BNDES NO AMAPÁ
A diretoria do BNDES, um dos maiores bancos de
desenvolvimento do mundo, esteve em Macapá para apresentar suas ferramentas
tecnológicas, através das quais as Linhas de Crédito poderão ser acessadas
diretamente pelos empresários e gestores municipais do Amapá, facilitando o
desenvolvimento das cidades.
Reinaldo Coelho
O presidente
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello
Castro, esteve em Macapá com o objetivo de reunir toda a sociedade produtora,
comerciante e industrial do Estado e apresentar toda a linha de crédito da
instituição. Essa foi uma grande oportunidade para que os empresários e
gestores dos municípios amapaense, conhecessem o que o BNDES tem a oferecer em
termos de recursos e as condições de como acessá-lo.
Sendo a
primeira vez que um presidente do BNDES visite o Estado do Amapá, isso se transfigura
de uma importância impar para o empresariado local. Principalmente, micro,
pequenas e médias empresas que poderão acessar as linhas de crédito oferecidas
pelo banco estatal.
Uma das
ferramentas é o Canal do Desenvolvedor (MPME), que permitirá pela primeira vez
que o pequeno empresário e o microempreendedor se comuniquem diretamente com o
BNDES para conhecer as linhas disponíveis e as condições oferecidas.
Até então
essa interação se dava apenas de forma indireta, através de bancos e agentes
financeiros intermediários como cooperativas de crédito. O canal pode ser
acessado através do site do BNDES.
O presidente
Paulo Rabello explicou para a imprensa presente no auditório do SENAC/AP, que o
acesso dos pequenos municípios, que são a grande maioria dos 5.570 municípios,
90% podem ser considerados de pequeno porte, e são esses municípios que o BNDES
quer atender.
“É na cidade
pequena que as coisas acontecem, é o prefeito que melhor pode avaliar qual dos
investimentos vai ajudar a sua cidade. Seja o projeto de iluminação pública,
seja saneamento, seja um projeto de mobilidade urbana {uma mera pavimentação},
se for um município litorâneo um pequeno projeto na área turística, de
embelezamento da cidade, de resíduos sólidos, que é um problema que atinge
quase todos os municípios. Pode ser um projeto, e isso é muito importante, da
PMAT, de gestão tributária, para organizar o município e por ai vai...”.
A autarquia
financeira federal, de acordo com Paulo Rabello, é casada com o Social e com a
Sustentabilidade, que são dois ‘S’ importantes do BNDES.
“Estamos
aqui no Amapá, para dizer SIM, estamos aqui vindo ao encontro dos nossos
clientes: Prefeito e do pequeno e médio empresário”.
Desconhecimento técnico de acesso à linha de crédito
A maioria
das prefeituras brasileiras possui estrutura administrativa precária e sem
recursos humanos capacitados e treinados para a elaboração, acompanhamento e
fiscalização de projetos executivos e financeiros e para ajudar os executivos e
técnicos do setor público municipal local. Os diretores do BNDES, que compõem a
caravana do banco estatal e seus técnicos, passaram a disponibilizar a todo
empresariado e gestores municipais presentes, os instrumentos de fomento
nacional e apoio do banco e palestraram de como podem fazer e as regras a serem
cumpridas.
“As linhas
de créditos existem, mas, são linhas operadas indiretamente, exigindo projetos
mais detalhados é ai que a coisa pega. Pois, os projetos mais detalhados tem de
aguardar. E para concretizar uma iniciativa que o prefeito quer tomar, deve ser
feita com agilidade. A liberação tem que ser feita com mais agilidade”,
explicou o CEO do BNDES.
Orientação e apoio aos gestores municipais
A segunda parte do encontro que foi dedicada aos gestores dos executivos
municipais e seus respectivos secretários da Fazenda/Planejamento para
conhecimento das formas de atuação do banco, assim como fornecer todas as
informações necessárias para o atendimento pleno dos pré-requisitos necessários
ao acesso dos recursos e instrumentos de apoio do BNDES
Para
eliminar as barreiras burocráticas e facilitar o acesso as linhas de crédito,
está em andamento um estudo para modificar a atual metodologia.
“Estamos estudando a nível nacional, para que o
presidente da República, aprove a transformação dessas linhas de crédito, que
hoje são indiretas, em linhas online, ou seja, através de uma plataforma
digital, com aproximação Banco/Município. Isso pode acontecer, eventualmente,
com o apoio de uma Agência de Fomento, que vai estabelecer as condições
técnicas e as garantias que este município, vai dar para a rápida concretização
do empréstimo que viabilizará a obra ou a melhoria de gestão”.
Paulo
Rabello também explicou as vantagens que o empresário ou prefeitura terá quando
acessar os empréstimos do BNDES sob os outros bancos. Ele foi enfático ao
garantir que – “Terão juros mais baratos
e acessíveis. A situação o Brasil, hoje, ainda é precária para o micro e
pequeno empresário, quando ele consegue crédito a taxa de juros anual começa em
40% a 50%, pode correr para o cheque Especial de 200%, quando ele está com
problemas e precisando se refinanciar”.
Ele destacou
que em 2018 o BNDES terá uma plataforma para melhorar a acessibilidade ao
crédito. “Teremos uma plataforma online,
para o micro, pequeno e médio empresário acessar de forma direta pequenos
créditos, com os quais vão conseguir do crédito caro, para um mais acessivo. E
estabelecer para o banco uma nova clientela, que hoje já existe através do
canal do desenvolvedor e pelo BNDES Giro, mais que atende de forma indireta,
através de agencias financeiras, ou seja, tem algo entre o cliente e o banco.
Queremos fazer uma relação direta e cliente final. Isso vai aumentar o número
de crédito que vai circular na economia em 2018, para retomada e expansão da
nossa economia”.
O BNDES no Amapá
O BNDES já
está presente no Amapá com o financiamento de grandes obras públicas e privadas
e de acordo com o presidente Paulo Rabello, isso monta em mais de R$ 10
bilhões. “Temos financiado grandes obras
no Amapá e queremos lembrar que mantemos um apoio a uma grande empresa que é
fundamental para a saúde da economia amapaense que é a Jarí Celulose, e a
empresa apresentou um pedido de reescalonamento dos seus débitos, justificando
que teve uma seria de problemas operacionais, e que já estão superando, para a
tranquilidade de seus empregados. Atendemos e estamos ultimando as tratativas
para o reescalonamento dessa dívida. Esse é o papel do BNDES ao mesmo tempo que
olha o micro empresário está com as grandes empresas, as hidroelétricas, as
rodovias”.
Destacou
também, que os problemas que atrapalham há anos a conclusão dos serviços na
Rodovia federal amapaense (BR 156 e 210), tem que ser superados. “Essa rodovia
é a espinha dorsal da economia do Estado do Amapá tem de ser concluída, o
desenvolvimento não espera, precisamos recolocar o Amapá no mapa”.
Os Prefeitos
Estavam
presentes diversos prefeitos amapaenses, entre eles, o prefeito de Macapá, Clécio
Luís, Tartarugalzinho, Rildo Oliveira (PMDB), Vitoria do Jarí Dielson Sousa
(PT), vice prefeito de Mazagão, David Nunes Maciel (PSC) entre outros.
O prefeito
de Macapá, destacou a importância da presença do BNDES no Amapá. “Estamos
fazendo uma mudança gradativa de matriz econômica, pois era muito forte a força
estatal e estamos migrando para o capital privado. E o BNDES tem um papel decisivo
para os próximos anos, quiçá décadas. Estamos desenvolvendo na capital
amapaense uma plataforma denominada “Macapá 300 anos”, e todas as vezes que
pensamos em agente financiadores, o BNDES figura, se não como o mais
importante, condutor de fomento, e de desenvolvimento, através de
financiamento. As perspectivas são muitos grandes no Amapá, estamos falando dos
grãos, da movimentação portuária, concretização do Arco Norte (Guiana
Francesa), e em médio prazo da ligação do Amapá com o resto do Brasil pelo
Região Sul, através da Ponte do Rio Jarí. A vinda do BNDES, para discutir com a
sociedade amapaense, sobre um projeto de desenvolvimento para todo o Estado do
Amapá é grandioso, uma base sólida para os financiamentos que se farão
necessários”.
A reportagem
quis saber do gestor de um município do Sul do Amapá, de pequeno porte, como o
BNDES poderia beneficiar Vitória do Jarí e seu prefeito Dielson Sousa, estava
entusiasmado. “Sabemos a realidade de
nossos municípios, seja de grande o pequeno porte, o problema é financeiro. E a
vinda do BNDES presencial ao Amapá, nos dá a esperança de que esse
desenvolvimento venha e que possamos aproveitar para que o nosso município
cresça e sejamos um Estado que mais se desenvolve em todo o Brasil e
acreditar”.
PMAT
Foi apresentado aos gestores municipais do Amapá, em primeira mão, ao
Programa de Modernização da Administração Tributária e da Gestão dos Setores
Sociais Básicos (PMAT), destinado a apoiar projetos de investimentos de até 20
milhões de reais voltados à melhoria da eficiência, qualidade e transparência
da gestão pública, visando a modernização das administrações tributária,
financeira, gerencial e patrimonial dos municípios.
Carência de pessoal
especializado
Entretanto
não se pode negar que são os municípios, especialmente os de pequeno porte, os
que mais sofrem para se modernizar. Tanto pelo custo dos programas, quanto pela
falta de um treinamento correto dos usuários, a modernização da Administração
Fazendária é um grande desafio.
E, para
cumprir com seu papel constitucional maneira racional e eficiente, a
Administração Municipal, em especial o Fisco, precisa obter cada vez mais as
ferramentas tecnológicas adequadas.
A informação
é um recurso efetivo e inexorável para as prefeituras e municípios, principalmente
quando planejada e disponibilizada de forma personalizada, com qualidade
inquestionável e preferencialmente antecipada para facilitar as decisões dos
gestores locais e também dos munícipes.
O
planejamento e a modelagem da informação também é um pré-requisito para a
aquisição ou desenvolvimento de sistemas de informação, de softwares de governo
eletrônico e de portais públicos municipais, motivo pelo qual, a digitalização
dos documentos públicos é de grande importância.
Município x BNDES
E para concretização
desses serviços o BNDES garante investimentos desde que o município apresentem
os projetos junto à Caixa Econômica Federal.
Agente
financeiro importante e parceira do BNDES em grande parte dos projetos
assinados, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, em sua apresentação
sobre o programa, faz referência, além da modernização, ao aspecto da
transparência na gestão pública e afirma que “[...] o programa proporciona aos
municípios uma gestão eficiente de recursos, em especial por meio do aumento
das receitas e da redução do custo unitário dos serviços.”
O grande atrativo do PMAT é a reduzida taxa de juros
utilizada pelo programa, que se diferencia unicamente
entre as operações diretas (realizadas entre o beneficiário e o BNDES) e
indiretas (com intermediação de instituição financeira credenciada).

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