Homossexualidade é doença? E QUAL É A
CURA? A reversão sexual?
Por Marco Antônio
Não é a primeira vez que
o assunto vem à baila, mas gostaríamos, e muito, que fosse a última. O fato é
que não apenas o homossexualismo ganha evidencia, mas também aparecem outras
ramificações da sexualidade humana. E as letras da definição dos tendentes à
causa vai crescendo.
Mas, afinal, o que é a sexualidade humana, suas nuances, tabus,
aparências e transparências? No dia 17 de maio de 1990 a Organização Mundial de
Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças. Não
há muito tempo o mundo todo, até os países mais liberais, lidava com a questão
da opção sexual como caso de saúde pública. Já houve época em que o assunto era
tratado como, pasmem(!), doença mental. Em 1952, a Associação Americana de
Psiquiatria publicou, em seu primeiro Manual Diagnóstico e Estatístico de
Transtorno Mentais , que a homossexualidade era uma desordem, o que fez com que
a opção sexual fosse estudada por cientista, que acabaram falhando por diversas
vezes ao tentarem comprovar que a homossexualidade era, cientificamente, um
distúrbio mental. Com a falta desta comprovação, a Associação Americana de
Psiquiatria retirou a opção sexual da lista de transtornos mentais em 1973.
Em 1975, a Associação Americana de Psicologia adotou a mesma posição e
orientou os profissionais a não lidarem mais com este tipo de pensamento,
evitando preconceito e estigmas falsos. Porém, a Organização Mundial de Saúde
incluiu o homossexualismo na classificação internacional de doenças de 1977
(CID) como uma doença mental, mas, na revisão da lista de doenças, em 1990, a
opção sexual foi retirada. Por este motivo, o dia 17 de maio ficou marcado como
Dia Internacional contra a Homofobia.
Homofobia significa aversão irreprimível, repugnância, medo, ódio,
preconceito que as pessoas, ou grupos nutrem
contras homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais. Muitas vezes
aqueles que guardam estes sentimentos não definiram completamente sua
identidade sexual, gerando dúvidas e revolta, que são transferidas para aqueles
que já definiram suas preferências sexuais.
Etimologicamente, a palavra "homofobia" é composta por dois
termos distintos: homo, pseudo prefixo
de homossexual; e o grego phobos, que significa "medo",
"aversão" ou "fobia". O indivíduo que pratica a homofobia é
chamado de homofóbico. Pseudo significa falso, portanto, a homofobia, começa se
baseando em um desvio da palavra homos, levando-a a definir apenas os
homossexuais, quando na verdade a palavra Homo é o gênero que compreende a
espécie Homo sapiens , que inclui humanos modernos , bem como várias espécies
extintas classificadas como ancestrais ou intimamente relacionadas com os seres
humanos modernos, principalmente Homo erectus.
A homofobia continua a ser um problema no mundo inteiro e, ao que tudo
indica, foi um dos motivos que levaram Omar Mateen a matar 50 pessoas e deixar
outras 53 feridas em uma ataque a mão armada na boate Pulse, em Orlando,
Estados Unidos, ocorrido no dia 12/06/2016. Conforme relato do pai do atirador,
recentemente Omar havia demonstrado descontentamento ao ver dois homens se
beijando na cidade de Miami. Também foi revelado que Omar frequentava a própria
boate Pulse com certa regularidade e que utilizava aplicativos de celular
voltados para o público gay.
Ainda se discute se este foi um ataque terrorista (o Estado Islâmico
assumiu a autoria do ataque, apesar de não haver ligações diretas entre Omar e
o grupo), mas esse relato e o alvo escolhido por Omar sugerem que se trata
também de um ataque de cunho homofóbico.
A Bíblia condena a fornicação, quer entre pessoas do mesmo sexo quer
entre pessoas de sexos diferentes. (1 Coríntios 6:18), no entanto, há passagens
que parecem não se importar com isso, como nestes versos em que Saul está
enfurecido pelas práticas homossexuais de seu filho com Davi. Ele diz,
"não sei eu que tens elegido o filho de Jessé, para vergonha tua e para
vergonha da nudez de tua mãe?" [I Sm 20:30]. Davi e Jônatas "beijaram-se
um ao outro e choraram juntos" quando se separaram pela última vez. [I Sm
20:41].
Muitos gays, aceitos ou não em seus tempos, contribuíram em vários
campos do conhecimento, como nas artes, filosofia, e em áreas das ciências
exatas e biológias. Alguns puderam assumir sua orientação sexual sem sofrer
maiores consequências, enquanto outros foram perseguidos e há um terceiro grupo
de personagens históricos cuja sexualidade é objeto de especulação até os dias
de hoje. Tais como Leonardo Da Vinci, vários biógrafos afirmam
que o brilhante artista era gay;
Michelangelo, praticamente um conterrâneo de Leonardo Da Vinci, o
pintor, escultor e poeta Michelangelo dedicou vários sonetos ao seu companheiro
de vida, Tommaso de Cavallieri; Nicolau Maquiavel, o influente filósofo
italiano Nicolau Maquiavel foi obrigado a esconder sua sexualidade por toda a
vida. Ele é autor do clássico "O Princípe", um dos tratados políticos
mais fundamentais elaborados pelo pensamento humano, com papel crucial na
construção do conceito de Estado moderno; Alan Turing, o pai da computação
trabalhou durante a Segunda Guerra para a inteligência britânica para quebrar
os códigos de mensagens secretas dos alemães. Por conta de sua
homossexualidade, sofreu um processo criminal em 1952 e teve que passar por
tratamento com hormônios femininos e castração química para não ir à prisão.
Sua vida foi retratada no filme "O Jogo da Imitação".
E assim, questionamos e deixamos em aberto a pergunta do título deste
artigo. E mais outra: Diante das catástrofes causadas pelos homo sapiens,
corrupções, mortes por descasos e desvios de verbas, isso realmente é uma
prioridade?

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