
Maia chama Guedes de injusto, cita ‘usina de
crises’ e diz que Câmara está carregando a Previdência
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo Maia, sem articulação na Câmara, a
reforma não seria aprovada
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo
Maia (DEM-RJ), rebateu as críticas feitas pelo ministro da Economia, Paulo
Guedes, às alterações feitas no projeto de reforma da Previdência. De acordo
com ele, o ministro está “gerando uma crise desnecessária”.
“Hoje, infelizmente, é meu amigo Paulo Guedes
gerando uma crise desnecessária”, afirmou Maia nesta sexta-feira (14), após
participar seminário sobre o cenário político-econômico do país. “A vida
inteira o ministro da Economia sempre foi o bombeiro das crises. Nós não vamos
dar bola ao ministro Paulo Guedes pelas agressões que fez ao parlamento”,
completou.
Mais cedo, o ministro criticou as mudanças
propostas pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP) ao texto. Segundo ele, as
modificações, que estariam “abortando a nova Previdência”, foram motivadas por
“pressões corporativas” e pelo”lobby de servidores do Legislativo”.
“Quero saber por que o ministro Guedes
assinou uma regra de transição mais flexível no projeto de reforma para os
militares”, questionou o parlamentar sobre as críticas.
Além de dizer que Guedes está criando
problemas, Maia afirmou que o ministro está sendo injusto em suas declarações.
O presidente da Câmara também aproveitou para criticar a articulação do
governo, acrescentando que a Casa está conquistando votos sozinha pelo projeto.
“Eu acho que o ministro Paulo Guedes não está
sendo justo com o parlamento brasileiro que está conduzindo sozinho a
articulação para aprovação da reforma da Previdência. Se nos dependêssemos da
articulação do governo nós teríamos 50 votos, não a possibilidade de ter 350
como nós temos hoje.”
“Se o governo não entende que existem pobres
no Brasil que precisam ser cuidados pelo parlamento e pelo governo, isso é um
problema deles”, disse Maia. “Nós queremos que a pobreza diminua que o
desemprego caia no Brasil, que voltamos a ter esperança na educação e saúde”,
continuou Maia, que ressaltou que o projeto não é do presidente Jair Bolsonaro,
mas sim de todo o país.
*Estadão Conteúdo
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