segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Artigo do Marco Antônio

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O TALENTO VELADO DO BRASIL

Por Marco Antônio
Há uma premente necessidade de se criar uma “moeda” cultural onde se possa dar apoio a todos os grupos artísticos e culturais do Brasil, para que possamos mostrar a essência e o talento de nosso povo, a grandiosidade de nossas histórias e natureza, cenários ávidos de exploração turística e carentes de uma consistente exploração ao mundo. Que busca sôfregos por conhecê-los.

A cultura brasileira em sua essência seria composta por uma diversidade cultural, fruto dessa aproximação que se desenvolveu desde os tempos de colonização, a qual como se sabe, não foi, necessariamente, um processo amistoso entre colonizadores e colonizados, entre brancos e índios, entre brancos e negros. Se for verdade que portugueses, indígenas e africanos estiveram em permanente contato, também é fato que essa aproximação foi marcada pela exploração e pela violência impostas a índios e negros pelos europeus colonizadores, os quais a seu modo tentavam impor seus valores, sua religião e seus interesses. Porém, ao retomarmos a ideia de cultura, adotada no início do texto, podemos afirmar que, apesar desse contato hostil num primeiro momento entre as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a diversidade da cultura brasileira no que diz respeito aos costumes, práticas, valores, entre outros aspectos que poderiam compor o que alguns autores chamam de caráter nacional. A cultura brasileira em sua essência seria composta por uma diversidade cultural, fruto dessa aproximação que se desenvolveu desde os tempos de colonização, e não foi, necessariamente, um processo amistoso entre colonizadores e colonizados, entre brancos e índios, entre brancos e negros. Se é verdade que portugueses, indígenas e africanos estiveram em permanente contato, também é fato que essa aproximação foi marcada pela exploração e pela violência impostas a índios e negros pelos europeus colonizadores, os quais a seu modo tentavam impor seus valores, sua religião e seus interesses.

Porém, ao retomarmos a ideia de cultura, adotada no início, podemos afirmar que, apesar desse contato hostil num primeiro momento entre as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a diversidade da cultura brasileira no que diz respeito aos costumes, práticas, valores, entre outros aspectos que poderiam compor o que alguns autores chamam de caráter nacional.


E quem são os mantenedores desse legado? O próprio povo, evidente, os descendentes das escoriações e do julgo. Mas, e também, os grupos de tradições, os artistas, que não apenas o mantém, mas possibilitam o reconhecimento dessa história, como também o podem fazer através do vanguardismo e do minimalismo, oportunizando sua inefável importância para o cerne do povo, brasileiro, neste caso. Mas, a quantas andam esses grupos, coletivos e associações prós culturais? Vivem se debatendo atrás de migalhas orçamentárias de tudo o quanto é lado. Os empresários, nem aí. Sem culpa alguma, permanecem angelicais, com suas viseiras, apoiando apenas aqueles que nem precisam mais de ajuda. Pois já podem caminhar com as suas próprias pernas, enquanto os pequenos grupos rastejam a sua frente! Muitos sucumbem. Ante a necessidade de sobreviver milhares se “acomodam” em outros afazeres profissionais, deixando o Brasil e o mundo órfão de multidões de artistas, afastados e traumatizados.


E o que seria a Moeda Cultural?Resta-nos buscar um conceito isonômico a partir das já conhecidas moedas sociais, que são uma alternativa, consideradas como um instrumento de Desenvolvimento do local onde é aplicada, onde sua circulação beneficia a redistribuição aos grupos de trabalho envolvidos.


A Moeda Cultural deveria tornar moldes que pudesse valorizar os segmentos menos favorecidos, diametralmente oposto ao que ocorre hoje, onde as empresas completamente estruturadas avançam em frenesi e com desespero aos escassos editais que ocorrem no país. Não são poucos, diriam uns. Acontece que tais empresas, além saberem com muita antecedência, com certeza, mantém uma equipe adestrada e hábil em desmontar e remontar os mesmos, ofertando documentos e respostas, em horas. Coisa que os pequenos produtores levam dias, por conta da engendrada parafernália de exigências contidas, que o fazem entregar no último segundo, Quando o fazem.


Tal moeda deveria reverter esse processo e abrir as portas das produções nacionais; apresentar os novos talentos ao mundo. Uma forma simples seria garantir um sistema de cotas (?), permitindo que certos números de pequenos produtores fossem abençoados com aquele incentivo. Melhor, os grandes até poderiam abocanhar seu quinhão, mas desde que apadrinhassem um pequeno produtor, fazendo-o participar da contenda. E sem o quê, o padrinho não teria acesso ao montante. São meditações, mas que não deixam de ter fundamento. Já pensaram o entrosamento cultural e artístico que teríamos? O aparecimento de novos Drummonds, Oscaritos e Cavalcantis. Ainda que só chegassem aos seus pés... Não seria de todo ruim!




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