sábado, 26 de agosto de 2017

ARTIGO DO GATO



O drama de ser amazônida

O caboclo da Amazônia tem orgulho de ter nascido nessa porção de terra desse gigante chamado Brasil. O orgulho que carrega no peito é pela cultura rica da região, da bela culinária, de cardápio saboroso e variado. Mas esse amor tem um componente muito forte. O caboclo da Amazônia brigou para ser Brasileiro. No Amapá destacamos a galhardia e a valentia de Francisco Xavier da Veiga Cabral, Cabralzinho enfrentou os franceses. O Acre tem Plácido de Castro. Os acreanos foram pro pau para anexar o território acreano ao Brasil, a razão estava com os bolivianos, mas José Maria da Silva Paranhos (Barão do Rio Branco) foi hábil e diplomaticamente conquistou as terras acreanas com assinatura do conhecido tratado de Petrópolis. No Pará tivemos o movimento dos cabanos, cujo objetivo era lutar por melhores condições de vida (trabalho, moradia e comida) e para alcançar o objetivo os pobres de origem mestiça e índios se uniram as elites e foram pra front contra as tropas do governo central. Tombaram segundo historiadores cerca de 30 mil homens em cinco anos de luta sangrenta.
Apesar de toda essa história de luta, hoje o amazônida vive um drama. Ser inquilino dentro da sua própria casa. Na Amazônia o único que não pode nada e o amazônida. E pensar no bem estar desse povo, jamais, por aqui o que conta mesmo é o bioma amazônico. Detalhe: sem o homem, sentido literal. Agora com a decisão do governo Temmer de acabar coma RENCA-Reserva Nacional do Cobre e Associados para que essa reserva mineral gigantesca seja explorada, o mundo está vindo abaixo. É palpiteiro de toda a ordem dizendo como a Amazônia deve se comportar com relação a exploração de suas potencialidades econômicas. O dublê de ator Victor Fasano gravou vídeo esculhambando o presidente pela decisão. Ela fala em devastação da floresta. Fafá de Belém faz coro a esse discurso bem articulado pelas ONGS internacionais. E o caboclo do Norte?
O que fica patente nessas manifestações é que tudo interessa na biodiversidade amazônica, menos o homem. A concentração populacional da Amazônia está nas capitais. No interior um vazio demográfico e por que o caboclo não quer ficar no interior? Por que não há condições dignas de morar nas grimpas da Amazônia. Falta tudo, inclusive em muitos casos a presença do estado nacional. O homem da Amazônia vive mau, sem saúde, educação, segurança, moradia, saneamento, tecnologia. O que temos nessa parte da Amazônia é terra, árvove, rio, minério e animais irracionais, pois os racionais não interessam ao Brasil.
Quando vejo essas personalidades se posicionando contrário a uma ação empreendedora na Amazônia é porque eles estão preocupados com o bem estar deles, nunca do caboclo daqui. Infelizmente essa a realidade é corroborada com uma legislação ambiental castradora. Na verdade o que se pode por essas bandas. O que os gringos aceitem.

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