sexta-feira, 9 de junho de 2017

OBRAS NA ORLA DE MACAPÁ

OBRAS NA ORLA DE MACAPÁ
Revitalização começara no segundo semestre
  





Reinaldo Coelho

A destruição do calçadão da Orla de Macapá, desde Complexo da Cidade Nova ao do Araxá, pela força do Rio Amazonas, onde vários pontos das calçadas se transformaram em enormes crateras. Além de bares, casas, asfalto e outras estruturas construídas ao redor da orla na região, é um problema histórico que existe praticamente desde que começou o processo urbanístico na área.
As fortes ondas que batem com força no muro de contenção já destruído apressam o processo de erosão no local. Nesta semana mais um pedaço da calçada afundou e desmoronou, causando perigo aos moradores e visitantes que passam pelo local.

O governador Waldez Góes, determinou que fosse feita todas as intervenções nas obras da Orla de Macapá, revitalização da Orla de Macapá em um trecho de 6 km da Cidade Nova ao Complexo do Araxá, passando pelas do Pier Santa Inês e o Muro de Arrimo do Aturiá.

A Orla de Macapá

O projeto para revitalização da Orla de Macapá foi finalizado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf), enviado para a Procuradoria Geral do Estado (PGE) para o parecer jurídico e de acordo com o titular da Seinf , João Henrique, a previsão é que a licitação ocorra este mês e as obras tenham início no segundo semestre.
Orçado em mais de R$ 6 milhões, o projeto compreende a revitalização de toda a frente da capital, do bairro Perpétuo Socorro ao Araxá.
O trecho mais comprometido está entre o Perpétuo Socorro e o Cidade Nova, onde a força do Rio Amazonas tem causado uma erosão que está próxima de chegar ao asfalto.
 “A natureza, somada a falta de manutenção nos últimos anos, deixou a situação crítica. Além da frente da cidade ser um cartão postal, ela tem uma grande circulação de pedestres, que muitas vezes estão em risco ao caminhar por esses calçadões”, avaliou o titular da Seinf.
O secretário João Henrique, acrescenta que a partir do Araxá até a Avenida Setentrional terá a continuação da construção do Muro de Arrimo do Aturiá, que de acordo com secretário terá agora o financiamento do BNDES. “Destaquemos que a obra iniciada pelo governo antecessor, não tinha projeto do muro aprovado pelo BNDES. Somente agora após esforço da atual gestão, através da Seplan, para aprovação dessas obras, Orla de Macapá e Muro de arrimo, conseguimos que o BNDES aprovasse os projetos. O governo anterior se dizia, utilizava-se os recursos e obras não estavam aprovadas. Isso levava o GEA a devolver recursos, Por isso, quanto ao Aturiá está devidamente aprovado, estamos na fase final de legalização de documentação, para ser remitir a Ordem de Serviço para continuação das obras do muro”.

A comunidade tem que colaborar
João Henrique Pimentel ,l secretário de Infraestrutura do estado

As aberturas feitas pela força da natureza têm sido ‘preenchidas” pela ação humana que seguem acumulando lixo nas crateras.
O aposentado João Ferreira, de 51 anos, contou que diariamente precisa trafegar pela orla da cidade, e que algumas vezes é necessário sair da calçada e andar pela rua para driblar os buracos formados.
"Aqui a gente corre muito risco com esses buracos. As crianças, principalmente, de cair e se bater. Quando dá a maré cheia do rio, isso aqui fica só água. Tem gente que dorme por aqui e corre risco até de se afogar. As pessoas jogam muito lixo, é pneu, vaso, sofá e até lixo de casa mesmo. Isso aumenta o risco de várias doenças", disse Ferreira.
Nos buracos há restos de madeira, galhos de árvores, baldes, garrafas plásticas e de vidro, e sacolas plásticas. O cenário tornou-se comum na região, falou o aposentado.

Clínica de Nefrologia
 
A Seinf conclui e repassa a obra para a Secretaria de Saúde
A angustia que familiares e dependentes diários do serviço de hemodiálise de Santana e que tem que percorrer 7 quilômetros até Macapá para poderem ser atendidos estão acabando. Será inaugurada a Clínica de Nefrologia de Santana no dia 12 de junho.
"Os pacientes de Santana precisam bastante dessa obra porque existem cerca de 60 no município que precisam fazer este exame. A obra é a nossa prioridade. Fisicamente pode não ser uma obra gigantesca, mas tem uma repercussão social muito favorável”, avaliou o secretário da Seinf, João Henrique.
Iniciada em 2011, a obra foi paralisada em 2013, após identificação de irregularidades no projeto inicial, de acordo com o secretário de Infraestrutura João Henrique.
"O antigo projeto não cumpria as normativas do Ministério da Saúde, como falta de acessibilidade e problemas de estrutura. Por isso ele foi considerado irregular. Perante isso, retomados o planejamento, atualizamos todos os tópicos e hoje ela está habilitada e será entregue para a população", afirmou.
O secretário da Seinf informou que a construção da Nefrologia deve ser finalizada, porém os equipamentos e os especialistas têm que ser montados. “Uma clínica de Nefrologia trabalha com equipamentos de alta tecnologia e de preços altos. Precisam de técnicos especializados para poderem funcionar e ter sua manutenção, para puder manter a água com a pureza de 100%, os aparelhos trabalhando a contento”.
Ele destaca que enquanto em, outros estados, não estão conseguindo manter e nem ampliar tratamento de hemodiálise, “o Amapá está dando o exemplo, ampliando o atendimento de hemodiálise, no segundo maior município do estado, Santana”.
Desde julho de 2015, a unidade de nefrologia do Hospital das Clínicas Alberto Lima (Hcal), em Macapá, passou a contar com o efetivo de 11 médicos para suprir a demanda. O setor atende a pacientes em três turnos, de segunda a sábado, e conta com o suporte de 36 máquinas de hemodiálise, conforme a instituição.
“São quatro turnos de pacientes renais se revezando aqui na Nefrologia de Macapá. Dos quais quase cem são pacientes que atravessam a Região Metropolitana, vindos de Mazagão, Santana e de seus entornos, de transporte veicular”.
Os pacientes santanenses só não serão 100 % atendidos totalmente em seu município devido à falta de médico nefrologista que é raro. “Esse será ainda a problemática a ser resolvida, a contratação de medico especialista, ficaremos atendendo a metade em Macapá.  Quanto aos outros especialistas o Estado está preparado para trabalhar, temos técnicos em enfermagem, enfermeiros, pessoas especializadas. Então, essa obra tem que ser festejada no instante em que se avança, superando os momentos de crise. Pode ter certeza que o custo de uma Nefrologia é maior do que o custo de uma creche. É Uma vez e meia para mantê-la, porém salvando vidas”.

Conjunto Macapaba 2
 
Serão entregues 2.218 NOVAS unidades habitacionais
A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf) informou recentemente que para a segunda fase do conjunto Macapaba, pertencente ao programa Minha Casa, Minha Vida, será entregue 2.218 unidades habitacionais. Somando com as 2.148 unidades da primeira fase já entregue, totaliza 4.366 e possa abrigar aproximadamente 25 mil pessoas, quando a segunda etapa do empreendimento for entregue. A parte de habitação da segunda fase está pronta, com previsão de entrega em setembro ou outubro deste ano.
Uma série de aparelhos sociais de urbanização, educação, saúde, segurança e serviços básicos está sendo trabalhada pelo governo estadual para que o Conjunto Habitacional Macapaba.

O primeiro desses equipamentos sociais já está concluído e pôs fim a um grande tormento para os 12 mil moradores das 2.148 casas e apartamentos. A falta de água, devidamente tratada, era recorrente desde a entrega em 2014.
A primeira etapa do conjunto, foi entregue com muitas falhas uma delas foi a inexistência de escolas para receber as crianças, jovens e adultos que estudam em outras regiões da cidade e passaram a residir no Macapaba os obrigando a aumentar a despesa familiar com passagens de coletivo diariamente.
A fase 2 já tem em construção duas escolas no conjunto habitacional e devem ser concluídas até o mês de agosto, quanto será dado início as aulas regulares para os alunos moradores do conjunto.
O secretário João Henrique da Seinf destacou a reportagem que serão licitadas mais duas escolas do Ensino Fundamental I e II e Creche. Além de uma Unidade de Saúde. “Teremos mais ou menos uns 30 mil moradores no Conjunto Macapaba. Estamos licitando também uma UBS tipo 4, vamos construir seis abrigos de passageiros, já estão licitados, so falta a emissão da Ordem de Serviço e o Terminal de Ônibus e Creche”.
Todos esses equipamentos urbanos são investimentos que deveriam ser específicos do município, mas de acordo com o titular da Seinf, o Estado vai construir e entregar esses equipamentos a população. “São investimentos que montam na ordem de R$ 28 milhões e 200 mil, só dos recursos próprios do governo do Estado.
As obras de ambas as escolas estão orçadas em mais de R$ 8 milhões e fazem parte do projeto inicial que inclui a construção de posto policial e unidade de saúde no residencial.
O prédio que vai atender o ensino fundamental, e terá 12 salas com capacidade para 25 alunos cada. O espaço contará com laboratório de informática, biblioteca, quadra poliesportiva e setores administrativos. Já a escola de ensino médio terá 12 salas com capacidade para 50 alunos cada, além de laboratórios, salas de informática e quadra esportiva.
O Conjunto Macapaba terá a mesma função do Conjunto Mucajá, a retirada de moradores das áreas de ressaca. “O Mucajá, não foi concluído a urbanização da área que foi remanejada e tem recursos para isso, teria de ser construído um centro comercial e asfaltamento das ruas”.
Nesta segunda fase do Macapaba, receberá mais de 370 famílias moradores da bacia do Canal do jandiá e da invasão do “Zeca Diabo”. “Serão duas as áreas que tem moradias insalubre Canal do Jandiá e “Zeca Diabo”. Será feito o georreferenciamento dessas áreas, mas a Prefeitura de Macapá tem que ficar atenta e não deixar que seja de novo ocupada. Pois é um canal que faz a drenagem das águas pluviais. Ele assoreado contribui para os alagamentos dos bairros do entorno, nos períodos invernosos”.
Com a saída dos ocupantes, a responsabilidade passa a ser da Prefeitura de Macapá em fazer a urbanização do local e assim não tem abertura para invasão.


Píer do Santa Inês



O governador Waldez Góes, determinou que fosse feita todas as intervenções nas obras da Orla de Macapá, porém quanto ao Píer do Santa Inês ele não está incluído no grande projeto da Orla de Macapá, devido a problemas seríssimos quanto a estrutura que foi construída.
A obra foi abandonada pelo governo Camilo Capiberibe, por problemas estruturais, devido ao procedimento executivo da laje do píer. Pois, é na estrutura de vigamento vertical do Píer onde se percebe os maiores impactos do projeto.
Os vãos entre as vigas são concretados, criando uma espécie de barreira para a condição natural das correntes do rio Amazonas, implicando na formação de uma bacia de intensa deposição de sedimentos.
“A laje que deveria ser construída em tipo convencional, foi feita pré-moldada, e as estacas, sem suporte para aquentar o ‘baque” das ondas e dos mares do Rio Amazonas. A empresa responsável pela construção, abandonou a obra e conseguimos rescindir o contrato e estamos apurando, logicamente a responsabilidades”, informou João Henrique.
Os projetos de retorno das obras do píer também estão também em fase de conclusão para serem licitadas a sua recuperação. O secretário João Henrique, informou que deverá sofrer importantes modificações técnicas nas obras mas que tem recuperação. “Refizemos todos os estudos de cálculos estruturais para recuperarmos o que ali foi mal feito. Inclusive será um item, com detalhe que não podemos concluir essa obra sem apurar as responsabilidades. Pois foi um erro do projeto executivo, que vai causar um prejuízo ao erário público. Portanto dentro da planilha da retomada e da conclusão do píer do Santa Inês, deverá constar de laje e de escavação de estacas do referido projeto”. 



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