O TALENTO VELADO DO
BRASIL
Por Marco Antônio
Há uma premente necessidade de se
criar uma “moeda” cultural onde se possa dar apoio a todos os grupos artísticos
e culturais do Brasil, para que possamos mostrar a essência e o talento de
nosso povo, a grandiosidade de nossas histórias e natureza, cenários ávidos de
exploração turística e carentes de uma consistente exploração ao mundo. Que
busca sôfregos por conhecê-los.
A cultura brasileira em sua essência
seria composta por uma diversidade cultural, fruto dessa aproximação que se
desenvolveu desde os tempos de colonização, a qual como se sabe, não foi,
necessariamente, um processo amistoso entre colonizadores e colonizados, entre
brancos e índios, entre brancos e negros. Se for verdade que portugueses,
indígenas e africanos estiveram em permanente contato, também é fato que essa
aproximação foi marcada pela exploração e pela violência impostas a índios e
negros pelos europeus colonizadores, os quais a seu modo tentavam impor seus
valores, sua religião e seus interesses. Porém, ao retomarmos a ideia de
cultura, adotada no início do texto, podemos afirmar que, apesar desse contato
hostil num primeiro momento entre as etnias, o processo de mestiçagem
contribuiu para a diversidade da cultura brasileira no que diz respeito aos
costumes, práticas, valores, entre outros aspectos que poderiam compor o que
alguns autores chamam de caráter nacional. A cultura brasileira em sua essência
seria composta por uma diversidade cultural, fruto dessa aproximação que se desenvolveu
desde os tempos de colonização, e não foi, necessariamente, um processo
amistoso entre colonizadores e colonizados, entre brancos e índios, entre
brancos e negros. Se é verdade que portugueses, indígenas e africanos estiveram
em permanente contato, também é fato que essa aproximação foi marcada pela
exploração e pela violência impostas a índios e negros pelos europeus
colonizadores, os quais a seu modo tentavam impor seus valores, sua religião e
seus interesses.
Porém, ao retomarmos a ideia de cultura,
adotada no início, podemos afirmar que, apesar desse contato hostil num
primeiro momento entre as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a
diversidade da cultura brasileira no que diz respeito aos costumes, práticas,
valores, entre outros aspectos que poderiam compor o que alguns autores chamam
de caráter nacional.
E quem são os mantenedores desse
legado? O próprio povo, evidente, os descendentes das escoriações e do julgo.
Mas, e também, os grupos de tradições, os artistas, que não apenas o mantém,
mas possibilitam o reconhecimento dessa história, como também o podem fazer
através do vanguardismo e do minimalismo, oportunizando sua inefável
importância para o cerne do povo, brasileiro, neste caso. Mas, a quantas andam
esses grupos, coletivos e associações prós culturais? Vivem se debatendo atrás
de migalhas orçamentárias de tudo o quanto é lado. Os empresários, nem aí. Sem
culpa alguma, permanecem angelicais, com suas viseiras, apoiando apenas aqueles
que nem precisam mais de ajuda. Pois já podem caminhar com as suas próprias
pernas, enquanto os pequenos grupos rastejam a sua frente! Muitos sucumbem.
Ante a necessidade de sobreviver milhares se “acomodam” em outros afazeres
profissionais, deixando o Brasil e o mundo órfão de multidões de artistas,
afastados e traumatizados.
E o que seria a Moeda
Cultural?Resta-nos buscar um conceito isonômico a partir das já conhecidas
moedas sociais, que são uma alternativa, consideradas como um instrumento de
Desenvolvimento do local onde é aplicada, onde sua circulação beneficia a
redistribuição aos grupos de trabalho envolvidos.
A Moeda Cultural deveria tornar
moldes que pudesse valorizar os segmentos menos favorecidos, diametralmente
oposto ao que ocorre hoje, onde as empresas completamente estruturadas avançam
em frenesi e com desespero aos escassos editais que ocorrem no país. Não são
poucos, diriam uns. Acontece que tais empresas, além saberem com muita
antecedência, com certeza, mantém uma equipe adestrada e hábil em desmontar e
remontar os mesmos, ofertando documentos e respostas, em horas. Coisa que os
pequenos produtores levam dias, por conta da engendrada parafernália de
exigências contidas, que o fazem entregar no último segundo, Quando o fazem.
Tal moeda deveria reverter esse
processo e abrir as portas das produções nacionais; apresentar os novos
talentos ao mundo. Uma forma simples seria garantir um sistema de cotas (?),
permitindo que certos números de pequenos produtores fossem abençoados com
aquele incentivo. Melhor, os grandes até poderiam abocanhar seu quinhão, mas
desde que apadrinhassem um pequeno produtor, fazendo-o participar da contenda.
E sem o quê, o padrinho não teria acesso ao montante. São meditações, mas que
não deixam de ter fundamento. Já pensaram o entrosamento cultural e artístico
que teríamos? O aparecimento de novos Drummonds, Oscaritos e Cavalcantis. Ainda
que só chegassem aos seus pés... Não seria de todo ruim!

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