sábado, 25 de novembro de 2017

Artigo do Velleda Coluna CISMANDO


Buscando a perfeição

A ciência e a filosofia espíritas, bem compreendidas e sentidas, levavam os homens a uma moral que era a mesma de Jesus, nascendo então, a religião espírita, sem hierarquia, sem ritos, sem dogmas, uma religião filosófica, “que funda os elos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre bases mais sólidas: as mesmas leis da natureza”. Lendo o Evangelho Segundo o Espiritismo descobri que o ‘verdadeiro’ espírita e o ‘verdadeiro’ cristão são a mesma coisa.
O espiritismo não cria uma nova moral, mas facilita aos homens a compreensão e a prática da moral do Cristo, ao dar uma fé sólida e esclarecida aos que duvidam ou vacilam”. 
O espiritismo, bem compreendido, mas sobretudo sentido, conduz, forçosamente, o espírita a ser um homem de bem, com as qualificações necessárias elencadas pela espiritualidade.
Isso não significa que todos os espíritas sejam assim, pois entre a teoria e a prática há uma longa distância a ser vencida.
Muitos que aceitam a ciência espírita, a que demonstra a realidade do mundo espiritual, suas leis, seus habitantes, seu relacionamento com os encarnados, não percebem seu contexto moral ou não os aplicam a si mesmo.
Essa situação acontece, não por falta de precisão da doutrina, visto que ela não tem alegorias, símbolos, que possam dar margem a interpretações diversas. Ela é clara, objetiva, pois dirige-se, primeiro à inteligência, para atingir os sentimentos, as emoções, o coração.
Para entendê-la não há necessidade de uma grande inteligência e conhecimentos, pois vê-se homens de notória inteligência e capacidade não a compreenderem, e crianças, jovens e pessoas de pouca instrução  apreenderem seus princípios com facilidade.
Portanto, os homens que aceitam as manifestações dos Espíritos, que são a parte material da ciência, exigindo, apenas olhos para serem observadas, mas não compreendem as consequências intelectuais e morais das mesmas, que são a sua parte essencial, não têm ainda o grau de sensibilidade, ou seja, maturidade do senso moral. Independentemente da idade e do grau de instrução atual, porque é resultante do grau de evolução alcançado pelo Espírito em desenvolvimento. Quem ainda não a possui está desenvolvendo-a no processo evolutivo no qual está inserido.
Pessoas há nas quais o apego às coisas materiais é muito forte, impedindo a visão do infinito. Podem aceitar as manifestações espíritas, mas se sentem tão bem nas sensações e prazeres materiais, que não se interessam por nada que possa alterar seu viver atual. Deixa para participar das coisas espirituais quando estiver mais velho ou após a morte: “Assim está tão bom”, dizem.
Alguns chegam a participar de grupos mediúnicos, considerando-se espíritas por isso, interessados no fenômeno e não na filosofia e na moral. Segundo Kardec, são os espíritas imperfeitos, que param no caminho ou se afastam dos companheiros, por não quererem trabalhar na sua transformação espiritual ou por procurarem pessoas que pensam como eles, que têm as mesmas fraquezas ou prevenções.
Já deram, porém, o primeiro passo na aceitação da doutrina, o que lhes facilitará o segundo, na mesma ou em nova existência, embora estejam atrasando a sua libertação do apego ao mundo terreno.
O verdadeiro e sincero espírita encontra-se num grau superior de adiantamento moral, se comparado ao dos espíritas imperfeitos – valoriza mais os bens espirituais do que os materiais, empregando bastante do seu tempo e capacidades no desenvolvimento, em si mesmo, desses valores – tem uma boa percepção do futuro, e sensibiliza-se com os princípios da doutrina. “Numa palavra: foi tocado no coração e, por isso, a sua fé é inabalável. Um é como o músico que se comove com os acordes, o outro, apenas ouve os sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações”.
Como vemos, para ser considerado um verdadeiro espírita não há necessidade de haver completado sua autoeducação, ou haver conseguido um elevado grau de desenvolvimento espiritual. Necessário, sim, compreender os princípios doutrinários pelo estudo perseverante, porque quanto mais os estuda, mais se aprofunda nesse entendimento, encontrando mais facilidade na sua aplicação no dia-a-dia.
O espírita sincero esforça-se para encurtar a distância entre a teoria e a prática, errando e corrigindo-se, escorregando nas suas imperfeições, mas levantando cada vez mais depressa, perseverando, assim, no caminho do aperfeiçoamento.
Da mesma forma, conceitos como de Deus, perdão, tolerância, energia positiva, etc. ... podem ser apresentados com simplicidade. Para espiritualizar nossos filhos é importante, ainda, vivermos nós mesmos, diariamente, os grandes princípios místicos. Assim, estaremos preparando uma geração mais esclarecida e pacífica, que construirá um futuro melhor para o planeta. Esforcemo-nos!

Espaço Cismando Reflexão

O professor, doutor, e imortal Alexandre Gomes Galindo, meu irmão e confrade, apresentou este trabalho para reflexão e discussão entre os acadêmicos da Academia Amapaense Maçônica de Letras, em Sessão Ordinária realizada no dia 12 de novembro de 2017.
Um trabalho dedicado àqueles que amam o viver!
ATEMPORAL: Um Enunciado
Alexandre Gomes Galindo
Cadeira nº 19 da Academia Amapaense Maçônica de Letras
Preâmbulo:
Até os meus 46 anos, eu tinha conseguido enunciar apenas as quatro afirmativas com +um sentimento de inspiração assertiva.
1- Não existe folga no Universo! 
(entre meus 21 a 27 anos)
2- No Universo não só existe bananeiras!  
(entre meus 33 a 37 anos)
3- O Eterno não é como o presente como o Presente o é!  
(entre meus 33 a 36 anos)
4- No final, todos estaremos mortos!  
(entre meus 44 a 46 anos)
Morte?
Somos entidades materiais vivenciando experiências espirituais?
Ou somos entidades espirituais vivenciando experiências materiais?
Atemporal:

5- Já estou morto! ...eu Vivo!

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