OBRAS NA ORLA DE MACAPÁ
Revitalização
começara no segundo semestre
Reinaldo Coelho
A destruição do calçadão da Orla de Macapá, desde
Complexo da Cidade Nova ao do Araxá, pela força do Rio Amazonas, onde vários
pontos das calçadas se transformaram em enormes crateras. Além de bares, casas,
asfalto e outras estruturas construídas ao redor da orla na região, é um
problema histórico que existe praticamente desde que começou o processo
urbanístico na área.
As fortes ondas que batem com força no muro de
contenção já destruído apressam o processo de erosão no local. Nesta semana
mais um pedaço da calçada afundou e desmoronou, causando perigo aos moradores e
visitantes que passam pelo local.
O
governador Waldez Góes, determinou que fosse feita todas as intervenções nas
obras da Orla de Macapá, revitalização da Orla de Macapá em um trecho de 6 km
da Cidade Nova ao Complexo do Araxá, passando pelas do Pier Santa Inês e o Muro
de Arrimo do Aturiá.
A Orla de Macapá
O projeto para revitalização da Orla de Macapá foi
finalizado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf), enviado para a
Procuradoria Geral do Estado (PGE) para o parecer jurídico e de acordo com o
titular da Seinf , João Henrique, a previsão é que a licitação ocorra este mês
e as obras tenham início no segundo semestre.
Orçado em mais de R$ 6 milhões, o projeto compreende a revitalização de
toda a frente da capital, do bairro Perpétuo Socorro ao Araxá.
O trecho mais comprometido está entre o Perpétuo Socorro e o Cidade
Nova, onde a força do Rio Amazonas tem causado uma erosão que está próxima de
chegar ao asfalto.
“A natureza, somada a falta de
manutenção nos últimos anos, deixou a situação crítica. Além da frente da
cidade ser um cartão postal, ela tem uma grande circulação de pedestres, que
muitas vezes estão em risco ao caminhar por esses calçadões”, avaliou o titular
da Seinf.
O secretário João Henrique, acrescenta que a partir do Araxá até a
Avenida Setentrional terá a continuação da construção do Muro de Arrimo do
Aturiá, que de acordo com secretário terá agora o financiamento do BNDES. “Destaquemos que a obra iniciada pelo
governo antecessor, não tinha projeto do muro aprovado pelo BNDES. Somente agora
após esforço da atual gestão, através da Seplan, para aprovação dessas obras,
Orla de Macapá e Muro de arrimo, conseguimos que o BNDES aprovasse os projetos.
O governo anterior se dizia, utilizava-se os recursos e obras não estavam
aprovadas. Isso levava o GEA a devolver recursos, Por isso, quanto ao Aturiá
está devidamente aprovado, estamos na fase final de legalização de
documentação, para ser remitir a Ordem de Serviço para continuação das obras do
muro”.
A comunidade tem
que colaborar
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| João Henrique Pimentel ,l secretário de Infraestrutura do estado |
As aberturas feitas pela força da natureza têm sido ‘preenchidas” pela
ação humana que seguem acumulando lixo nas crateras.
O aposentado João Ferreira, de 51 anos, contou que diariamente precisa
trafegar pela orla da cidade, e que algumas vezes é necessário sair da calçada
e andar pela rua para driblar os buracos formados.
"Aqui a gente
corre muito risco com esses buracos. As crianças, principalmente, de cair e se
bater. Quando dá a maré cheia do rio, isso aqui fica só água. Tem gente que
dorme por aqui e corre risco até de se afogar. As pessoas jogam muito lixo, é
pneu, vaso, sofá e até lixo de casa mesmo. Isso aumenta o risco de várias
doenças", disse Ferreira.
Nos buracos há restos de madeira, galhos de árvores, baldes, garrafas
plásticas e de vidro, e sacolas plásticas. O cenário tornou-se comum na região,
falou o aposentado.
Clínica
de Nefrologia
A angustia que familiares e
dependentes diários do serviço de hemodiálise de Santana e que
tem que percorrer 7 quilômetros até Macapá para poderem ser atendidos estão
acabando. Será inaugurada a Clínica de Nefrologia de Santana no dia 12 de
junho.
"Os
pacientes de Santana precisam bastante dessa obra porque existem cerca de 60 no
município que precisam fazer este exame. A obra é a nossa prioridade.
Fisicamente pode não ser uma obra gigantesca, mas tem uma repercussão social
muito favorável”, avaliou o secretário da Seinf, João Henrique.
Iniciada em 2011, a obra foi
paralisada em 2013, após identificação de irregularidades no projeto inicial,
de acordo com o secretário de Infraestrutura João Henrique.
"O
antigo projeto não cumpria as normativas do Ministério da Saúde, como falta de
acessibilidade e problemas de estrutura. Por isso ele foi considerado
irregular. Perante isso, retomados o planejamento, atualizamos todos os tópicos
e hoje ela está habilitada e será entregue para a população",
afirmou.
O secretário da Seinf informou
que a construção da Nefrologia deve ser finalizada, porém os equipamentos e os
especialistas têm que ser montados. “Uma clínica de Nefrologia trabalha com
equipamentos de alta tecnologia e de preços altos. Precisam de técnicos
especializados para poderem funcionar e ter sua manutenção, para puder manter a
água com a pureza de 100%, os aparelhos trabalhando a contento”.
Ele destaca que enquanto em,
outros estados, não estão conseguindo manter e nem ampliar tratamento de
hemodiálise, “o Amapá está dando o exemplo, ampliando o atendimento de hemodiálise,
no segundo maior município do estado, Santana”.
Desde julho de 2015, a unidade
de nefrologia do Hospital das Clínicas Alberto Lima (Hcal), em Macapá, passou a
contar com o efetivo de 11 médicos para suprir a demanda. O setor atende a
pacientes em três turnos, de segunda a sábado, e conta com o suporte de 36
máquinas de hemodiálise, conforme a instituição.
“São quatro turnos de
pacientes renais se revezando aqui na Nefrologia de Macapá. Dos quais quase cem
são pacientes que atravessam a Região Metropolitana, vindos de Mazagão, Santana
e de seus entornos, de transporte veicular”.
Os pacientes santanenses só
não serão 100 % atendidos totalmente em seu município devido à falta de médico
nefrologista que é raro. “Esse será ainda
a problemática a ser resolvida, a contratação de medico especialista, ficaremos
atendendo a metade em Macapá. Quanto aos outros especialistas o Estado
está preparado para trabalhar, temos técnicos em enfermagem, enfermeiros,
pessoas especializadas. Então, essa obra tem que ser festejada no instante em
que se avança, superando os momentos de crise. Pode ter certeza que o custo de
uma Nefrologia é maior do que o custo de uma creche. É Uma vez e meia para
mantê-la, porém salvando vidas”.
Conjunto Macapaba 2
A Secretaria de Estado de
Infraestrutura (Seinf) informou recentemente que para a segunda fase do
conjunto Macapaba, pertencente ao programa Minha Casa, Minha Vida, será
entregue 2.218 unidades habitacionais. Somando com as 2.148 unidades da
primeira fase já entregue, totaliza 4.366 e possa abrigar aproximadamente
25 mil pessoas, quando a segunda etapa do empreendimento for entregue. A parte
de habitação da segunda fase está pronta, com previsão de entrega em setembro
ou outubro deste ano.
Uma série de aparelhos sociais
de urbanização, educação, saúde, segurança e serviços básicos está sendo
trabalhada pelo governo estadual para que o Conjunto Habitacional Macapaba.
O primeiro desses equipamentos
sociais já está concluído e pôs fim a um grande tormento para os 12 mil
moradores das 2.148 casas e apartamentos. A falta de água, devidamente tratada,
era recorrente desde a entrega em 2014.
A primeira etapa do conjunto,
foi entregue com muitas falhas uma delas foi a inexistência de escolas para receber
as crianças, jovens e adultos que estudam em outras regiões da cidade e
passaram a residir no Macapaba os obrigando a aumentar a despesa familiar com
passagens de coletivo diariamente.
A fase 2 já tem em construção
duas escolas no conjunto habitacional e devem ser concluídas até o mês de
agosto, quanto será dado início as aulas regulares para os alunos moradores do
conjunto.
O secretário João Henrique da
Seinf destacou a reportagem que serão licitadas mais duas escolas do Ensino
Fundamental I e II e Creche. Além de uma Unidade de Saúde. “Teremos mais ou
menos uns 30 mil moradores no Conjunto Macapaba. Estamos licitando também uma
UBS tipo 4, vamos construir seis abrigos de passageiros, já estão licitados, so
falta a emissão da Ordem de Serviço e o Terminal de Ônibus e Creche”.
Todos esses equipamentos
urbanos são investimentos que deveriam ser específicos do município, mas de
acordo com o titular da Seinf, o Estado vai construir e entregar esses
equipamentos a população. “São investimentos que montam na ordem de R$ 28
milhões e 200 mil, só dos recursos próprios do governo do Estado.
As obras de ambas as escolas
estão orçadas em mais de R$ 8 milhões e fazem parte do projeto inicial que
inclui a construção de posto policial e unidade de saúde no residencial.
O prédio que vai atender o
ensino fundamental, e terá 12 salas com capacidade para 25 alunos cada. O
espaço contará com laboratório de informática, biblioteca, quadra poliesportiva
e setores administrativos. Já a escola de ensino médio terá 12 salas com
capacidade para 50 alunos cada, além de laboratórios, salas de informática e
quadra esportiva.
O Conjunto Macapaba terá a
mesma função do Conjunto Mucajá, a retirada de moradores das áreas de ressaca. “O Mucajá, não foi concluído a urbanização
da área que foi remanejada e tem recursos para isso, teria de ser construído um
centro comercial e asfaltamento das ruas”.
Nesta segunda fase do
Macapaba, receberá mais de 370 famílias moradores da bacia do Canal do jandiá e
da invasão do “Zeca Diabo”. “Serão duas
as áreas que tem moradias insalubre Canal do Jandiá e “Zeca Diabo”. Será feito
o georreferenciamento dessas áreas, mas a Prefeitura de Macapá tem que ficar
atenta e não deixar que seja de novo ocupada. Pois é um canal que faz a
drenagem das águas pluviais. Ele assoreado contribui para os alagamentos dos
bairros do entorno, nos períodos invernosos”.
Com a saída dos ocupantes, a
responsabilidade passa a ser da Prefeitura de Macapá em fazer a urbanização do
local e assim não tem abertura para invasão.
Píer do Santa Inês
O governador Waldez Góes,
determinou que fosse feita todas as intervenções nas obras da Orla de Macapá,
porém quanto ao Píer do Santa Inês ele não está incluído no grande projeto da
Orla de Macapá, devido a problemas seríssimos quanto a estrutura que foi
construída.
A obra foi abandonada pelo
governo Camilo Capiberibe, por problemas estruturais, devido ao procedimento
executivo da laje do píer. Pois, é na estrutura de vigamento vertical do Píer
onde se percebe os maiores impactos do projeto.
Os vãos entre as vigas são
concretados, criando uma espécie de barreira para a condição natural das
correntes do rio Amazonas, implicando na formação de uma bacia de intensa
deposição de sedimentos.
“A
laje que deveria ser construída em tipo convencional, foi feita pré-moldada, e
as estacas, sem suporte para aquentar o ‘baque” das ondas e dos mares do Rio
Amazonas. A empresa responsável pela construção, abandonou a obra e conseguimos
rescindir o contrato e estamos apurando, logicamente a responsabilidades”,
informou João Henrique.
Os projetos de retorno das
obras do píer também estão também em fase de conclusão para serem licitadas a
sua recuperação. O secretário João Henrique, informou que deverá sofrer
importantes modificações técnicas nas obras mas que tem recuperação. “Refizemos todos os estudos de cálculos
estruturais para recuperarmos o que ali foi mal feito. Inclusive será um item,
com detalhe que não podemos concluir essa obra sem apurar as responsabilidades.
Pois foi um erro do projeto executivo, que vai causar um prejuízo ao erário
público. Portanto dentro da planilha da retomada e da conclusão do píer do
Santa Inês, deverá constar de laje e de escavação de estacas do referido
projeto”.





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