Cidade
Prefeitura de Macapá não cumpre metas e obras
paralisam
Reinaldo Coelho
Esse déficit
acontece com frequência entre elas 10 creches, a reforma do Mercado Central,
ampliação da Feira Modelo de Macapá no Congós, asfaltamento de ruas e avenidas e
iluminação pública, arquibancada do Gliceirão, entre outros.
Não é só as obras do Mercado Central e do Glicério
Marques que seguem em compasso de espera no centro da capital. Outras
revitalizações prometidas para a região central da cidade não saíram do papel,
outras que foram entregues de forma parcial, ou ainda não foram entregues, como
a Feira Maluca, cuja entrega foi anunciada para o fim do mês passado aos
comerciantes em reunião.
Quanto
consegue fazer o dever de casa, faz incompleto. Após 11 anos e dois governos
municipais, Clécio Luís (REDE) conseguiu inaugurar com estardalhaço o
Restaurante Popular, um programa federal petista, que já não existe mais e
mesmo assim após três anos ele manda fechar por irregularidades na execução dos
serviços pela empresa contratada.
A prefeitura
afirma que é provisórioe
necessária, já que a empresa que geria o lugar não estaria cumprindo com o
contrato.Ela anunciou que cancelou o contrato e
iniciou um novo processo licitatório organizado pela Procuradoria Geral do
Município (PROGEM) e Secretaria de Assistência Social e do Trabalho (SEMAST).
“Até que todo processo seja encerrado o Restaurante Popular
ficará fechado para que o município possa fazer uma avaliação e o inventário do
local, uma vez que se trata de patrimônio público, para que então a outra
empresa possa assumir os serviços”, limitou-se a informar o comunicado.
A prefeitura diz que não pode divulgar os itens que não
estariam sendo cumpridos pela empresa porque isso atrapalharia o processo de
distrato.
O Restaurante Popular fica na Avenida Piauí, no Bairro do
Pacoval, zona leste de Macapá. O lugar foi inaugurado em setembro de 2015,
depois de uma espera que levou 10 anos e passou por dois governos municipais
que se atrapalharam na hora de equipar o lugar.
Todos os dias mais de 200 pessoas eram atendidas pagando R$
3 pela refeição. A diferença(R$ 6,50) era repassada pela prefeitura à empresa
contratada.
A reportagem procurou ouvir a população que questiona a
situação, achando bem contraditória a informação dada pela prefeitura. Uma das
argumentações é porque fechar?
"A empresa deveria cumprir seus serviços, até a nova
empresa assumir. O que é alegado pela gestão municipal que a decisão fosse tão drástica?
Alimentos estragados, que causariam problemas de saúde pública? Era multar e
cobrar indenização, o contrato deveria prever essas situações;
Onde esta a multa por não arcar com o contrato?
O que mais intriga tudo isso é por que a prefeitura junto
com a sua Procuradoria Geral não procurou por vias judiciais obrigar o
funcionamento do mesmo dentro do contratado?
Um contrato feito de qualquer jeito ocasiona isso.
Empresas forasteiras que não cumprem com os itens a ser
atendida dá nisso.
"Mas o mais engraçado é ver e esperar depois que fecha para se fazer algo, assim desamparando os usuários que ali fazia sua refeição".
"Mas o mais engraçado é ver e esperar depois que fecha para se fazer algo, assim desamparando os usuários que ali fazia sua refeição".
"Isso mais parece promessa de campanha eleitoral mal
elaborada do que qualquer outra coisa. Aposto que a empresa recebeu parte
do contrato para assim executar o serviço. E ai o que será feito agora?"
"Em quanto isso essa empresa continuará impune e participando de outros processos licitatório e enganando o povo e ajudando políticos, pois só idiotas não sabe como funciona a licitação no Brasil".
"Em quanto isso essa empresa continuará impune e participando de outros processos licitatório e enganando o povo e ajudando políticos, pois só idiotas não sabe como funciona a licitação no Brasil".
Estádio Glicério de Sousa Marques
A construção de uma nova arquibancada foi anunciada em
2006. Mas asobras só iniciaram, de fato, em 2009, com
o orçamento de quase R$ 7,5 milhões. Durante os trabalhos a empresa responsável
pelo serviço teve o contrato cancelado por causa da defasagem dos preços e o
trabalho parou.
Após seis anos, um pedaço da estrutura que seria a
arquibancada já estava deteriorada. Com as obas inacabadas, em agosto de 2015
o Ministério
Público do Amapá (MP-AP) recomendou que não fossem realizados jogos no Glicério Marques, pois o
local não atende aos quesitos do Estatuto do Torcedor.
Recentemente, a prefeitura voltou a anunciar uma reforma
emergencial no estádio Glicério Marques entre os meses de agosto e setembro,
avaliada em cerca de 6,8 milhões. Estamos em novembro e nada das obras do Gliceirão
sair das escavações.
Mercado Central de Macapá
Patrimônio
Cultural e Turístico do Estado do Amapá, o Mercado Central e um Memorial dos
Amapaenses, pois foi uma das obras que aglutinavam o comercio ribeirinho da
Macapá Antiga, pois o ancoradouro das embarcações era na atual Candido Mendes
que traziam as mercadorias e o pescado para serem vendidos no mercado central,
além de que o matadouro da cidade ficava localizado na ala direita da Fortaleza
de Macapá, no Elesbão, hoje Praça do Forte.
Inaugurado
em 1953 foi considerado o reduto de compras das famílias amapaenses nos anos
1950. Atualmente o local ainda preserva alguns serviços como as vendas de
hortifrúti e consertos de sapatos, juntamente com algumas lanchonetes montadas
em uma tenda. As peixarias e açougues funcionam precariamente no Mercado de
Peixe, também abandonado pelo município. E ali se centrava o comercio
alimentício da nova capital do então Território Federal do Amapá.
A Feira do
Caranguejo e do Camarão, que teve uma revitalização de 'maquiagem' continua
funcionando na calçada das ruas São José e paralelas. O local agora virou esconderijo de
assaltantes e o movimento nos comércios despencou nos últimos três anos devido
aos assaltos frequentes que ocorrem a qualquer hora do dia.
Com os serviços
de ampliação e revitalização do Mercado Central de Macapá retomados desde
fevereiro, a Secretaria Municipal de Obras (SEMOB) espera reinaugurar um dos
principais pontos turísticos da capital até fim do ano.
As obras retomaram, mas lentas e fora do
cronograma
Sem data
definida a previsão é do Programa Calha Norte, do Governo Federal, que libera
recursos para a obra, que iniciou em 2015, e acompanha o processo. O custo,
inicial, era de quase R$ 2 milhões, mas teve um acréscimo de mais R$ 650 mil.
Astrid
Caldas dedicou 37 dos 60 anos a venda de temperos e outros produtos naturais
nas dependências do Mercado Central. Ela lembra como os negócios eram bons para
os empreendedores antes do processo de ampliação e revitalização do espaço.
“O povo se
afastou do mercado. Alguns comerciantes foram embora e outros não conseguiram
continuar e faliram. Os que ficaram, lutam para sobreviver”, disse.
Feira Modelo de Macapá
‘Mais uma obra municipal paralisada’
A Prefeitura de Macapá assinou há um ano e
seis meses, o contrato de construção da feira modelo, que substituirá a feira
maluca, no bairro Buritizal, na zona sul da capital. A empresa vencedora da
licitação foi a Edifica Engenharia Ltda-EPP. A obra tinha uma previsão de
entrega para janeiro de 2018, e conta com a fiscalização técnica da Secretaria
Municipal de Obras e Infraestrutura Urbana (SEMOB).
Atrasada há um ano, a obra estava orçada em
R$ 1.353.000,00, sendo R$ 1.349.990,00 do Programa Calha Norte e R$ 3.010,00 de
contrapartida da Prefeitura de Macapá, resultado de emenda parlamentar do
senador Randolfe Rodrigues. A empresa contratada passou pelo processo de
licitação e concorreu com mais quatro empresas. Com 28 anos na área, a Edifica
Engenharia Ltda-EPP tem experiência em obra pública, foi responsável pela
construção dos prédios do Ministério Público, no Araxá; do Mercado do Peixe, no
Perpétuo Socorro; e da UPA da zona norte da cidade.
Até ai tudo bem, após a retirada dos
feirantes e colocados na beira da Avenida Claudomiro de Moraes, onde
construíram por conta próprias barracas que espalham pelo canteiro central e em
frente das escolas do entorno e a promessa de que em seis meses estariam na
mais bela feira de Macapá e nada aconteceu. De acordo com informações da
prefeitura de Macapá a construção da Feira Modelo, está parada por falta de
repasse.
O remanejo
realizado pela Prefeitura de Macapá, na ‘Feira Maluca’, foi para a frente da
antiga feira e com local descoberto, expostos ao sol e chuva e a lama. Os
feirantes que ficaram alojados ao lado do prédio inacabado e dizem que o
ambiente é sujo, fétido e propício à contaminação dos alimentos comercializados.
E todos dividem o mesmo pensamento pessimista: o Mercado Modelo nunca ficará
pronto no prazo, como está acontecendo com o Mercado Central e o Shopping
Popular.
“Vocês, de novo
por aqui? Não mudou nada não, meu filho. E pelo o que estou vendo, não vai
mudar tão cedo”. – Foi com essa frase que Maria das Graças Andrade recebeu, na
manhã da última segunda-feira, a equipe de reportagem da TRIBUNA AMAPAENSE.
Feirante há mais de dez anos, Maria das Graças já foi entrevistada outras vezes
e a resposta dela revela o que mudou durante os intervalos que a TA foi ao
local registrar se as obras haviam sido retomadas. “Perdi as esperanças, nessa
atual administração é certeza que não ficará pronto”, afirma.
Maria vende frutas
em uma barraca. Logo cedo chega ao local improvisado da feira – e ajeita os
produtos em cima da estrutura de madeira e ferro. Mas antes de expor os
produtos, preocupa-se com a limpeza do local, pois fica próximo a Av.
Claudomiro de Moraes “Sempre tem lixo acumulado e a catinga é horrível. Dá
vontade de vomitar com a sujeira”, desabafa.
Na falta do apoio
do órgão responsável pela limpeza pública são os próprios feirantes que
providenciam a assepsia da área. É aí que entra em cena Edílson Ramos de Sousa.
Por R$ 20,00 limpa toda extensão da rua onde as barracas ficam montadas. “É uma
forma de ganhar um dinheirinho, né?”, diz o ajudante dos comerciantes.
Não demora muito e
a rua está suja novamente. Para alguns a cena é considerada natural. “Feira é
assim mesmo. Tem que ser meio bagunçado. Não se pode exigir muito já que
estamos no meio da rua. Acho que se emperiquitar demais, perde a graça”, afirma
o aposentado José Gildenor da Silva, 60 anos, assíduo nas feiras livres da
cidade.
A falta de cuidado
com a higiene é perceptível. Feirantes e clientes manuseiam alimentos ao mesmo
tempo que pegam em dinheiro. Mesmo que quisessem, não seria possível lavar as
mãos. Não há banheiros.

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