domingo, 6 de agosto de 2017

Artigo do Rei






Crer no que não se vê. Isso não vale para político.

Sabemos a direção da brisa pelo balançar das folhas de uma árvore. O caminho do vento é oculto à nossa visão. Não podemos vê-lo, mas o sentimos. Da mesma forma Deus está agindo continuamente em favor de seus filhos, mas nem sempre de forma visível. Por isso, mesmo que seus olhos não vejam, creia, porque o Senhor está́ operando.
O homem tem problemas para aceitar essa simplicidade. Deus se relaciona conosco por fé, ao confiarmos no que não vemos. Esse ensinamento da fé religiosa deveria ser real nas ações políticas de nossos políticos. Pois ao lhe darmos um mandato eles ficam quatro anos longe de seus eleitores e suas ações que “deveriam” ser em benefício do povo, e que não vemos o que ali fazem, tem se revelado que são em benefício próprio, ao contrário de DEUS que atua em nosso benefício e salvação. 
Há anos, diariamente temos notícias de roubalheiras e desvios de recursos públicos em todas as esferas de governo brasileiro. Do presidente da República ao prefeito de um município de 5.000 habitantes são acusados de corrupção, formação de quadrilha e desvios de dinheiro. Dos maiores empresários aos pequenos “baiuqueiros” moldam seus interesses financeiros em prejuízo ao seu cliente, a quem deveriam beneficiar para conquistá-lo.
Eu que tive minha infância, adolescência e juventude vividos sob governos autoritários, nasci em novembro de 1954, dois meses após o suicido de Getúlio Vargas (24/08/1954), passei pelas Intentonas Comunistas de Jânio e João Goulart, estudei sob a chibata do General Luiz Mendes e do Ivanhoé Gonçalves Martins representantes da ditatura Militar no Amapá, instalada no Brasil em 1964, tinha na época 10 anos. Mas não abaixamos a cabeça. Lembro quando estudávamos no IETA, fomos chamados a comparecer a um encontro no Ginásio Coberto Paulo Conrado para um ato que teria a presença do governador Ivanhoé Martins, ele foi vaiado continuamente, a banda de música tentou abafar os impropérios, mas o governador teve que se retirar.
Os jovens estudantes dos grêmios escolares, sempre faziam seus protestos manifestações e recebiam ameaças oficiais, mas persistiam, até os últimos suspiros militares e continuamos em todos os governos que se sucederam a República.
Fico perplexo hoje e me pergunto, o que aconteceu com a juventude desse nosso Brasil e do Amapá, calados, sem ação e até sem graça. Nos tempos de AI5 muitos jovens morreram na esperança de ver um Brasil livre, o que vemos hoje? Jovens encolhidos dentro de si, sem atitudes, sem objetivos, sem ação e sem ideais, vazios e de boca calada.
O que motiva estes jovens? Nada! E aí?
Mortes, acidentes, enchentes, desastres ecológicos, hospitais lotados, segurança sem estruturas... fazem parte do nosso dia-a-dia..., está nas ruas para todos verem a qualquer hora.
Este nosso povo desafia qualquer lei de sobrevivência e de existência, onde o pobre honesto trabalha para sustentar o rico desonesto que se deleita em paraísos de todos os tipos, sem falar de empresários e banqueiros famintos por extorquir o povo com seus lucros exorbitantes, se não os tivessem fechariam seus negócios.
Em quem vai nos defender disso tudo?
Os que deveriam fazer isso pelo poder do voto a eles concedido pelas falsas promessas eleitorais aderem à corrupção. A Justiça julga, condena, mas é lenta, são mais de dez anos para colocar os corruptos na cadeia e com dois anos estão em liberdade.

Enfim, a corrupção tem que ser um crime hediondo e as penas aplicadas não devem merecer redução.

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