ADOTE UMA ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE
LUIZ CABRAL
Uma alimentação consciente tem razão direta com a forma de
produção sustentável - ou seja, que
tenha base ecológica, com hábitos
alimentares saudáveis e consumo
responsável. Um consumidor consciente busca mais do que uma alimentação isenta de
agroquímicos e de produtos transgênicos
perniciosos à saúde humana, procura aspectos antes pouco valorizados no
consumo, como segurança alimentar e nutricional, condições de trabalho, higiene,
qualidade e confiabilidade dos produtos, que assumiram fatores de grande
relevância para tomada de decisão no momento da compra. Hoje o consumidor consciente
está preocupado em saber de onde vêm o
alimento consumido e como é produzido.
As pessoas que buscam esta alternativa de consumo, são pessoas com bom nível de formação e
informação, que fazem suas escolhas alimentares preocupados com a saúde e com a
qualidade de vida, assim como com os aspectos ambientais e sociais vinculados à
produção. Entretanto, pesquisas apontam que apenas de 5% dos consumidores brasileiros
podem ser considerados conscientes no quesito alimentação. Essas pessoas de
destacam da maior parte da população por transformar em prática valores com os
quais acreditam e se identificam, têm uma preocupação bastante clara quanto a busca da máxima
preservação possível dos recursos naturais da nossa “Mãe Terra”, utilizados na produção de alimentos, única
garantia de sobrevivência das gerações futuras.
Nesse campo, as
pesquisas revelam que a maioria da população não conhece a procedência do
alimento que está levando à mesa. Também não sabe que quase todos os derivados
de milho e soja consumidos no país já são transgênicos. Segundo resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA), os produtos que contenham pelo menos 1% de ingrediente
transgênico informem, no rótulo, dentro de um triângulo amarelo, a letra T,
como forma de orientar os consumidores.
As sementes transgênicas são produzidas através de
manipulação genética com o único
propósito para altas respostas aos
agrotóxicos, contribuindo decisivamente para o aumento da uniformidade genética, da
diminuição da biodiversidade e da ampliação da monocultura, o que leva a um
ciclo de doenças, pragas e cada vez maior necessidade de venenos e
fertilizantes. Este violento processo de modernização da agricultura,
elevou o Brasil a ser o maior consumidor
mundial de agrotóxicos. Todos os ano, em média, 1 milhão de toneladas de
venenos são utilizados no campo para produção de “alimentos”.
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