CRISE ECONÔMICA
Um MONSTRO que não assusta
Waldez Góes
Da
Superintendência
Comércio fechando as portas,
desemprego e dinheiro escasso na Praça. Some-se a isso uma crise política e
econômica no Brasil, que tem levado alguns Estados da Federação a tomar medidas
radicais, como fracionamento do pagamento de salário dos servidores públicos e
mais uma herança de uma administração desastrosa que deixou o Amapá de ponta
cabeça.
Esse cenário mete medo em
qualquer gestor, não é verdade? Mas no Amapá o espectro da crise econômica que
assusta os amapaenses e, exige do governo estadual medidas drásticas na gestão
pública, em busca de manter a capacidade de solvência com credores e servidores
públicos, não assusta Waldez Góes.
O governador do Amapá
assumiu a gestão com uma certeza. Teria que enfrentar a desorganização
administrativa, recuperar o crédito do Estado, abalado pelos calotes e má
aplicação de recursos federais e ainda a crise econômica nacional, que vem
sendo anunciada desde a campanha presidencial.
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| Máquina de plantar mandioca foi apresentada aos agricultores |
Estratégia usada foi uma
fórmula simples. Corte no custeio da máquina e poupar para investir no setor
produtivo. A administração Waldez priorizou os setores estratégicos como:
saúde, educação e segurança. Contingenciou o orçamento em 40% e dividiu os
duodécimos por 18 e não por doze, como é naturalmente feito. Assim, Waldez
atravessou o primeiro semestre fazendo muitas contas e, suportando os
adversários que exigem providências imediatas para os problemas deixados
estrategicamente, como bombas relógios com hora determinada para explodir nas
mãos de Waldez Góes.
Passados oito meses, o
governo do Amapá comemora o lançamento de um Plano de Obras que vai investir R$
1,062 bilhão em todo o Estado. Organiza a 51ª Expofeira, lançou o Plano de
Produção Integrada-PPI e libera recursos do Fundo de Desenvolvimento Rural do
Amapá-FRAP, na ordem de R$ 21 milhões, para financiar a agricultura familiar. O
agente financiador será a AFAP.
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| Agência de Fomento do Amapá investiu mais de R$ 4 milhões no primeiro semestre de 2015 |
É o Amapá mostrando ao
Brasil uma lógica que só pode ser testada em momentos de crise, como o que o
Brasil vive atualmente. Superação.
“Nós tínhamos duas opções a
fazer nesse momento. Aceitar a crise e nos encolhermos diante dela e ficar na
arquibancada torcendo para que o Brasil resolve-se o jogo por nós, ou,
arregaçar as mangas, calçar a “chuteira” e enfrentar esse adversário, a famigerada
crise. De que forma... buscando alternativas para superar as dificuldades e, a
estratégia seria o incremento do setor produtivo. Optamos pela segunda via”.
Mas, apesar das medidas
positivas no setor produtivo o monstro da crise está longe de ser afastado do
Amapá. O governo se esforça, mas a crise vai fazendo suas vítimas. Muitas lojas
fechando as portas, como é o caso da “A Credilar”, uma loja tradicional do
setor de eletroeletrônico, a “Esplanada” loja de tecidos e confecções,
Revendedora de Carros Renault, entre outras empresas. O economista Jurandil
Juarez afirma que vários fatores acabam tendo reflexo no baixo desempenho do
comércio. “Para analisarmos o quadro, precisamos começar falando da demanda. A
política do governo nos últimos dois anos se apoiou na demanda. Estimulou artificialmente
o consumo, baixou as taxas de juros e liberou impostos para determinados ramos
de produtos. Com isso o consumo foi estimulado, mas não aumentou a produção e
os salários acabaram influenciando nas planilhas de custo. Com a crise, a
lógica se inverteu. A alta do dólar, aferido nos últimos doze meses, fez voltar
a inflação e reduziu o consumo no comércio nacional, mas no Amapá a crise foi
mais sentida, pois a alta do dólar encareceu os produtos importados e também
influenciou no preço dos nacionais e, a queda no consumo fez com que caíssem as
vendas e com isso lojas fecharam e outras diminuíram de tamanho. Essa ciranda
acaba refletindo na arrecadação de ICMS, que por conseguinte, prejudica o
Estado, pois o setor terciário representa 70% de qualquer orçamento no Amapá.
Ufa! É uma ciranda que redunda em crise”, disse o economista Jurandil Juarez. E
foi além.
“O governo acerta em investir na produção, mas qualquer medida é
menor diante da necessidade da regularização das terras. Sem isso, não haverá
crédito e, sem crédito, o produtor fica prejudicado. O governador Waldez Góes
está fazendo o dever de casa direito”, finalizou.
O comerciante Francisco
Araújo reconhece os tempos de escassez, mas acredita que com criatividade pode-se
ir driblando a crise. Mas atesta que a realidade é a grita geral do comércio
pelo sumiço do dinheiro na Cândido Mendes, a principal rua do comércio
amapaense.
Dados estatísticos
– O Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística responsável pela produção de indicadores sócio
econômicos do País tem, através de seus estudos, apontado uma situação de
extrema delicadeza na economia amapaense.
Desocupação
A desocupação atingiu 10,1%
das pessoas de 14 anos ou mais de idade no Amapá, no 2º trimestre de 2015
(abril, maio e junho). É a quarta maior
desocupação do país, ficando atrás da Bahia (12,7%), Alagoas (11,7%) e Rio
Grande do Norte (11,6%).
A população desocupada foi estimada
em 34 mil pessoas. Um aumento de 5,7% em relação ao trimestre anterior. O que
representou duas mil pessoas a mais sem ocupação.
O rendimento médio habitual
de todos os trabalhos das pessoas ocupadas ficou em R$ 1.677,00. Observa-se uma
redução de R$ 105 em relação a trimestre anterior (5,9%).
Vendas no varejo variam
-3,7% em junho
|
Período
|
Varejo
|
Varejo Ampliado
|
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|
Volume de vendas
|
Receita nominal
|
Volume de vendas
|
Receita nominal
|
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|
Junho 2015/Maio 2015 (com
ajuste sazonal)
|
-3,7
|
-2,9
|
-
|
-
|
|
Junho 2015/ Junho 2014
|
-10,2
|
-2,8
|
-11,1
|
-5,1
|
|
Acumulado 2015
|
-1,7
|
4,8
|
-3,2
|
2,0
|
|
Acumulado 12 meses
|
4,3
|
10,2
|
-0,1
|
5,2
|
(Fonte Unidade Estadual do
IBGE no Amapá
14 de abril de 2015)
14 de abril de 2015)
Em junho, as vendas no varejo variaram -3,7% no volume de vendas e -2,9% na receita nominal, ambas com relação a maio, ajustadas sazonalmente.
Nas demais comparações,
obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo amapaense obteve, em termos
de volume de vendas, decréscimo da ordem de -10,2% sobre junho de 2014. Em
termos acumulados, as variações foram de -1,7% no semestre e de 4,4% nos
últimos 12 meses. A receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de
-2,8% na comparação junho 2015/junho/2014, de 4,8% no acumulado do semestre e
de 10,2% nos últimos 12 meses.
O varejo ampliado, que inclui, ainda, as atividades de veículos, motos e peças, e de material de construção, continuou a registrar variação negativa em relação ao mesmo mês do ano anterior quando houve variações de -11,7% para o volume de vendas e de -5,1% na receita nominal. No que tange às taxas acumuladas, os resultados foram de -3,2% no ano e -0,1% nos últimos 12 meses para o volume de vendas, e de 2,0% e 5,2% para a receita nominal, respectivamente.
O varejo ampliado, que inclui, ainda, as atividades de veículos, motos e peças, e de material de construção, continuou a registrar variação negativa em relação ao mesmo mês do ano anterior quando houve variações de -11,7% para o volume de vendas e de -5,1% na receita nominal. No que tange às taxas acumuladas, os resultados foram de -3,2% no ano e -0,1% nos últimos 12 meses para o volume de vendas, e de 2,0% e 5,2% para a receita nominal, respectivamente.
Resultados do varejo foram
negativos em 22 das 27 unidades da federação
Das 27 unidades da
federação, 22 apresentaram resultados negativos na comparação com junho de
2014. Os destaques em termos de variações negativas do volume de vendas foram:
Amapá (-10,2%); Paraíba (-9,0%); Alagoas (-8,0%); Goiás (-7,7%); e, Amazonas
(-7,6%).
Quanto à participação na
composição da taxa do comércio varejista, destacaram-se, pela ordem, São Paulo
(-2,8%) e Rio de Janeiro (-3,6%).
Em relação ao comércio varejista ampliado, 21 das 27 unidades da Federação apresentaram taxas de desempenho negativas. As maiores quedas no volume de vendas ocorreram na Paraíba (-13,3%), Amapá (-11,1%), Rondônia (-9,8%); Alagoas (-9,4%) e Tocantins (-9,2%).
Em relação ao comércio varejista ampliado, 21 das 27 unidades da Federação apresentaram taxas de desempenho negativas. As maiores quedas no volume de vendas ocorreram na Paraíba (-13,3%), Amapá (-11,1%), Rondônia (-9,8%); Alagoas (-9,4%) e Tocantins (-9,2%).
Estimativas populacionais dos
municípios em 2015
O IBGE divulgou em agosto de 2015, as estimativas das populações residentes nos
5.570 municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2015.
Estima-se que o Brasil tenha 204,5 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento
de 0,87% de 2014 para 2015.
O município de São Paulo continua
sendo o mais populoso, com 12,0 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de
Janeiro (6,5 milhões), Salvador (2,9 milhões) e Brasília (2,9 milhões).
Dezessete municípios brasileiros possuem mais de um milhão de habitantes,
somando 44,9 milhões de habitantes ou 22,0% da população total do Brasil.
No ranking dos Estados, os três mais populosos localizam-se na região Sudeste, enquanto os três menos populosos localizam-se na região Norte. O Estado de São Paulo, com 44,4 milhões de habitantes, concentra 21,7% da população total do país. O Estado de Roraima é o menos populoso, com 505,7 mil habitantes (0,2% da população total), seguido do Amapá, com 766,7 mil habitantes (0,4% da população total) e do Acre, com 803,5 mil habitantes (0,4% da população total).
No ranking dos Estados, os três mais populosos localizam-se na região Sudeste, enquanto os três menos populosos localizam-se na região Norte. O Estado de São Paulo, com 44,4 milhões de habitantes, concentra 21,7% da população total do país. O Estado de Roraima é o menos populoso, com 505,7 mil habitantes (0,2% da população total), seguido do Amapá, com 766,7 mil habitantes (0,4% da população total) e do Acre, com 803,5 mil habitantes (0,4% da população total).







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