Morrendo pela boca
É o que está acontecendo literalmente com o povo brasileiro. Segundo o Instituto Nacional do Câncer 74% dos brasileiros acometidos dessa doença morrem em virtude da ingestão de alimentos contaminados por agrotóxico.
A situação da qualidade dos alimentos no Brasil é algo verdadeiramente preocupante e nossas autoridades o quanto antes devem se debruçar sobre esse assunto e encontrar saída para esse grave problema que, não só tem tirado a vida do brasileiro de forma precoce, como tem onerado a conta pública no setor Saúde.
Para que tenhamos uma ideia da dimensão do problema no Ranking dos 10 mais países no mundo que possui a maior produção de produtos orgânicos, o Brasil não aparece. Da América do Sul, nosso continente só o Uruguai e Argentina. Na América do Norte, apenas EUA e Canadá os outros cinco países são da Europa e a China representa o Oriente. Os Europeus que cuidam melhor da produção alimentícia são: Austrália, França, Itália, Alemanha e Espanha. Fonte (Revista Meio Ambiente)
Conversando com o Engenheiro Agrônomo, Luiz Cabral ele afirma que a luz amarela já acendeu no Brasil e recentemente esteve participando de um Congresso em Brasília cujo tema foi exatamente o cuidado que devemos ter com alimentos contaminados e incentivar o incremento da produção de alimento saudável, sem a presença de agrotóxico na lavoura familiar e nas pequenas propriedades. Tecnologias existem e precisam ser utilizadas pelos nossos agricultores afirma Cabral. O Amapá não está fora desse contexto. O governo estadual utilizando o mandato de deputada Marília Góes vai realizar uma audiência pública na Assembleia Legislativa para discutir o Projeto de Lei da Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica.
O objetivo do debate é promover, incentivar e fomentar o desenvolvimento da agroecologia e dos sistemas orgânicos de produção e extrativismo sustentável, assim como, a transição agroecológica. Para Waldez Góes coma deflagração desse processo o Estado estará dando sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida das populações urbanas.
O desafio desse tema é conciliar a lucratividade da agricultura extensiva com a produção orgânica das pequenas propriedades. Mas os desafios estão aí para serem superados ou pelo menos amenizados. Alimento é coisa séria e o brasileiro não pode morrer feito peixe, pela boca. Estamos de olho.

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