Adaptar-se às novas tecnologias
Esse
é o mote para a transição de qualquer empresa ou cidadão, do analógico para a
era digital. A Empresa de Correios e Telégrafos do Brasil (ECT) não acompanhou
em tempo real essas mudanças e não souberam se adaptar a tecnologias de
comunicação como empresas de outros países e agora vem sofrendo com o
inevitável desenvolvimento tecnológico que afetou diretamente o envio de
correspondências, que era a principal atividade da empresa.
Todas
as empresas de serviços postais no mundo tiveram que se reinventar para suprir
a queda da sua atividade principal, que é a entrega postal. A tecnologia
impactou profundamente o ramo principal de uma empresa postal. Há quanto tempo
você não manda uma carta ou recebe uma carta? É preciso buscar alternativas
para achar outras atividades lucrativas e, apesar de estar atrasados há alguns
anos. Tardiamente mais a atual administração da ECT está trabalhando para isso.
Todos
os grandes serviços postais do mundo passaram por essa mudança, e há bem mais
tempo. Cada país achou a transformação mais adequada a sua realidade, e o
Brasil também está achando a sua.
A
organização de entrega de encomendas, principalmente do comércio eletrônico, é
um produto no qual os Correios estão investindo. Já está em funcionamento o
Correio Celular serviço de telefonia móvel que comercializa chips e recargas de
plano pré-pago. São estas as ferramentas novas de tecnologia avançada e de
encontrar novas fontes de receita e também se adaptar às novas tecnologias.
Estas
mudanças, principalmente na atividade logística do serviço postal, que está em
queda, para atividade logística de entrega de encomendas.
O ECT,
em seus 354 anos, sempre foi a maior empresa de entrega postal, de serviços e
mercadoria oriundos do comércio eletrônico. A ECT criou no Brasil uma marca que
é sinônimo de encomendas no país, que é o SEDEX.
Quanto
a privatização, o atual governo descarta, mesmo porque a situação financeira da
empresa é cruel, o prejuízo é alto e não atrai investidores. Tem que dar tudo
errado para que a solução dos Correios seja pelo caminho da privatização –
declarou Guilherme Campos quando esteve em Macapá, acompanhe a matéria na
página 4 e 5 desta edição.
A empresa
está presente nos 5.575 municípios do país. Esta característica de integração
nacional, essa capilaridade é uma característica que a diferencia das demais
empresas públicas do país. Pelo cenário atual do Brasil e da ECT, duvido que
aparecesse algum interessado nessa privatização. Nenhuma empresa do Brasil, por
exemplo, quis entrar na disputa pelo Banco Postal, operado pelo Banco do
Brasil, e que hoje representa a única atividade financeira em mais de 1.700 cidades
do país. Mas a ECT fez e está atendendo muitas cidades como única agencia
financeira no local.
Um
entrave de difícil superação se não tiver uma união de todas as esferas do
poder, no combate ao Crime Organizado, que está atacando as redes Bancárias,
entre elas as agências dos Correios e dos Correspondentes Bancários, Banco
Postal e Lotérico, como a Caixa Econômica. Esses investimentos, nessa área,
serão importantes para o trabalho dos Correios na nova era digital e para a
COMUNIDADE que se beneficia da presença física dos Correios como elo de ligação
deles com o mundo.
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