pavão, no bairro Jesus de Nazaré, e
Raimundo Ladislau, no bairro Laguinho, Zeca e Bibi Costa, além da comunidade de
Campina Grande, na Zona Rural.
Na tradicional dança, é servida a
gengibirra, uma batida feita com gengibre, açúcar e aguardente. Outra tradição
é um jantar, quando um “cozidão” de carne é servido aos visitantes. Com direito
a tocadores e dançadeiras vestidos a caráter (saias rodadas e camisas
floridas), durante as apresentações são feitos os “ladrões” – onde os
cantadores fazem improvisos de letras.
Apoio
oficial
Para o Ciclo do Marabaixo 2015, a
Secretaria de Estado da Cultura (Secult) anunciou o repasse de R$ 190 mil. Como
acontece anualmente, o valor será dividido de forma igualitária entre todos os
grupos.



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