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REVISADO – Ok
PNAD Contínua: taxa de desocupação no Amapá fica em
16,6% no 3º trimestre/2017
Da Editoria
O Estado do Amapá apresentou no 3º
trimestre de 2017, a taxa de desocupação (16,6%) – uma redução de 0,5 ponto
percentual em comparação com o 2º trimestre de 2017 (17,1%) e elevação de 1,7
ponto percentual frente ao 3º trimestre de 2016 (14,9%).
Das 363 mil pessoas na força de
trabalho, 303 mil estavam ocupadas e 60 mil desocupadas. As mulheres
representavam 55,6% das pessoas desocupadas (34 mil).
No Amapá 40% das pessoas desocupadas
estavam procurando emprego a 2 anos ou mais. Na média nacional, esse
contingente é de 22%.
Pessoas de 18 a 24 anos são 39% das
pessoas desocupadas. Em seguida vem o grupo de 25 a 39 anos com 38% dos
desocupados.
As pessoas com ensino fundamental
completo apresentam taxa de desocupação de 24,3%. São 7,7 pontos percentuais
acima da média geral do Estado. As pessoas com ensino superior completo
apresentam taxa de desocupação de 9%.
Pretos e pardos totalizam 86,3% das pessoas
desocupadas no Amapá. São 22,6 pontos percentuais acima da média nacional
(63,7%). Em números absolutos, São 47 mil pessoas de cor ou raça parda e 5 mil
de cor ou raça preta desocupadas neste trimestre divulgado. 8 mil de cor ou
raça branca. A taxa de desocupação de pardos ficou em 17,5%, de pretos é 14,8%
e de brancos, 13,6%.
Entre as pessoas ocupadas, 88 mil
eram empregadas no setor privado (29% do total de ocupados). Dessas, 61 mil
eram empregadas com carteira de trabalho assinada e 27 mil empregadas sem
carteira de trabalho assinada. Portanto, praticamente 31% das pessoas
empregadas no setor privado no Amapá não tinham carteira de trabalho assinada.
Bem acima dos 25% da média nacional para essa condição de ocupação.
Os empregados no setor público (inclusive
estatutários e militares) somavam 81 mil no Amapá. O que correspondia a 27% do
total de ocupados.
Empregadores eram 8 mil.
Correspondendo a 3% do total de ocupados.
Trabalhadores por conta própria eram
a maior proporção entre os ocupados: 32%. Alcançando neste 3º trimestre de
2017, o total de 96 mil pessoas. São 7 mil pessoas a mais do que no mesmo
período de 2017 e 5 mil a mais do que no trimestre anterior.
O trabalhador auxiliar familiar é
aquela pessoa que exerce um trabalho sem remuneração direta em ajuda à
atividade econômica de membro do domicílio. No Amapá 12 mil pessoas estavam
ocupadas dessa forma. Alcançando 6% do total de ocupados no 3º trimestre deste
ano.
A distribuição das pessoas ocupadas
de acordo com os grupamentos de atividades pode ser observada na tabela a
seguir:
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INDICADORES (em mil pessoas)
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Estimativas dos trimestres
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3º trim. 2016
|
2º trim. 2017
|
3º trim. 2017
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GRUPAMENTOS DE ATIVIDADE
|
AGRICULTURA, PECUÁRIA, PRODUÇÃO FLORESTAL, PESCA E AQUICULTURA
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26
|
22
|
21
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INDÚSTRIA GERAL
|
19
|
19
|
18
|
|
|
CONSTRUÇÃO
|
26
|
22
|
22
|
|
|
COMÉRCIO, REPARAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES E MOTOCICLETAS
|
58
|
61
|
68
|
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|
TRANSPORTE, ARMAZENAGEM E CORREIO
|
14
|
17
|
18
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|
|
ALOJAMENTO E ALIMENTAÇÃO
|
13
|
14
|
19
|
|
|
INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO E ATIVIDADES FINANCEIRAS, IMOBILIÁRIAS,
PROFISSIONAIS E ADMINISTRATIVAS
|
17
|
21
|
19
|
|
|
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DEFESA, SEGURIDADE SOCIAL, EDUCAÇÃO, SAÚDE
HUMANA E SERVIÇOS SOCIAIS
|
89
|
87
|
88
|
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|
OUTROS SERVIÇOS
|
13
|
13
|
11
|
|
|
SERVIÇOS DOMÉSTICOS
|
19
|
19
|
19
|
|
Fonte: IBGE. PNAD
Contínua Trimestral
Observa-se que "Comércio,
reparação de veículos automotores e motocicletas" foi o grupamento de
atividade que mais aumentou o número de ocupados. Foram 7 mil pessoas a mais
(11,2%). Já o grupamento de "Informação, comunicação e atividades
financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas" foi o que mais
perdeu trabalhadores: - 3 mil (-11,8%).
O rendimento médio habitual das
pessoas ocupadas ficou em R$ 2.229,00. Uma redução de R$ 142 em relação ao 2º
trimestre de 2017 (-6%). Na comparação com o 3º trimestre de 2016, o
crescimento foi de 8% (R$ 164).
As pessoas ocupadas no setor público
receberam em média R$ 3.801,00. Os empregados no setor privado com carteira de
trabalho assinada receberam cerca de R$ 1.559,00 e aqueles sem carteira
assinada receberam em média R$ 934,00. Já os trabalhadores por conta própria
tinham rendimento médio habitual de R$ 1.296,00.
A massa de rendimento de todas as
pessoas ocupadas ficou em R$ 649 milhões. Uma queda de R$ 31 milhões (-4,5%) em
relação ao trimestre anterior (R$ 679 milhões).
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