CONTRA
A FERRUGEM DO CORPO: PLANTAS ANTOXIDANTE E BIOFLAVONÓIDES
Vivemos
envolvidos pelo estresse dos diversos tipos de poluentes presentes no meio
ambiente: no ar, na água e nos alimentos. Os medicamentos sintéticos ou
alopáticos, obtidos da indústria farmacêutica, são acrescidos de outras
substâncias que lhe conferem efeitos adversos tóxicos. Os pensamentos e emoções
negativos também geram estresse.
Para
se contrapor a esse estresse oxidativo, além da mudança de hábitos e de um
estilo de vida mais saudável, necessitamos eliminar continuamente os radicais
livres resultantes do metabolismo e da influência maléfica do ambiente que nos
envolve.
Assim
como possuímos no corpo o nosso sistema de defesa -- o sistema imunológico --,
as plantas também desenvolveram um sistema de defesa, produzindo substâncias
que as protegem da ação dos predadores e dos germes do ambiente. Um dos
pricipais princípios ativos das plantas medicinais é o grupo dos flavonóides, que por possui a função de
proteção contra agressões e poluição
ambiente (calor, frio, radiação, radicais livres).
Essa proteção dada às plantas pelos
flavonoides decorre de sua potente ação antioxidante e inibidora de radicais
livres, propriedade essa que pode ser empregada no combate e prevenção de doenças
degenerativas, envelhecimento e agressões celulares.
Mas
para possuir essa poderosa propriedade a planta tem que ser utilizada na sua
integralidade, no seu chamado “fitocomplexo”,
que agirá através da ação benéfica do conjunto de componentes em harmonia e
perfeita sinergia (combinando, completando e potencializando os efeitos)
Assim
como as plantas se defendem dos efeitos nocivos e desequilibrantes das
radiações, poluição e outras agressões externas, através da produção de
fitohormonios e flavonóides, o ser
humano pode utilizar essas mesmas substâncias para defender-se, tratar-se e até
curar-se das doenças auto-agressivas ou degenerativas.
Os
bioflavonóides são pigmentos considerados potentes antioxidantes, capazes de
reduzir ou inibir a oxidação celular, impedindo a lesão das membranas e a
parede dos vasos sanguíneos (endotélio). As enfermidades que respondem aos
flavonóides são as crônico-degenerativas, tais como a Diabetes II, Hipertensão,
Distúrbios Circulatórios Periféricos, Tromboflebites, Varizes, etc.
URTIGA (U. dioica) UVA (V. vinifera)
(Fonte:Wikipedia)
A ação farmacológica dos flavonoides
possuindo três propriedades: a) ação sobre os capilares venosos; b) ação em
distúrbios cardíacos e circulatórios; c) ação antiespasmódica. Uma das
variedades de bioflavonóides, as antocianidinas, encontradas na uva (Vitis vinifera) e hamamélis(H. vigininiana) e Ginkgo (G. biloba), possuem papel vasoprotetor e
reduzindo a permeabilidade capilar, atenuando hemorragia, fragilidade capilar e
insuficiência venosa.
Outra
ação importante nas doenças degenerativas seria na estabilização das fibras
colágenas dos vasos e do tecido conjuntivo, ajudando a circulação periférica e
atuando na formação e proteção capilar. Essa propriedade dos flavonoides se
processa junto com o ácido ascórbico
(Vitamina C), formando o Complexo P (citroflavonóides), que só ocorre
quando a planta é usada no seu todo, comendo as frutas ao natural, presente nas
frutas cítricas (limão, laranja, acerola)e nas frutas vermelhas (amoras), como
o Cranberry.
As
plantas que possuem os flavonóides além da ação protetora dos vasos possuem
outras utilidades, tais como diuréticas, antiespasmódicas, estrogênicas,
hipoglicemiantes, hemostáticas, adstringente, vasoconstritora e antiinflamatórias. Entre as plantas que se
incluem nessas propriedades temos: o espinheiro-alvar (Crataegus oxyacantha), cavalinha (Equisetum arvense), urtiga (Urtica
dioca), sabugueiro (Sambucus nigra),
cebola. JARBAS ATAÍDE, Macapá-AP, 31.05.2017.
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