sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Editorial


Adaptar-se às novas tecnologias  

Esse é o mote para a transição de qualquer empresa ou cidadão, do analógico para a era digital. A Empresa de Correios e Telégrafos do Brasil (ECT) não acompanhou em tempo real essas mudanças e não souberam se adaptar a tecnologias de comunicação como empresas de outros países e agora vem sofrendo com o inevitável desenvolvimento tecnológico que afetou diretamente o envio de correspondências, que era a principal atividade da empresa.
Todas as empresas de serviços postais no mundo tiveram que se reinventar para suprir a queda da sua atividade principal, que é a entrega postal. A tecnologia impactou profundamente o ramo principal de uma empresa postal. Há quanto tempo você não manda uma carta ou recebe uma carta? É preciso buscar alternativas para achar outras atividades lucrativas e, apesar de estar atrasados há alguns anos. Tardiamente mais a atual administração da ECT está trabalhando para isso.
Todos os grandes serviços postais do mundo passaram por essa mudança, e há bem mais tempo. Cada país achou a transformação mais adequada a sua realidade, e o Brasil também está achando a sua.
A organização de entrega de encomendas, principalmente do comércio eletrônico, é um produto no qual os Correios estão investindo. Já está em funcionamento o Correio Celular serviço de telefonia móvel que comercializa chips e recargas de plano pré-pago. São estas as ferramentas novas de tecnologia avançada e de encontrar novas fontes de receita e também se adaptar às novas tecnologias.
Estas mudanças, principalmente na atividade logística do serviço postal, que está em queda, para atividade logística de entrega de encomendas.
O ECT, em seus 354 anos, sempre foi a maior empresa de entrega postal, de serviços e mercadoria oriundos do comércio eletrônico. A ECT criou no Brasil uma marca que é sinônimo de encomendas no país, que é o SEDEX.
Quanto a privatização, o atual governo descarta, mesmo porque a situação financeira da empresa é cruel, o prejuízo é alto e não atrai investidores. Tem que dar tudo errado para que a solução dos Correios seja pelo caminho da privatização – declarou Guilherme Campos quando esteve em Macapá, acompanhe a matéria na página 4 e 5 desta edição.
A empresa está presente nos 5.575 municípios do país. Esta característica de integração nacional, essa capilaridade é uma característica que a diferencia das demais empresas públicas do país. Pelo cenário atual do Brasil e da ECT, duvido que aparecesse algum interessado nessa privatização. Nenhuma empresa do Brasil, por exemplo, quis entrar na disputa pelo Banco Postal, operado pelo Banco do Brasil, e que hoje representa a única atividade financeira em mais de 1.700 cidades do país. Mas a ECT fez e está atendendo muitas cidades como única agencia financeira no local.

Um entrave de difícil superação se não tiver uma união de todas as esferas do poder, no combate ao Crime Organizado, que está atacando as redes Bancárias, entre elas as agências dos Correios e dos Correspondentes Bancários, Banco Postal e Lotérico, como a Caixa Econômica. Esses investimentos, nessa área, serão importantes para o trabalho dos Correios na nova era digital e para a COMUNIDADE que se beneficia da presença física dos Correios como elo de ligação deles com o mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ARTIGO DO GATO - Amapá no protagonismo

 Amapá no protagonismo Por Roberto Gato  Desde sua criação em 1988, o Amapá nunca esteve tão bem colocado no cenário político nacional. Arri...