sábado, 25 de novembro de 2017

PNAD Contínua: taxa de desocupação no Amapá fica em 16,6% no 3º trimestre/2017

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PNAD Contínua: taxa de desocupação no Amapá fica em 16,6% no 3º trimestre/2017

Da Editoria

O Estado do Amapá apresentou no 3º trimestre de 2017, a taxa de desocupação (16,6%) – uma redução de 0,5 ponto percentual em comparação com o 2º trimestre de 2017 (17,1%) e elevação de 1,7 ponto percentual frente ao 3º trimestre de 2016 (14,9%).
Das 363 mil pessoas na força de trabalho, 303 mil estavam ocupadas e 60 mil desocupadas. As mulheres representavam 55,6% das pessoas desocupadas (34 mil).
No Amapá 40% das pessoas desocupadas estavam procurando emprego a 2 anos ou mais. Na média nacional, esse contingente é de 22%.
Pessoas de 18 a 24 anos são 39% das pessoas desocupadas. Em seguida vem o grupo de 25 a 39 anos com 38% dos desocupados.
As pessoas com ensino fundamental completo apresentam taxa de desocupação de 24,3%. São 7,7 pontos percentuais acima da média geral do Estado. As pessoas com ensino superior completo apresentam taxa de desocupação de 9%.
Pretos e pardos totalizam 86,3% das pessoas desocupadas no Amapá. São 22,6 pontos percentuais acima da média nacional (63,7%). Em números absolutos, São 47 mil pessoas de cor ou raça parda e 5 mil de cor ou raça preta desocupadas neste trimestre divulgado. 8 mil de cor ou raça branca. A taxa de desocupação de pardos ficou em 17,5%, de pretos é 14,8% e de brancos, 13,6%.
Entre as pessoas ocupadas, 88 mil eram empregadas no setor privado (29% do total de ocupados). Dessas, 61 mil eram empregadas com carteira de trabalho assinada e 27 mil empregadas sem carteira de trabalho assinada. Portanto, praticamente 31% das pessoas empregadas no setor privado no Amapá não tinham carteira de trabalho assinada. Bem acima dos 25% da média nacional para essa condição de ocupação.
Os empregados no setor público (inclusive estatutários e militares) somavam 81 mil no Amapá. O que correspondia a 27% do total de ocupados.
Empregadores eram 8 mil. Correspondendo a 3% do total de ocupados.
Trabalhadores por conta própria eram a maior proporção entre os ocupados: 32%. Alcançando neste 3º trimestre de 2017, o total de 96 mil pessoas. São 7 mil pessoas a mais do que no mesmo período de 2017 e 5 mil a mais do que no trimestre anterior.
O trabalhador auxiliar familiar é aquela pessoa que exerce um trabalho sem remuneração direta em ajuda à atividade econômica de membro do domicílio. No Amapá 12 mil pessoas estavam ocupadas dessa forma. Alcançando 6% do total de ocupados no 3º trimestre deste ano.
A distribuição das pessoas ocupadas de acordo com os grupamentos de atividades pode ser observada na tabela a seguir:

INDICADORES (em mil pessoas)
Estimativas dos trimestres                      
3º trim. 2016
2º trim. 2017
3º trim. 2017
GRUPAMENTOS DE ATIVIDADE
AGRICULTURA, PECUÁRIA, PRODUÇÃO FLORESTAL, PESCA E AQUICULTURA
26
22
21
INDÚSTRIA GERAL
19
19
18
CONSTRUÇÃO
26
22
22
COMÉRCIO, REPARAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES E MOTOCICLETAS
58
61
68
TRANSPORTE, ARMAZENAGEM E CORREIO
14
17
18
ALOJAMENTO E ALIMENTAÇÃO
13
14
19
INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO E ATIVIDADES FINANCEIRAS, IMOBILIÁRIAS, PROFISSIONAIS E ADMINISTRATIVAS
17
21
19
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DEFESA, SEGURIDADE SOCIAL, EDUCAÇÃO, SAÚDE HUMANA E SERVIÇOS SOCIAIS
89
87
88
OUTROS SERVIÇOS
13
13
11
SERVIÇOS DOMÉSTICOS
19
19
19
                Fonte: IBGE. PNAD Contínua Trimestral

Observa-se que "Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas" foi o grupamento de atividade que mais aumentou o número de ocupados. Foram 7 mil pessoas a mais (11,2%). Já o grupamento de "Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas" foi o que mais perdeu trabalhadores: - 3 mil (-11,8%).
O rendimento médio habitual das pessoas ocupadas ficou em R$ 2.229,00. Uma redução de R$ 142 em relação ao 2º trimestre de 2017 (-6%). Na comparação com o 3º trimestre de 2016, o crescimento foi de 8% (R$ 164).
As pessoas ocupadas no setor público receberam em média R$ 3.801,00. Os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada receberam cerca de R$ 1.559,00 e aqueles sem carteira assinada receberam em média R$ 934,00. Já os trabalhadores por conta própria tinham rendimento médio habitual de R$ 1.296,00.

A massa de rendimento de todas as pessoas ocupadas ficou em R$ 649 milhões. Uma queda de R$ 31 milhões (-4,5%) em relação ao trimestre anterior (R$ 679 milhões).

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