Crer no que não se vê. Isso
não vale para político.
Sabemos a direção da brisa pelo balançar das folhas de uma árvore. O
caminho do vento é oculto à nossa visão. Não podemos vê-lo, mas o sentimos.
Da mesma forma Deus está agindo continuamente em favor de seus filhos, mas nem
sempre de forma visível. Por isso, mesmo que seus olhos não vejam, creia,
porque o Senhor está́ operando.
O homem tem problemas para aceitar essa simplicidade. Deus se relaciona
conosco por fé, ao confiarmos no que não vemos. Esse ensinamento da fé
religiosa deveria ser real nas ações políticas de nossos políticos. Pois ao lhe
darmos um mandato eles ficam quatro anos longe de seus eleitores e suas ações
que “deveriam” ser em benefício do povo, e que não vemos o que ali fazem, tem se
revelado que são em benefício próprio, ao contrário de DEUS que atua em nosso
benefício e salvação.
Há anos, diariamente temos notícias de roubalheiras e desvios de
recursos públicos em todas as esferas de governo brasileiro. Do presidente da
República ao prefeito de um município de 5.000 habitantes são acusados de
corrupção, formação de quadrilha e desvios de dinheiro. Dos maiores empresários
aos pequenos “baiuqueiros” moldam seus interesses financeiros em prejuízo ao
seu cliente, a quem deveriam beneficiar para conquistá-lo.
Eu que tive minha infância, adolescência e juventude vividos sob
governos autoritários, nasci em novembro de 1954, dois meses após o suicido de
Getúlio Vargas (24/08/1954), passei pelas Intentonas Comunistas de Jânio e João
Goulart, estudei sob a chibata do General Luiz Mendes e do Ivanhoé Gonçalves
Martins representantes da ditatura Militar no Amapá, instalada no Brasil em
1964, tinha na época 10 anos. Mas não abaixamos a cabeça. Lembro quando
estudávamos no IETA, fomos chamados a comparecer a um encontro no Ginásio
Coberto Paulo Conrado para um ato que teria a presença do governador Ivanhoé
Martins, ele foi vaiado continuamente, a banda de música tentou abafar os
impropérios, mas o governador teve que se retirar.
Os jovens estudantes dos grêmios escolares, sempre faziam seus protestos
manifestações e recebiam ameaças oficiais, mas persistiam, até os últimos
suspiros militares e continuamos em todos os governos que se sucederam a República.
Fico perplexo hoje e me pergunto, o que aconteceu com a juventude desse
nosso Brasil e do Amapá, calados, sem ação e até sem graça. Nos tempos de AI5
muitos jovens morreram na esperança de ver um Brasil livre, o que vemos hoje?
Jovens encolhidos dentro de si, sem atitudes, sem objetivos, sem ação e sem
ideais, vazios e de boca calada.
O que motiva estes jovens? Nada! E aí?
Mortes, acidentes, enchentes, desastres ecológicos, hospitais lotados,
segurança sem estruturas... fazem parte do nosso dia-a-dia..., está nas ruas
para todos verem a qualquer hora.
Este nosso povo desafia qualquer lei de sobrevivência e de existência,
onde o pobre honesto trabalha para sustentar o rico desonesto que se deleita em
paraísos de todos os tipos, sem falar de empresários e banqueiros famintos por
extorquir o povo com seus lucros exorbitantes, se não os tivessem fechariam
seus negócios.
Em quem vai nos defender disso tudo?
Os que deveriam fazer isso pelo poder do voto a eles concedido pelas
falsas promessas eleitorais aderem à corrupção. A Justiça julga, condena, mas é
lenta, são mais de dez anos para colocar os corruptos na cadeia e com dois anos
estão em liberdade.
Enfim, a corrupção tem que ser um crime hediondo e as penas aplicadas
não devem merecer redução.

Nenhum comentário:
Postar um comentário