Passeando pela mente
Quem
pensa que só é possível viajar pelo mundo, pelos lugares físicos e tangíveis,
bem, está enganado. Nada melhor que surfar dentro da própria mente, no universo
interior. Eu, por exemplo,... eu vejo prédios brilhantes. São, de certa forma,
estrelas na terra. Uma antena pisca como um satélite. Futuro. O que é o futuro?
Um flashback das coisas do passado que se projetam no depois, no amanhã? Um
querer algo que não se sabe o que é ou como pode ser? O desejo do inexistente,
na incerteza do tempo. Tudo é tão misterioso.
Até
onde, até quando iremos assim, alucinados pelas coisas, embriagados pelo tudo,
esquecendo-nos, lembrando-nos, dizendo coisas indizíveis, brincando com coisas
sérias... vivendo, isso faz parte do viver.
São
tantas ponderações e uma busca de sentido. O excesso ou a falta demasiada de
sentido na vida, bem, isso faz mal... mas, o meio termo também não é dos
melhores, confessemos.
Dá
pra sentir o universo aqui, na terra. E pouca gente sabe disso. Como? Basta um
olhar tranquilo no olhar estranho, no lugar novo, na natureza e no interior das
pessoas. E cada uma é um universo cheio de singularidades!
E
cada universo tem suas próprias regras e rotinas. Ao conhecer cada um, cabe a
nós estabelecer uma relação de identificação ou não. Nunca, nunca desprezar
nada nem ninguém.
Nenhuma
pessoa merece desprezo... salvo em raros casos de maldade excessiva. E raras
pessoas são tão más assim... rogue-mos a Deus para manter-nos afastados desse
tipo.
Salvaguardados
pelo Criador, cabe-nos, então, a bela e às vezes árdua tarefa de viver cotidianamente
o que nos é proposto, sem preconceitos, na tentativa contínua de fazer o bem
sempre que possível, não importa a quem seja.
Ceder
o lugar no transporte público a uma pessoa mais velha, ajudar alguém a
atravessar a rua movimentada, dar o alimento a quem tem fome, dar água àqueles
com sede. Tudo sem esperar nada, absolutamente nada em troca. Apenas fiquemos à
mercê da bondade divina, o que sempre se mostra e prova uma missão plenamente
satisfatória.
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