Conferência Estadual das Cidades
Trata da inclusão, participação e justiça social
Em sua
sexta edição, a Conferência estadual das Cidades agrega autoridades e sociedade
civil organizada para discutir a função social da cidade e da propriedade.
As secretarias de Estado de
Desenvolvimento das Cidades (SDC) e de Infraestrutura (Seinf) são as
responsáveis por coordenar a conferência que aconteceu no Distrito de
Fazendinha – CetaHotel.
Para essa
edição da Conferência Nacional das Cidades, foi escolhido o tema “Função Social
da Cidade e da Propriedade”, que expressa a importância do interesse coletivo.
O lema “Cidades Inclusivas, Participativas e Socialmente Justas” proclama o
caráter igualitário e equânime qualificando o significado do tema. Pois é fundamental
suscitar a compreensão do conceito da função social da cidade e da propriedade
ainda pouco assimilado pela sociedade.
O Brasil,
desde a metade do século passado, deixou de ser um País rural e passou a ser
uma nação intensamente urbanizada. Cerca de 160 milhões de brasileiras (os)
estão vivendo nas cidades. Essa concentração da população nas áreas urbanas,
sem o planejamento adequado, trouxe alguns problemas para a qualidade de vida
da geração atual e comprometendo a sustentabilidade no futuro.
Soluções
para esses problemas foram discutidas na Conferência Nacional das Cidades, um
dos espaços de diálogo entre o Governo e a Sociedade. Nesse sentido, o Conselho
das Cidades, criado há mais de dez anos, faz parte deste empenho para avançar
na agenda urbana, atuando segundo uma diretiva baseada na democracia e no
pluralismo.
A
conferencia amapaense
Diversas
autoridades estaduais e municipais, membros da sociedade civil organizada,
acadêmicos e gestores participaram da abertura da 6ª Conferência Estadual das
Cidades, promovida pelo Governo do Amapá. Depois de três dias de encontro e
debates, foi encerrada na última quarta-feira (29) a 6ª Conferência Estadual
das Cidades, em Macapá. Foram definidos os delegados que vão representar o Amapá
na Conferência Nacional, que acontece em Brasília.
O evento contou com a participação dos 174
delegados que foram eleitos nas 16 conferências municipais realizadas em 2016,
e 32 observadores, indicados por cada segmento, a Conferência Estadual foi aberta
a toda a sociedade, arquitetos, engenheiros, advogados, empresários, entidades
acadêmicas, representantes de movimentos populares, sindicatos, ONGs,
empresários e Poder Público, porque todas as outras questões urbanas vão ser
discutidas.
Além de contar com a presença da doutora Yanka
Carvalho, que palestrou sobre Macapá e do arquiteto Adailton, que também fará
abordagem sobre novas habitações.
A secretária
adjunta da Seinf e membro da comissão executiva da Conferência, Glaucia Maders,
explicou a reportagem que a 6ª Conferência Estadual das Cidades é um momento de
abrir espaço à sociedade para realizar o debate de mudanças profundas de uma
verdadeira reforma urbana, para formular ideias transformadoras, articular
esforços e promover a igualdade por todo Amapá. “Trabalhamos na perspectiva de
potencializarmos as políticas nacionais e, neste caminho, conquistarmos
investimentos para o Estado”, destacou.
O
prefeito de Itaubal Piririm, Vitor Hugo, na ocasião representando a Associação
dos Municípios do Amapá (Ameap), acredita que da conferência sairão sugestões
efetivas para assuntos fundamentais tratados nas cidades. “Esta Conferência,
assim como a que ocorreu nos municípios ano passado, trata de muitos assuntos
atuais e gostaríamos que a participação da comunidade fosse cada vez maior.
Nela preparamos nossa terra para o futuro, pois dessas discussões é que surgem
ideias para melhoria das condições de mobilidade urbana, acessibilidade e
diversos assuntos em voga”, disse o prefeito.
Durante o
encontro, o secretário de Estado de Desenvolvimento das Cidades, arquiteto e
urbanista Alcir Matos, palestrou abordando as principais ideias de
desenvolvimento urbano, como também discutiu o tema da conferência,
relacionando à realidade do Estado.
“A
conferência dá sequência ao trabalho do governo estadual nos municípios. Vamos
continuar agindo em parceria, em sintonia com os interesses e demandas das
comunidades. Todas estas propostas discutidas entre os eixos de trabalhos serão
encaminhadas para a Conferência Nacional, que acontecerá em 2019. Tenho a
certeza que estamos trabalhando arduamente para desenvolver bem nosso papel e
que certamente esses são os primeiros passos para uma discussão democrática com
a sociedade envolvendo os 16 municípios”, comentou.

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